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Título: Vinho e turismo - Uma longa história a ser contada no Rio Grande do Sul
Autor: Rodolfo C. Martino - publicado em 05/03/2001
 

Vinho e turismo. Neste binômio reside a fórmula mágica para o desenvolvimento da chamada Costa Norte do Rio Grande do Sul e que inclui cidades como Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Monte Belo, entre outras. Quem investir nesse setor dificilmente vai errar. “As estatísticas mostram o quanto ainda podemos crescer” – explica o arquiteto gaúcho Júlio Posenato, especialista em arquitetura italiana no Brasil que, por sinal, é traço marcante de toda a cultura vitivinífera daquela região. Seu argumento é irrefutável. “O brasileiro bebe em média dois litros de vinho por ano, enquanto o europeu 60 litros. Ou seja, ainda há uma longa história a ser contada”.

Posenato é responsável pelo projeto do maior complexo vinícola que está sendo construído naquela região e que inclui o turista em todas as etapas do processo de elaboração do vinho.
A Cantina do Milênio, que eles denominam a maior do país, está sendo construída em Tuiuty, a 10 quilômetros de Bento Gonçalves – maior pólo vinícola do País – num projeto de 12 milhões de reais, sendo que 4 milhões serão financiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDS), a uma taxa anual de 9 por cento, com dois anos de carência e cinco anos para quitar a dívida.

A nova cantina vai ser a sede da Vinhos Salton, empresa com um século de existência, e deverá estar concluída em 2002. Constitui a primeira etapa de um parque temático da uva e do vinho, onde juntamente com o incremento da produção de espumantes e vinhos finos, haverá toda uma estrutura voltada ao turismo. Também haverá a participação direta da comunidade na fabricação de doces, geléias e macarrões.

O projeto de Posenato está dimensionado para elaborar 30 milhões de quilos de uva por ano contra os 18 milhões processados ano passado pela Salton, fruto de parcerias centenárias com cerca de 900 pequenos e médios agricultores da região. “A grande novidade”, diz o arquiteto, “é que, pela primeira vez no Brasil, uma cantina incorpora, desde o projeto inicial, espaços especialmente destinados à visitação turística e onde o turista, em percurso próprio conhecerá todas as operações de vinificação em forma seqüencial, sem interferir nas áreas de fabricação”.

A Cantina do Milênio prevê a inclusão de passarelas internas, onde o turista vai transitar livremente e acompanhar desde a chegada das carretas, despejando toneladas de uvas, até o engarrafamento final e a armazenagem. Inicialmente a Cantina 2000 está programada para receber 60 mil turistas no primeiro ano, número que, imagina-se, dobrar no ano seguinte à inauguração”, conta Posenato.

“Essa ligação vinho e turista é um fenômeno que acontece em todas as grandes cantinas do mundo” – argumenta. A favor do projeto, ele conta com o entusiasmo de todo um programa oficial de incentivo ao turismo da região, denominado Turismo nas Quatro Estações e que inclui passeios ao Vale do Rio das Antas, visitas a santuários como a igreja de São Pelegrino e de Nossa Senhora do Caravágio e a cidade de Antônio Prado, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional por possuir o mais importante acervo de arquitetura urbana em madeira da imigração italiana no País.

“É interessantíssimo. Vamos repetir aqui o que acontece na região de Bordeaux, na França. O vinho será a grande atração. O turista vai poder acompanhar todas as etapas do processo: a colheita da uva na parreira, falar com os agricultores, entender um pouco melhor a história dos italianos que aqui chegaram em meados de 1870. Depois ver a uva se transformar em vinho e toda a sofisticada tecnologia com que hoje se faz um vinho de primeira qualidade que, certamente, vai ter a mesma qualidade de um vinho chileno ou europeu...”.

Durante um fim-de-semana de março, o presidente da Associação Brasileira de Someliês do Rio de Janeiro, Geraldo Alai de Queiroz, visitou a região com 31 associados e revelou-se bastante otimista quanto ao projeto. A região possui uma boa infra-estrutura de hotelaria e rodovias, atrações turísticas e uma hospitalidade à italiana. No entanto, mais do que os parrerais, o carro-chefe de toda essa mobilização é mesmo o bom momento do vinho nacional.
Para Queiroz, o vinho brasileiro vem apresentando grande evolução, apesar das dificuldades de clima e solo. Mas, em face de interferência do homem, o avanço da tecnologia, os resultados vêm sendo bastante expressivos. A principal casta, no meu entender, é a do cabernet. Mas, o espumante também é uma categoria que pode e deve, com as novas tecnologias importadas por algumas das principais cantinas do sul do País, melhorar muito.

“Sou otimista quanto ao futuro do vinho brasileiro, embora ainda perceba um largo caminho a ser percorrido, porque vejo que o interesse é cada vez maior pelo produto” –explica. “Hoje, percebo em muitas pessoas a curiosidade em entender melhor o que estão saboreando. Temos no Rio de Janeiro, por exemplo, 35 grupos de degustação que se reúnem de 15 em 15 dias para apreciar vinhos de todas as partes do mundo, inclusive os brasileiros. E a tendência é a de que esses grupos aumentem ainda mais. Associações como a nossa são importantes, pois difundem o vinho como um produto de qualidade. Temos cursos sobre vinho, que são sempre super concorridos e mensalmente levamos um enólogo para falar sobre o vinho brasileiro e também da produção mundial”.

Queiroz faz uma ressalva: “Até bem pouco tempo atrás era uma heresia se levássemos a um de nossos encontros de degustação um vinho nacional, hoje já há produtos que merecem serem avaliados. E essa nossa visita às cantinas da região é uma prova disso”.

II.

NOVOS TEMPOS. NOVOS VINHOS...

A abertura do mercado brasileiro para os vinhos importados provocou uma revolução na vitivinícola nacional. Na verdade, há ‘males’ que vêm para o bem. A indústria estava acostumada a que o Governo resolvesse seus problemas. À primeira dificuldade que enfrentavam, formava-se uma comissão de empresários do setor e seguia-se para Brasília pedir uma força oficial. Para dar mais peso à solicitação, nunca era demais passar pelo Congresso e pressionar deputados e senadores, especialmente os que eram da região.
Era dito e feito. Bastava chorar as pitangas e já se criava um redutor das eventuais dívidas, um financiamento para a safra, coisas do gênero. O argumento era sempre o mesmo. “Somos de um setor desbravador, damos empregos”.
Com isso, os empresários foram ficando mal acostumados e houve uma acomodação.
A paridade do dólar, a partir da implantação do Plano Real (94) mais a abertura do mercado às importações formaram um novo perfíl de consumidor. O brasileiro passou a ter acesso aos vinhos internacionais, de ótima qualidade e procedência. E melhor: a um preço bem acessível. O que resultou, num curto espaço de tempo, na explosão das vendas.
Só que a indústria vinícola nacional não estava preparada para esse momento. Ao contrário, mostrava-se defasada em termos de tecnologia e mesmo de organização empresarial. Não priorizava a qualidade do vinho, não havia metas, nem propostas. Resultado: a crise foi inevitável.
Como concorrer com produtos finos, de primeira linha, com qualidade inimaginável, se nossas “cantinas” consolidaram suas porções de mercado com a venda dos chamados vinhos de mesa? O preço era o mesmo para o vinho nacional e para o importado. Os novos hábitos de consumo passaram a exigir mais, a conhecer mais, a se interessar pelo vinho que passaram a saborear como uma bebida mais sofisticada.
Simultaneamente, criaram-se as associações de enófilos, que passaram a dar uma sofisticação ainda maior para os amantes do vinho. Promoviam – e promovem – cursos, estudos, seminários, degustações. Incentivaram mais do que o consumo o conhecimento do que verdadeiramente é um bom vinho. Esses clubes de someliês passaram a ser formadores de opinião e fontes para inúmeras entrevistas nos mais diversos meios de comunicação; que, de resto, passaram a abrir amplos espaços para reportagens, comentários e indicações do que seja uma recomendável carta de vinhos.
Para aquecer ainda mais as vendas, ganha espaço a notícia de que o vinho é uma bebida saudável e que bebido com moderação (um cálice no almoço e outro no jantar) é um excelente vasodilatador a prevenir os males do coração. Diversos médicos reproduzem na mídia parecer favorável a esse diagnóstico – o que só faz aumentar as vendas do vinho tinto, o que melhor resultado apresenta no quesito saúde.
Contraditoriamente, as grandes cooperativas produtoras de vinhos, de maior nome no mercado, enfrentam dificuldades e reconhecem que, se não mudar o foco da produção e atenderem às exigências dos novos consumidores, não tem como sobreviver. Até porque o Governo FHC não alivia e, com sua habitual sede de impostos e em perfeita sintonia com as leis de mercado e da globalização, insinua que a indústria do vinho “precisa aprender a andar com as próprias pernas”.
Neste contexto, as pequenas cantinas são mais ágeis. Com uma produção menor (aí por volta de 30 mil litros), começam a entender o mercado e a fabricar um vinho de qualidade, que chegam a fazer frente aos importados. Esses produtos ganham o “apadrinhamento” de algumas associações e, sobretudo, começam a ganhar mercado. Duas marcas se sobressaem: Miolo e Vaudugo.
Agora, o momento atual é bastante interessante. Há uma diferença em termos de real e o dólar (dois por um), embora ainda seja grande a importação de vinhos da Europa, da Argentina e Chile. As pequenas quantias que firmaram o nome na praça precisam agora enfrentar o desafio de produzirem mais e preservar a qualidade e algumas indústrias mais tradicionais também passam por reformulação.
Quem ganha com isso é o consumidor

III.

DEMOCRACIA E DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

É interessante perceber em todo esse contexto que a indústria do vinho tem, na verdade, características bastante democráticas. E pode ser um bom exemplo do que os sociólogos chamariam de fator incentivador da distribuição de renda.
Como assim?
Ora, a região denominada de Costa Norte do Rio Grande do Sul (que inclui as cidades de Caxias, Bento Gonçalves, Farroupilha, Garibaldi, entre outras e reúne os grandes produtores do País) vai produzir neste ano algo em torno de 500 milhões de quilos de uva. Desse total, apenas 30 milhões são de frutos viníferas, metade brancas e a outra metade tintas. Ou seja, temos 15 milhões de uvas disputados pelas principais indústrias do País – o que está fazendo a alegria dos pequenos agricultores da região.
Plantar uva de qualidade é um grande negócio hoje na região. Há quatro anos, o quilo da uva era vendido pelos pequenos agricultores às cantinas por 0,30 centavos, hoje uma uva de qualidade pode alcançar a cotação de 1,50 real.
A explosão do consumo de vinho está fazendo com que o pessoal volte para a terra e a região não tenha mais o chamado êxodo rural.
Esse é um campo ainda em aberto. O País só tende a crescer. Só quando dobrar essa produção é que o a indústria do vinho será competitiva, mesmo em termos de mercado interno.

IV.

O TAL ‘FOGUETE’...

“É, filho, se não tivesse os foguetes, não ficavam nem os eucaliptos...”

O agricultor Adelino Pedroti, como todos na região, arrasta no sotaque italiano ao falar. Na tarde de domingo, ele descansava ao lado da mulher Hilda depois de colheita deste ano quando chegou a reportagem do Jornal da Tarde. A cultura da uva representa a subsistência para 16 mil famílias gaúchas, que plantam em suas pequenas e médias propriedades por toda serra gaúcha, onde se concentram 93,48 por cento de todo o plantio da fruta no País. A colheita da safra de 2000 chegou ao recorde de 522 milhões de quilos de uva em todo o Estado. Um número impossível de ser alcançado em virtude das fortes chuvas que castigaram a região justamente nos meses de novembro, dezembro e janeiro. Especialistas previram uma quebra mínima de 20 por cento na safra deste ano. Nada, porém, capaz de assustar Adelino:

“Foi bom, não foi ruim. Mas, não foi como no ano passado. Choveu muito. Atrasou tudo. Mesmo assim – e com ajuda dos foguetes – deu para colher uns 52 mil quilos de uva. Só da cabernet, que é muito procurada pelas cantinas, e dá um pouquinho mais de dinheiro.”

O tal “foguete” que Adelino tanto fala é um dispositivo fabricado pela Embraer, uma espécie de míssel com explosivos e sais que é lançado pelos próprios agricultores de bases localizadas em pontos estratégicos da serra sempre que ameaçadoras nuvens de granizo se aproximam da região dos parreirais. Em contato com a nuvem, o foguete explode e os sais transformam o granizo em água. A chuva forte não faz o estrago que causaria uma tempestade de granizo...

“Com o granizo, a uva apodrece. Não se aproveita nem o talo...” – diz Adelino.

Quando é constante a ameaça de chuvas nos dias de colheita, como aconteceu neste ano, nos meses de dezembro e janeiro, duplas de agricultores se revezam e chegam a dormir na base. Têm que estar atento, pois a colheita de determinada área depende da pronta atuação. Cada foguete chega a custar 205 dólares, leva onze segundos para subir e dissolve o granizo a até 4 mil metros de altura.

Nesta colheita, Adelino lembra que ele e os amigos chegaram a acionar uns 30 foguetes tamanha a intensidade das tempestades de granizo que ameaçaram a região nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

“Teve madrugada que passamos acordado, com um olho nos parreirais e outro nos relâmpagos. É muita responsabilidade. Estamos velando pela plantação de toda a região. Então, não se pode dormir. Uma noite, de uma tacada só, mandamos seis foguetes para acabar com uma tempestade que vinha se aproximando...Foi mesmo um fim-de-ano cansativo. Os telefones não paravam de tocar durante as madrugadas mais assustadoras. Sabe como é ninguém quer perder seu ganha pão” – relembra.

Aos 50 anos, Adelino conta que desde que se entende por gente está na lida da uva. Quando garoto, ajudava ao pai, ainda vivo que mora ao lado e tem 83 anos. Depois adulto, montou a própria quinta, “nada muito grande, em torno de 20 hectares”. Ele cuida da plantação ao lado da mulher Hilda e mais dois ou três amigos. Os dois filhos estudam fora, mas um deles deve voltar – depois de concluir o colegial – para ajudá-lo no plantio e colheita deste ano. “Plantar uva, se a gente fizer a coisa certinha, hoje dá um dinheirinho bom”.

Adelino e a esposa têm projeto de um breve descanso. “Agora a gente tira umas férias de dez, quinze dias – porque em razão das chuvas, a colheita atrasou – e depois a gente volta à lida. Quem trabalha com uva sempre tem função” – diz Adelino. No que é plenamente confirmado pela esposa Hilda, que só se queixa dos comentários das vizinhas: “Aqui, o pessoal sempre diz que, aos domingos, quando tiramos o auto (um conservado Opala 78 amarelo) do estacionamento, todos sabem que eu estou ao lado do meu marido para passear. Engraçado que ninguém diz nada quando, todos os dias, vou com ele para a roça no trator”.




V.

O CONSELHO DE QUEM ENTENDE: EXPERIMENTE...

“Você pode dizer que este vinho é mais elaborado do que aquele, tem um bouquet encorpado, aromático, é feito com uvas mais finas, apropriadas. Mas, não pode decidir pelo consumidor qual o vinho que ele mais gosta de tomar. Afinal, gosto é uma coisa muito pessoal. Quando me perguntam qual o melhor vinho, seja brasileiro ou não, a resposta é sempre a mesma. Digo ao meu interlocutor para experimentar, sem preconceitos, quantos puder – e depois, a partir da própria degustação, optar por esse ou por aquele”.

O conselho é do enólogo gaúcho Lucindo Copat, um dos profissionais brasileiros mais premiados no Brasil e no exterior. Ele é diretor técnico da Vinhos Salton, além de professor do Curso Superior em Especialização em Enologia e Viticultura do Curso Superior da Universidade de Cadiz (Espanha). Para ele, o brasileiro anda tão empolgado pelo charme que está implícito no hábito de beber vinhos que, não raras vezes, deixa que outras pessoas decidam por ele. O que não é lógico, nem cabível.

“Quando se trata de vinho, não cabe qualquer tipo de preconceito. O vinho nacional, por exemplo, vem ganhando uma notoriedade cada vez maior. Com a abertura do mercado às importações, houve um chacoalhão no mercado interno e os produtores tiveram que sair atrás das novas tecnologias, melhorar a qualidade das uvas, pensar no marketing, na sofisticação da embalagem, envolver-se em todas as etapas do processo. Além do que, ficar de olho atento na concorrência daqui e de fora”.

Quem não se ajustar aos novos tempos, vai ficar de fora. Já foi o tempo em que apenas o esmagamento da uva garantia o vinho de qualidade. Hoje, há todo um processo que exige altíssima qualidade. Reúne não apenas o processo de fermentação e armazenamento, mas uma série de experimentos e pesquisas que envolvem áreas como biologia, física e, agora, das novas tecnologias, por exemplo.

Copat acha que o Brasil é mesmo o país da cachaça e da cerveja. Mas, que há um grande espaço ainda a ser conquistado pela indústria do vinho. Ainda mais agora que se fala em associar a vitivinicultura à indústria do turismo. “É muito interessante porque sociabiliza a economia. Hoje, o bom produtor de uva reina aqui no Sul. O resultado de sua colheita é disputado pelas cantinas que disputam o mercado interno dos vinhos finos. Há uma distribuição da riqueza, criam-se empregos e, além de tudo, preserva-se toda a história desta região”.

Ele próprio se diz um bom exemplo. Antes de ser um enólogo reconhecido internacionalmente, com viagem marcada para África do Sul, outro grande produtor de vinho internacional, é filho de agricultor que acompanhava o pai na lavoura das uvas.

“Dizem que um enólogo é profundo conhecedor da matéria prima do vinho que é a uva. A transformação da uva em vinho é um segundo passo. Mas, se não houver envolvimento, a gente não vai chegar a lugar nenhum. Acho que a especialização pelas técnicas e processos podemos aperfeiçoar e entender melhor nas escolas (Copat é formado pela Universidade de Juan Agostin Maza, em Mendoza, Argentina, como pós-graduação na Alemanha e na Espanha), mas o amor ao trabalho que se está fazendo, isso vem de família, é coisa que se aprende ainda criança. Dizem que por trás de um cálice de vinho, há sempre uma boa história. É por aí.

VI.

O CONSUMO NO BRASIL E NO MUNDO

n Cada brasileiro toma hoje 2 litros de vinho por ano, 500 ml a mais do que há três anos. O aumento médio é de 33 por cento.
n Em São Paulo, principal mercado, a média por habitante subiu de 2,51 para 4,1 litros anuais, alta de 60 por cento.
n O Brasil ocupa hoje um modesto 49º posto no ranking mundial de consumo per capita.
n Maior país produtor, a França perdeu a liderança em termos de consumo per capita para o pequeno Luxemburgo (63,41 contra 60, 11 por cento). Itália fica em terceiro (58,1), seguida por Portugal (53,1).
n Entre os países da América Latina, a Argentina aparece em oitavo (53,1) e o Uruguai em décimo (33,51).
n A produção de vinhos finos e comuns cresceu 47 por cento no país em 99 em relação ao ano anterior. Pulou de 184,7 milhões para 272,3 milhões de litros.
n No ano de passado, a produção de vinhos brasileiros chegou a casa dos 329, 2 milhões de litros assim distribuidos: tinto comum (208 milhões), tinto vinífera (18,5 milhões), branco comum (45 milhões), branco vinífera (37 milhões), rosado comum (20 milhões) e rosado vinífera (709 mil).
n A média de consumo é de duas garrafas de tinto para uma de branco, proporção que era inversa há cinco anos.
n A propagação de médicos sobre os efeitos benéficos do vinho tinto sobre as doenças do coração é apontada como a principal causa dessa virada.

 
 
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