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Título: 7 de setembro e o sonho de um País melhor
Autor: Rodolfo C. Martino - publicado em 11/09/1998
 

01. Como acontece anualmente, o Parque da Independência recebeu milhares de pessoas neste final de semana prolongado pelo 7 de setembro, em plena segunda-feira. Uns dizem 10, outros 30, alguns exageram dizendo que 50 mil brasileiros andaram pelas alamedas ajardinadas, visitaram o Monumento, a Casa do Grito e as dependências do marco maior da nossa Independência, o Museu do Ipiranga.

02. Todo ano é assim. Mas, em ano eleitoral, esse notável público ganha atrações extras -- a presença dos inúmeros candidatos e/ou seus correligionários -- em meio às festividades cívicas. Além das bandeirinhas de papel, dos pequenos adereços em verde-e-amarelo, vê-se espalhados por todo o Parque
santinhos eleitorais que anunciam os milagres que os senhores candidatos prometem para os próximos quatro anos. Curioso. Muitos concorrem à reeleição e, no entanto, não se animam em explicar porque não fizeram nos últimos quatro anos as realizações que hoje propõem. E olha que o El Niño das Bolsas de Valores ainda não havia desestabilizado a Economia do Planeta, com inevitáveis tremores nesta aldeia globalizada chamada Brasil.

03. A placidez das margens do Riacho Ipiranga ouviu, neste ano, não apenas discursos cívicos e os belos acordes do Hino Nacional, como é praxe em todo 7 de setembro. Ressoou também o brado retumbante do Movimento Sem-Terra e nossas seculares reivindicações. Foi uma manifestação de aproximadamente 5 mil participantes que destoou do habitual clima festivo. Mas, que à sua maneira também louvou a nossa Independência e a construção de um País melhor.

04. Guardadas as devidas (e necessárias) proporções, a manifestação do MST fez com que eu entrasse no túnel do tempo. Recordasse 1984, quando os grupos pró-diretas já reuniam-se em frente ao Monumento da Independência para, a partir daí, seguir para os grandes comícios da Praça da Sé e do Vale do Anhangabaú, onde a Nação se reerguia e solidificava a redemocratização que todos almejávamos. Eram tempos de luta cívica, de ideais e conquistas. Tempos de fortalecer a cidadania, acreditar no Brasil e sonhar. Tempos que precisam ser revividos, com o melhor de cada um de nós. Pois, como escreveu o poeta,
viver é sonhar...

 
 
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