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Título: Folhetim. O Amor 2
Autor: Rodolfo C. Martino - publicado em 17/12/2006
 

(* Comentários entre aspas: Dinoel, poeta, parceiro e o chato da vez)


Entendo amar como algo da natureza do homem.

Nascemos para este fim, apesar de não saber lidar bem com o incrível universo chamado "Amor". Que pertence à mesma galáxia do “Planeta Sonho” e possui o fulgor de um cometa avassalador de nome “Paixão”.

"À sua passagem, meus queridos, nossa cabeça voa. Vai para o espaço."

Há uma certa teoria que se diz científica - argh! Remonta ao big boom, a explosão da estrela mãe que se desintegrou e resultou na Via Láctea e, conseqüentemente, na Terra, em nós. A idéia é de que nós, partículas, ainda hoje procuramos fazer o caminho de volta e nos reintegrarmos.

"Que viagem, amigo. Mas, convenhamos, faz algum sentido."

Repare.
Depois do amor, aquele silêncio prolongado é uma viagem boa para dentro de nós mesmos. Ninguém se julga/considera importante ou imagina algo de relevância material. Pensamos em segredos, mistérios, querências de cada um e de todos.

"Concordo. É mesmo uma viagem para dentro de nós mesmos."

Capítulo I – O AMOR INEVITÁVEL

Vou chamá-lo assim. Está ligado ao deus Eros. Daí, vem o erotismo, a sensualidade. Todos nós, na vida, mais cedo ou mais tarde acabamos por conhecê-lo. É instinto, prazer. Encontro de corpos. Traz como virtude uma felicidade inexplicável, inimaginável. A vida num segundo.

"Mas que segundo!"

O problema. Tem fim. Até pela intensidade, vive quando muito 40 luas cheias, ou seja, três anos, um mês e onze dias (Uma vez li algo assim de um índio - e concordei de pronto). Depois se transforma ou se perde. Até porque o amor inevitável provoca mudanças e novos rumos. Coisas que nem sempre as partes vivem de maneira igual e simultânea.

"Não entendi bem. Mas passo..."

capítulo 2 - O AMOR COMPARTILHADO

Vou explicar o nome.

Assim como o sol, mesmo quando não o vemos, esse tipo de amor está presente. É o encontro dos espíritos, a amizade plena. O gostar de estar junto, fazer coisas. É se sentir incompleto quando vivemos uma emoção sozinhos, logo pensamos: “Puxa, Fulana precisaria estar aqui para ver esse filme comigo. Seria perfeito”. São conversas, projetos, sonhos que sonhamos juntos. O contemplar o fim da estrada e se ver ali, velhinho, mas com quem amamos. Serenos, a olhar com orgulho os passos que fizeram o caminho.

Quase sempre, o amor compartilhado é a transformação do amor inevitável.

"Taí, gostei. Mas, é bom avisar a outra parte, né"

capítulo 3 – O AMOR MAIOR

Como na canção, "amor maior que eu"...

É o amor que transborda, devota, pede, exige dedicação total. Amor por uma causa, amor pela sociedade, amor pela arte. Veja o exemplo do pianista que tem os dedos das duas mãos paralisados de tanto que ensaiou e tocou piano. No fim da vida, virou maestro regente e ainda toca piano, mesmo com os dedos irreversivelmente traumatizados.

O amor de pai/mãe para filho. Algumas vezes, de filho para os pais. O amor dos santos, dos mártires, dos heróis, dos estóicos. O amor dos cientistas, pesquisadores.

"É o amor que cura..."

Mas, é também o amor que transtorna e incomoda a nós outros, pobres mortais. Pois, não temos essa capacidade...

Transtorna e incomoda a quem o protagoniza porque não vive enquanto não realizar objetivo. Entrega-se de corpo e alma ao projeto.

Charles Chaplin ficou trancado mês e meio num quarto de hotel em busca da solução para uma cena do filme 'Luzes da Cidade'. Parou todas as filmagens porque emperrou. Não conseguia transpor para o cinema mudo que a vendedora cega confundiria o vagabundo Carlitos com um milionário.

"Como fazer isso, se ela não vê e não há diálogos? Dificil mesmo."

A solução veio depois de dias, semanas de imersão total. Um carro – e aquele tempo só os muito ricos tinham automóvel) pára em frente à moça que vende flores. Simultaneamente, acompanhamos a perseguição dos policiais ao vagabundo. Uma correria. Com os guardas em seu encalço, Carlitos estanca diante do auto estacionado. Não tem tempo para pensar. Entra por uma porta do banco de trás e sai pela outra. Isso no mesmo instante em que o dono do carro, que não o vê, desce pela porta da frente. A moça escuta o ruído das portas e o ronco do carro que sai dirigido pelo motorista. Confunde-se com os passos, mas oferece a flor para o vagabundo pensando que é o milionário.

"Pronto. Simples, né. Nem tanto. Genial, meu caro, genial."

O cantor/compositor/músico João Gilberto ficou dois anos no quarto dos fundos da casa da irmã em Minas Gerais aperfeiçoando a batida no violão que consagrou a bossa-nova em todo o universo...

"Tinha que falar de música".

Exemplos de amor maior...

É este tipo de amor que promove as transformações sociais.

capítulo 4 – O AMOR QUE TRANSCENDE

Junte todos esses tipos de amor. E teremos o amor que transcende. Fogo, terra, água e ar. Sol e lua, flores e cores, imensidão do mar, música e silêncio. Infinito. É o amor que não se explica. Tudo e nada...

"É exatamente este o amor que sinto por você, Dagmar.
Pena que você não entendeu".

* Por mais que tentasse, não consegui dissuadir o amigo Dinoel a postar esses comentários na seção apropriada, doos internautas. Alegou que é meu parceiro e poeta. Além do que, o amor que sente por Dagmar mistura "esses todos e mais alguns". E foi embora, como chegou, cantando uma velha canção de Raulzito...

"A letra A tem meu nome. Dos sonhos, eu sou o AMOR..."

 
 
COMENTÁRIOS | cadastrar comentário |
 
Autor: Fernanda Di Sciascio Data: 21/12/2006
Oi Rodox! Que saudades. AMEI esse texto. Amor é sempre tocante né?! Por isso resolvi comentar aqui... A vida é mesmo única e é mágico saber que cada dia temos a possibilidade de recomeçar, fazer melhor o que nos propomos, ser nós mesmos e acreditar que vale a pena ser feliz. E desejo a você amor, muito amor, amor de verdade, incondicional e intenso. Porque sem ele pouca coisa vale a pena. E tudo perde a graça né?!

Um beijo ENORME no coração!

 
Autor: Analy Cristofani Data: 18/12/2006
Diante desse amor todo, me senti pequenininha... Obrigada!
 
Autor: Leila Cunha Data: 18/12/2006
Sera que jah nao eh???
 
Autor: Leila Cunha Data: 18/12/2006
To achando que o Dinoel vai virar um pseudonimo.
rsrsrs
 
 
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