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Título: A distância entre o que se diz e o que (não) se faz...
Autor: Rodolfo C. Martino - publicado em 29/01/1999
 

01. A declaração não poderia ser melhor (uma pérola!) para representar o rumo de nossa política econômica. Transcrevo a seguir exatamente como a li nos jornais dessa semana, desde já citando o proeminente autor, ninguém menos do que o presidente do Banco Central, Francisco Lópes: "Nós achamos que estava funcionando (a paridade cambial entre o dólar e o real, que apesar do nome era ilusório). Mas, o resto do mundo não achava. Infelizmente não conseguimos mudar a opinião do mundo todo".

02. Senti a terra tremer sob os meus pés, tamanha lucidez inconclusiva. Quer dizer: são homens assim, "conseqüentes", que conduzem o destino daquele que um dia se arvorou a ser o tal País do futuro. Aliás, nào é de hoje que há uma imensurável distância entre os pronunciamentos empolados de FHC, Malan & Cia e crudelíssima realidade em que hoje vivem milhões de brasileiros.

03. As mentiras do Palácio do Planalto (além de outros truques igualmente nefastos) só garantiram a reeleição de FHC e da aliança PSDB/PFL, a um preço desproposital para a Nação. Claro que teve o total apoio de uma parcela da mídia deslumbrada que se acerca do Poder e com a iniquidade de uma Oposição, absolutamente desestruturada e igualmente personalista.

04. A realidade nua e crua que está diante dos nossos olhos: é a crescente massa de desempregados, o sucateamento do parque industrial, o caos na Saúde Pública e na Educação, o déficit habitacional, o exasperamento da miséria e da violência urbana, o recorde em falências e concordatas, o favorecimento aos agiotas e especuladores. Eis as conquistas de quatro "notáveis" anos de (des)governo.

05. O tal reconhecimento internacional (do qual, o presidente e asseclas tanto se gabam) também não passa de lorota para preencher espaço dos noticiários de TV. Onde está o respeito pelo Brasil? Repare, as idas repentinas dos nossos ministros sempre que convocados pelo Fundo Monetário Internacional não passam de tarefa de estafetas glamourizados. Vão lá atrás de dinheiro -- e conseguem! -- para pagar os escorchantes juros das Dívida Externa e voltam para cá de mão abanando...

06. Ou seja, do FMI não sai um só tostão que melhore infimamente a vida do mais miserável dos brasileiros. Esse dinheiro tão anunciado e festejado não constrói uma sala de aula, não acrescenta um eleito aos hospitais, não produz um só tijolo para Habitação... Tudo o que faz é açodar a voracidade da ciranda financeira que tem uma tétrica conseqüência: cutucar com vara curta um monstro adormecido chamado Inflação que, diga-se, tem o sono mais leve do que rapariga em véspera de casamento.

07. O que mais me intriga é que FHC já esteve do lá de cá do balcão, defendendo as ditas causas sociais. Portanto, concluo, nunca poderá alegar ignorância de que é o responsável por tudo que aí está... Mas, será que o príncipe dos sociólogos teria essa humildade... Pelos antecedentes, duvido, tá...

 
 
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