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O Letreiro da Rua
06/11/2011
 

É mais do que célebre a história de que Antônio Carlos Jobim morou por longos e longos anos na rua Nascimento Silva, no bairro de Ipanema. Tanto que Vinicius de Moraes e o parceiro Toquinho transformaram o endereço do artista em verso da canção “Carta Ao Tom”, em 1974.

“Rua Nascimento Silva 107
Você ensinando pra Elizeth
As canções de Canção de Amor Demais”

O que poucos sabem é que havia nas imediações outro habitante ilustre, Carlinhos Lira, tão compositor, tão bossanovista e tão parceiro de Vinicius quanto Tom.

Naqueles fins dos anos 50, em que era costume a entrega do leite e do pão nas portas da casa, o Poetinha inaugurou, no mínimo, outro curioso delivery: o de letras de canções.

Por isso, era chamado pelos amigos como o Letreiro da Rua.

Não era cena rara vê-lo, terno e gravata, óculos de grossa armação, tocando a campainha da casa de um e de outro para esvaziar os bolsos do paletó e lhes entregar amarfanhadas folhas arrancadas de cadernos, com os versos que seriam musicados em obras primas como “Garota de Ipanema” e “Minha Namorada”, entre outros.

A turma não dispunha de nenhum gravadorzinho portátil para facilitar a tarefa. Os compositores mal-e-mal passavam as harmonias para o amigo letrista que se viraria mais tarde, do jeito que desse e de memória, na mesa de um bar em fim de noite ou mesmo na própria casa não muito longe dali.

Como todo sabemos, o Poetinha saiu-se extraordinariamente bem; salvo um ou outro engano.

Aliás, foi o que aconteceu no dia em que entrou, com pressa, na casa de Lira e lhe entregou a encomenda. Ainda precisava passar na casa de Tom, pois no outro bolso estava a letra de uma nova canção.

Mesmo assim, Lira pediu ao amigo que esperasse um minuto que fosse para ver se aqueles belos versos se encaixavam.

Pegou o violão – e se pôs cantarolar:

“Olha... que coisa... mais linda... Mais... cheia... de graça...”

Parou de súbito, tomou coragem para dizer o que tinha a dizer:

-- Vinicius, tem algo errado aqui. Os versos são bonitos, sim. A ideia é boa, mas não cabe na harmonia que eu lhe passei.

O Poetinha fez cara de poquer. E só quebrou o silêncio depois de enfiar a mão no outro bolso do paletó e sacar outra folha de caderno e lhe entregar.

-- Desculpe, parceirinho, errei a encomenda... É uma musiquinha que estou fazendo como Tonzinho.

A “musiquinha”, como vocês, meus caros e fiéis cinco ou seis leitores, já perceberam era “Garota de Ipanema”, a canção brasileira mais conhecida em todo o Planeta.

Quando Vinicius saiu, Carlinhos Lira ficou maravilhado com a letra que acabara de receber – e que era perfeita para a melodia que fizera. Tinha em mãos os versos encantados de “Minha Namorada”, outro clássico da música popular brasileira.

O Letreiro da Rua estava inspiradíssimo naquela semana.

 
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