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Poderosa
14/03/2009
 

Descobri que eram brasileiros porque falavam inglês.

Como assim? Explico.

Três deles – dois rapazes e uma moça – exibiam-se no idioma do Tio Patinhas. O outro, pela discreta camisa quadriculada e o ar circunspecto a economizar palavras, me pareceu ser mesmo made in USA.

Pinta de executivos, jovens executivos ali pela feliz casa dos trinta, seguramente viajaram para o Uruguai para concluir, desconfio, algum bom negócio. Imobiliário, talvez. A imprensa local, na contramão da crise, anunciou nos dias que também andei por lá grandes projetos para o setor nos arredores da encantadora Punta Del Leste.

Não posso afirmar. As vozes – a bem da verdade, os sons me chegavam entrecortados. Também se me viessem inteiros, eu continuaria sem entender. Não manjo nada de inglês.

Em todo caso, continuei a observa-los.

Ocupávamos mesas próximas no Café do aeroporto de Montevidéu e, fácil intuir, esperávamos voo para São Paulo.

Naquele momento, tudo o que eu queria era esquecer os 20 dólares que a tal Pluna me tomou, na mão grande, para embarcar uma reles mala de viagem. Não foi excesso de peso, não. É praxe ali, em seus domínios, a empresa de aviação cobrar pelo procedimento.

“As aeronaves são pequenas”, justificou, diante da minha indignação, a moça do balcão de atendimento.

Alheio a taxas e prejuízos, o grupo conversava em tom informal.

Já lhes falei aqui antes, em outras crônicas. Tenho uma certa tendência a imaginar coisas.

Pois é.

Comecei a perceber um nítido jogo de sedução da moçoila – nenhuma Rainha de Bateria, mas fatalmente bela como só e acontecer com as mulheres brasileiras – para cima do indefeso e guapo americano.

Para completar o enredo, entendi que os brazucas eram cúmplice da investida que me pareceu iminente. Faziam cara de paisagem e logo inventaram boas desculpas para deixar o casal a sós, embora em público e sob minha vigilante observação. Um sacou o notebook da mochila e foi procurar um canto onde a conexão “não caísse tanto”. No outro, surgiu a súbita vontade de espairecer, esticar as pernas e desaparecer dos arrabaldes da pequena mesa redonda, onde estava o americano indiferente e de postura inabalável. A moça, meus caros, era só sorrisos, cochichos e meneios de cabeça. Cabelo pra cá, cabelo pra lá. Um charme.

“Avavava”, ruminei comigo mesmo. Não pode ser. Os dois trazem alianças taludas, em formatos e tamanhos distintos, na mão esquerda. São casados, portanto – e têm lá seus cônjuges (como se grafava nos antigos convites de núpcias; ops, outra palavra daqueles idos tempos!) nos respectivos países.

Desencanei.

Bendita mania de querer achar história para lhes contar diariamente.

Dá nisso.

Também eu fui bater pernas.

Voltei a prestar atenção – inevitável – na turma dentro do avião. O gringo e a moça – inevitável 2 – se acomodaram em bancos colados três ou quatro fileiras à minha frente. Os amigos passaram por mim, com um sorrisinho sacana de tudo, e foram se instalar nos confins do bichão voador. Quer dizer, nem tão “bichão” assim, pois como disse o avião era pequeno e as pessoas, lado a lado, dois a dois, ficavam praticamente coladas umas as outras.

Um desconforto, mas em determinadas situações pode ser bom.

Feitos os procedimentos para a decolagem, luzes apagadas, não houve como. Acabei por adormecer e esquecer meu talento natural para ver coisas onde não existem.

Tanto que foi surpresa vê-los despedirem-se, todos cerimoniosos, assim que chegamos a Cumbica, ao lado da confusa esteira de bagagens. O grandalhão foi para um lado à procura de uma provável conexão que o levaria de volta ao portentoso país. Estava algo decomposto, notei. O grupo rumou para a saída natural dos brasileiros. Para onde segui também, sem qualquer outro objetivo senão voltar ao convívio dos meus.

Vocês podem não acreditar. Mas, por Júpiter!, por Nossa Senhora que também protege os cronistas sem assunto!, juro que ouvi a moça, toda poderosa, confessar já no idioma pátrio.

-- Eu não disse que conseguia! Então?

Desculpem. Sei que não é da minha conta. Longe de mim comentar a vida alheia. Mas vou lhes dizer, de coração. Ainda hoje me inquieta a dúvida:

Que tipo de parceria essa moça conseguiu fazer com o americano em pleno voo?

Poderosa, linda e faceira retocou a maquiagem e foi às compras no Free Shop.

Foto: Jô Rabelo

 
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