HOME BLOG CONTATO INDIQUE ESTE SITE
 
Área:
CARO LEITOR | ver comentários |
Título: O País do futebol e da esperança
Autor: Rodolfo C. Martino - publicado em 05/07/2002
 

"Não se pode ensinar tudo a alguém. Pode-se apenas ajudá-lo a encontrar por si mesmo" (Galileu Galilei)

01. Que ressaca, hein, campeão! Quer dizer pen...ta...cam...pe...ão! Até o clima entendeu a euforia do brasileiro e nos presenteou como uma semana alegremente quente em pleno inverno. Penso que desta festa toda sobrou mesmo um grande sentimento de brasilidade. Hoje, nos orgulhamos de ser brasileiro e de verdadeiramente nos empenharmos todos, assim como os klebersons, os gilbertosilvas, os lúcios e os roques das vidas, para transformar este País numa grande Nação. Gosto da expressão e a repito sempre que posso: construir um Brasil verdadeiramente de todos os brasileiros.

02. O amigo leitor já percebeu que não citei os craques do time -- os superdotados Ronaldos, Rivaldo, Roberto Carlos, Cafu, Denílson -- ou mesmo o técnico Felipão, pois já foram ampla e merecidamente saudados em todo o mundo. Mas, também e principalmente, gostaria mesmo de ressaltar o momento de superação dos garotos que desacreditados -- e alguns até enxovalhados pelos pseudos críticos do futebol -- deram a volta por cima e, com uma grandeza incontestável, foram peças fundamentais para essa conquista, tão oportuna quanto necessária. Acho que esses meninos -- que estão aí por volta dos 20 anos -- têm mais a cara do povão brasileiro. Não têm lá um talento nato (como o mago Denílson, por exemplo), mas fazem e acontecem. Batalham e, com coragem e determinação, são capazes de transformar a realidade. Resgataram com sua fé a esperança e a alegria que andavam sumidas de nossos semblantes.

03. Como escutei outro dia, antes da Copa, o brasileiro andava tão por baixo que estava varrendo o chão com os cílios. O País vai de mal a pior. Entregou-se aos interesses multinacionais, viu crescer a violência a níveis insuportáveis. Desemprego, falências, a indústria das multas, a inépcia dos governos e dos políticos, o aviltamento da mídia. A miséria grassando solta e a gente aí, tocando em frente; mas a alma e o sonho em pandarecos.

04. Não tenho a ilusão de que o penta, única e exclusivamente, pode tudo transformar. Mas, é bom que tenha acontecido justamente em ano eleitoral. Estamos a mercê de uma série de jogadinhas, estratégias e manobras entre os contendores do pleito de 6 de outubro. Há quem nos veja como massa de manobra para dar suporte a esse ou aquele interesse. Basta ver a história do tal Risco Brasil que sobe ou desce à medida em que são divulgadas as pesquisas de intenção de votos para Presidente da República. Se o candidato do Governo cresce em popularidade o tal Risco Brasil (para investidores estrangeiros) baixa -- e vice-versa. Nessa esteira, vão a alta do dólar, dos juros e sobretudo a ameaça de "argentinização" da economia brasileira.

05. Querem nos assustar -- aliás, uma significativa parcela da classe média já assimilou o discurso de que é melhor deixar como está pra ver como fica. Ruim com eles, pior sem, dizem com medo de mudar. Entende-se. Toda mudança requer coragem, ousadia, determinação e competência. Toda mudança dá trabalho. Amanhã, começa oficialmente a campanha eleitoral de 2002. Vamos também nós dar mostra de nossas fé, esperança e competência. E, com consciência, votar no melhor para o País. Como mostraram os garotos da seleção, quem sabe faz a hora. Chega de esperar acontecer, é ou não é?

NR: Tenho me divertido com o desabafo de alguns cronistas esportivos que apostaram no fracasso da seleção. Leitores, ouvintes e telespectadores, via e-mail e telefone, estão caindo de pau na rapaziada que defende-se como pode. Quase sempre dizem que são analistas e não vêem o futebol como torcedores -- esses fanáticos, que nada sabem -- por isso têm uma postura crítica (sic), apontam erros e defeitos. E a liberdade de expressão, onde fica? Concordo plenamente. Mas que erraram feio, ah!, erraram mesmo. Aliás, liberdade de expressão é uma via de mão dupla. E, convenhamos, errar é humano. Admitir o erro, são outros quinhentos. Cadê a humildade, gente? Tudo bem. Estamos aí. Perdoar é divino. Mas, fiquem espertos para não confundir Ronaldinho com Batistuta...

 
 
COMENTÁRIOS | cadastrar comentário |
 
 
© 2003 .. 2017 - Rodolfo Martino - Todos os direitos reservados - Desenvolvido por Sicca Soluções.
Auto-biografia
 
 
 
BUSCA PELO SITE