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Título: A Nação, que se sustente...
Autor: Rodolfo C. Martino - publicado em 13/12/1996
 

01. Os homens da equipe econômica do Governo FHC acordaram ontem com a possibilidade de enfrentar, logo no início do ano, um daqueles problemas tipicamente brasileiros e que invariavelmente levam as finanças públicas para o fundo do poço. O Supremo Tribunal Federal estava prestes a anunciar um reajuste salarial da ordem de 29,89 por cento para os servidores federais, índice concedido em janeiro de 93 aos militares pelo então presidente Itamar Franco. Caso o STF se manifestasse favorável ao mandado de segurança, impetrado por 11 servidores reivindicando isonomia aos militares, a folha de pagamento do funcionalismo federal, congelada desde o início do ano passado, aumentaria em até 7 bilhões de reais e a União veria irremediavelmente comprometida o objetivo anunciado de reduzir o déficit público para 2,5 por cento do PIB em 97.

02. Dissemos, no parágrafo acima, tratar-se de um problema tipicamente brasileiro, pois revela a imensurável generosidade de nossos governantes para fazer bonito com o chapéu dos outros (que, em última análise, pertence a nós, contribuinte de todos os calibres). Revela também a imprevisibilidade daqueles que ocupam o Poder com o futuro do País e que são capazes de atos, muitas vezes, insensatos apenas para ficar bem junto à opinião pública ou a determinado segmento social. A Nação, que se sustente -- confabulam esses senhores -- , quem vier depois de mim que se arranje...

03. Não é por aí, com essa mentalidade mesquinha, que o País vai finalmente entrar na rota da justiça social e da dignidade. O exemplo, sempre é bom lembrar, vem de cima e vale muita mais que todos os discursos e tratados sociológicos. Credibilidade é palavra chave para quem deseja ocupar um cargo público, grandeza de espírito e intenções é ingrediente obrigatório, honestidade e transparência de atos e objetivos são ferramentas de uso diário...

04. E por falar nisso, cá estamos diante de um novo episódio emblemático do País em que vivemos... Mais um de nossos ilustres parlamentares, Pedrinho Abrão (PTB-G ), é acusado de pedir um "extra" para manter a empreiteira Andrade Gutierrez no orçamento de 97. O "ilustre " cobrou módicos 4 por cento de um montante de 42 milhões de reais, destinados à barragem do Castanhão no Ceará . Na manhã de ontem, os jornais estampavam a acertada decisão da Comissão de Sindicância da Câmara pedindo a cassação do deputado. A decisão foi tomada após depoimento do parlamentar, que negou veemente a acusação. Já o diretor da empreiteira, Alfredo Moreira, detalhou o local da reunião e o assunto tratado.

05. Será que mais uma vez vamos perder a chance de ver a Justiça vigorar.Tomara que nossos parlamentares em Brasília se mostrem à altura da ocasião. E que os interesses da Nação se façam valer.

NR: Quem diria, a Lusa virou a paixão de todos os paulistas. Como num passe de mágica, promoveu a integração e a paz entre as torcidas, tingindo a cidade e nossos corações de rubro-verde. Ora, pois, pois... Que beleza!

 
 
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