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Título: Jogando para a torcida. E não por nós...
Autor: Rodolfo C. Martino - publicado em 13/11/1998
 

01. Os jornais anunciaram a boa (???!!!) notícia da semana. Na quarta-feira, o Banco Central fixou novo teto de juros em 42,25 por cento. Os porta-vozes do Governo deram um tom otimista para medida, pois a taxa do dia anterior batia na casa dos 49,75 por cento. Enfatizaram também que a iniciativa deixa espaço para uma provável tendência de queda para o custo do dinheiro. Chegam inclusive a prever que o índice vai se estabilizar em 25 por cento em dezembro. Um dia antes, o presidente Fernando Henrique Cardoso revelou que a aprovação da Reforma da Previdência (que pode ser assinada em 15 dias) e os resultados das conversações do FMI seriam incentivo para redução das taxas -- o que nos levaria a um passo da tão sonhada estabilização econômica.

02. Muitos economistas (que não compactuam com o Governo) definem o anúncio oficial como mero jogo de cena. E explicam: o País continua sendo disparado o campeão dos juros altos -- em segundo, com larga distância, vem a Argentina que está nos arredores dos 28 por cento. Ademais, a taxa atual já era praticada pelo mercado que simplesmente ignorou a orientação anterior do BC em torno dos 50 por cento. Um exagero, mesmo para os atribulados dias atuais. Mas que era defendido pela equipe econômica de FHC como uma forma de conter o êxodo do do capital estrangeiro.

03. Neste quesito também os analistas criticam a ação governamental. Em nenhum momento, os investidores internacionais retiraram suas aplicações assustados com a desastrada opção econômica do Governo (que apostou na recessão e na defesa do câmbio às custas do hoje degradante nível de emprego), agravada pela crise mundial. As taxas de juros, por essas plagas, sempre se revelaram bastante propícias, engordando consideravelmente -- e às nossas custas -- os rendimentos dos mega-investidores.

04. Em termos gerais, o Governo continua jogando para a torcida -- e com apoio considerável de grande parcela da mídia. Efetivamente não consegue entender que essa torcida (o povo brasileiro) é parte integrante do jogo. Que tem como principal objetivo a consolidação de uma Nação soberana, desenvolvimentista e onde se vivencie o respeito às instituições e à justiça social.

Um breve comentário e o recado: O comentário -- A denúncia sobre suposta conta mantida por líderes do PSDB (Fernando Henrique, Mário Covas, José Serra e o falecido ministro Sérgio Motta) num paraíso fiscal (a ilha de Cayman) merece, sim, uma CPI, é caso para a Polícia Federal e para Justiça. Em toda a sua plenitude. Inclusive a origem da denúncia e se efetivamente tem fundamento. O recado -- Às 11h45 de hoje, o grupo Mobilização da Cidadania Contra a Impunidade/Pinochet Nunca Mais! realiza ato público na sede da Ordem dos Advogados do Brasil/São Paulo -- Praça da Sé 385. A atriz Beatriz Segal estará participando dessa manifestação em defesa da punição do ditador chileno. Prestigie!

 
 
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