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Eles n„o sabiam
31/01/2008
 

ďSaudade, torrente de paix„o

EmoÁ„o diferente

Que aniquila a vida da gente

Uma dor que eu n„o sei de onde vem

Deixaste o meu coraÁ„o vazio

Deixaste a saudade

Ao desprezares aquela amizade

Que nasceu ao chamar-te meu bem

Nas cinzas do meu sonho

Um hino ent„o componho

Sofrendo a desilus„o

Que me invade

CanÁ„o de amor, saudadeĒ

* ďSaudadeĒ Ė Chocolate e Elano de Paula

I.

Estava em uma reuni„o importante, o celular soou estridente a musiquinha do momento. Fechou os olhos, estampou um sorriso amarelo e pediu desculpas aos parceiros de mesa.

-- Sempre esqueÁo.

Fez menÁ„o de desligar. Um dos presentes provavelmente ouviu o anjo do rapaz e relevou:

-- Atenda. Pode ser importante.

Ele pediu licenÁa e disse alŰ, saindo da sala.

Do outro lado, alguťm retribuiu o alŰ.

N„o lhe restou outra alternativa sen„o perguntar:

-- Quem fala?

Ela se identificou um tanto sem graÁa.

Ele deixou que o silÍncio falasse por ele.

-- Ent„o. Estou lhe ligando para saber como vocÍ estŠ. N„o tive oportunidade de lhe falar no fim do ano. Continuo trabalhando muito, vocÍ sabe...

Ele n„o sabia. E, a bem da verdade, desde que se separaram, preferiu n„o saber mais nada dela. Mesmo assim, ainda tentaram conversar algumas vezes. Mas, sempre ficou pior a emenda do que o soneto. Ele n„o tinha dķvida sobre o que sentia e sentiam. Ela tinha todas e mais algumas que ele preferiu n„o ouvir, n„o saber.

No aniversŠrio dela, n„o deu sinal de vida e quando ela telefonou, no fim da noite, para reclamar a indiferenÁa. Ele soltou os cachorros Ė de fila e pitbull pra cima.

-- N„o foi vocÍ quem quis assim. Ent„o, para que essa frescura? Parabťns, felicidades, tudo de bom... Olha, quero mais que vocÍ exploda com quem estiver perto. Acabou, acabou. N„o foi isso que me disse.

E nunca mais se falaram.

II.

E assim se passaram os meses, virou o ano. Acostumaram-se ŗ nova vida, aos novos parceiros. Que eram (e s„o) atť divertidos e tal, mas...

Nem ele, nem ela sabiam explicar esse ďmasĒ.

Vez ou outra, quase todos os dias, pensavam na loucura de tudo que viveram. Ele olhava a vitrine de uma loja qualquer e sabia que ela n„o resistiria ŗquele colar espalhafatoso ali exposto.

Atť ouvia seus antigos apelos:

-- VocÍ n„o quer me dar um presente, n„o?

Ele balanÁava que n„o com a cabeÁa. Mas, assim que ela se distraŪa, inventava uma desculpa qualquer e voltava ŗ loja e lhe fazia a surpresa que, claro, ambos saudavam com beijos e abraÁos, abraÁos e beijos.

-- VocÍ ť doido, ela dizia.

III.

Doido ou n„o, ela tinha certeza de que nunca fora t„o amada em toda sua breve existÍncia. Gostava de receber aquele amor, do jeito com que ele a tratava, das conversas, dos projetos, das delŪcias.

Nunca entendeu direito o medo de assumir o sentimento pra valer.

Mas, era jovem e tinha tanto a viver. N„o podia fechar-se nesse sonho
que um dia podia terminar Ė e aŪ? Teria perdido os melhores anos da sua vida. Preferiu arriscar e partiu.

Agora, preferia n„o pensar se fez certo ou errado.

-- Sou assim deixo as coisas acontecerem, confortava-se, sempre que batia o arrependimento. Ou mesmo sem arrependimento nenhum.

IV.

Ensaiou ligar um milh„o de vezes nesse perŪodo de ausÍncia. Mas, temeu que n„o atendesse ou, pior, comeÁasse com aquele ar de senhor da verdade absoluta e as inevitŠveis cobranÁas. Pior ainda, temia, se ele a tratasse com indiferenÁa e dissesse que era feliz ao lado de outra.

Lembrou o dia que percebeu um clima entre ele e a amiga. Ou melhor, a ex-amiga. Armou um barraco Ė e jŠ estavam separados.

Melhor n„o ligar.

V.

Ontem, porťm, lhe deu o cinco minutos. Pegou o celular e ligou.

Conversaram por minutos. Ele estava em reuni„o. Percebeu um certo formalismo, uma leve emoÁ„o e a atenÁ„o de sempre. Foram superficiais, mas se despediram como bons amigos Ė o que jŠ foi um avanÁo.

Ao desligarem, nem ele, nem ela sabiam o que dizer para si mesmo.

E assim passaram o resto do dia.

Nem ele, nem ela sabiam que ontem era 29 de janeiro.

O dia dedicado ŗ Saudade...

 
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