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Título: A visita do Papa e o exemplo dos EUA
Autor: Rodolfo C. Martino - publicado em 01/01/1998
 

01. Tão cedo as gentes deste belo Planeta Azul não vão se esquecer deste início de ano. O encontro de duas das mais marcantes personalidades deste fim de milênio em Havana, certamente, deve moldar uma nova ordem política mundial. Basta lembrar que a visita de João Paulo II à Polônia, sua terra natal, em meados dos anos 80, foi determinante para que todo o regime comunista viesse a naufragar, a partir da mais do que simbólica queda do Muro de Berlim m 89. Agora, a passagem do Papa por Cuba é cercada de expectativa. Os democratas de todas as matizes esperam que, por fim, a ilha dos sonhos dos ideólogos setentistas se abra finalmente para o respeito aos direitos humanos e institucionais (o que não significa dizer que ele se dobre aos rigores do capitalismo). Já os cubanos, inclusive o próprio Fidel Castro, aguardam, até com mais ansiedade, que o embargo, decretado pelos EUA no início dos anos 60, capitule e devolva ao País a dignidade e a qualidade de vida. Apesar da aspereza dos primeiros discursos, não há porque deixar de acreditar de que as partes se entendam e possam dar o primeiro passo de uma nova ordem mundial, com base na harmonia, na paz e na fraternidade entre os povos.

02. O tal Planeta Azul, devidamente plugado nas ondas da TV, assiste, até com algum constrangimento, os dissabores do presidente Bill Clinton diante da Corte americana neste janeiro de muitos fatos e notícias. Em tese, ele é o homem mais poderoso da Terra. Mas, nem por isso escapa dos ditames da Lei e da Justiça ianques. Envolvidos numa rede de intrigas e de escândalos, Clinton se diz inocente. Mas, se não conseguir se livrar das acusações com provas concretas, o processo de impeachment pode começar no Congresso dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira, fitas denunciam que o presidente teria forçado uma estagiária da Casa Branca a mentir sobre a relação entre ambos. O caso já está nas mãos da Promotoria que investiga os negócios financeiros do presidente, também sob suspeita.

03. O espocar de escândalos oficiais no Brasil é coisa rotineira. E invariavelmente acabam "em pizza", como consagrou a voz do povo. Envolvem corrupção, tráfego de influências, beneficiamentos ilícitos e outras tantas mazelas. Tem nomes pomposos ("dos precatórios", por exemplo) e apelidos (frangogate). Continuam indeléveis até cair no esquecimento geral. E serem substituídos por novos e abomináveis golpes na credibilidade do País enquanto Nação contemporânea. No ano passado, o jornal Folha de S. Paulo denunciou a compra de votos para a aprovação da emenda que garantiu a reeleição do presidente e demais cargos executivos. As denúncias envolviam um ministro e outros tantos parlamentares. Dois deles, deputados federais pelo Acre, acabaram renunciando a seus mandatos (para não perderem seus direitos políticos) e ficou nisso. O caso vem se arrastando nas esferas judiciais, com a devida discrição, pois estamos em ano eleitoral e nada pode atrapalhar o messiânico sonho dos que pretendem se perpetuar no Poder.

04. A gente macaqueia tanta tralha made in USA, especialmente depois que a nossa classe média rodou a sacola em Miami, que já se faz hora de assimilarmos a melhor das lições: o respeito às instituições e que todos os homens são iguais perante a Lei.

 
 
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