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Título: Um Polegar em Heliópolis
Autor: Rodolfo C. Martino - publicado em 18/09/1998
 

01. Preso nesta semana como indigente e assaltante, o ex-integrante do grupo "Polegar", Raphael Ilha, está trancafiado na carceragem do 95º Distrito de Polícia, aqui pertinho, em Heliópolis. Foi preso em flagrante, após roubar um real e um vale-transporte de duas pessoas que estavam num ponto de ônibus. O ex-menino prodígio, há coisa de um ano, vive na rua, dorme sob viadutos e rouba não para comer e, sim, para comprar drogas.

02. O vício levou o garoto, que ainda adolescente chegou a viver maritalmente com a atriz Cristhiana Oliveira, a despencar da fama para o mais baixo patamar da degradação humana. Ele, inclusive, está sendo acusado de outros delitos -- entre os quais, assalto à mão armada na porta de um banco, na avenida Nossa Senhora do Sabará. As vítimas reconheceram o "Alemão", como seus parceiros da noite e das ruas o conheciam. Raphael é agora um criminoso comum...

03. Dramas iguais a esse ocorrem aos milhares -- e diariamente -- numa cidade como São Paulo. Viram notícia quando acontecem a uma personalidade de projeção na mídia (como é o caso do ex-Polegar) ou acabam em tragédia, infelizmente absolutamente comum em nossos dias.

04. Este, aliás, é o dia-a-dia que não consta dos programas eleitorais, especialmente daqueles que se candidatam à reeleição. Os mesmos que anunciam proezas e conquistas realizadas nos últimos quatro anos, quando o País, ao que deduzo, vende tais mensagens publicitárias, alcançou "um desenvolvimento extraordinário".

05. Assim é, se lhes parece... Não é de hoje, os senhores do Poder tentam nos fazer crer que vivemos no País do futuro. Por tanto, só nos resta esperar, esperar e... esperar.

06. Houve uma vez, um certo senhor que chegou a propor eleições anuais para todos os cargos públicos, de administrador regional a presidente. Com muita ironia, argumentou à distinta platéia que só assim viveríamos no País ideal que os políticos, de todas as matizes, tanto prometem. Talvez, de tanto repetir a ladainha, os próprios não acabavam se convencendo do que tanto anunciam. E partissem das palavras para a ação... Enquanto isso não acontece, convém ficar atento!

 
 
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