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O alerta
25/01/2012
 

O grito rompia o silÍncio da madrugada:

- Acudam! Que lŠ vem Šgua...

Homens e mulheres conheciam o alerta.

Saltavam da cama, resignados, e se punham a postos para enfrentar a iminente inundaÁ„o.

Můveis empilhados uns sobre os outros, as crianÁas em lugar seguro. Hora de ir pra rua.

SerŠ que algum vizinho precisava de ajuda?

Depois, quando o dia clareasse, ainda insones, todos se ajudavam em mutir„o.

Lavavam as casas, as calÁadas...

E se preparavam do jeito que dava, para o dia de batente.

Numa das esquinas da rua, ficavam o barro e o entulho acumulados ŗ espera que o poder pķblico cumprisse o seu papel.

Era uma cena comum aos meses de janeiro e fevereiro ali, nos cafundůs do bairro do Ipiranga. Naquele pedaÁo de ch„o que - atť pelas constantes enchentes Ė ficou conhecido tambťm como Ilha do Sapo, ŗs margens nem t„o plŠcidas do Riacho do Ipiranga e do Rio TamanduateŪ.

ņ ťpoca, S„o Paulo dava os primeiros passos no processo de industrializaÁ„o.

As fŠbricas instalavam-se, ent„o, ao longo da estrada de ferro ou nos arredores dos rios, onde, por forÁa das circunst‚ncias, os terrenos eram mais em conta.

Em decorrÍncia, as vilas operŠrias situavam-se nas Šreas de vŠrzea dos rios.

InevitŠveis, as inundaÁűes.

Bastava chover.

Ou nem isso...

Muitas vezes, sequer caŪa um pingo de Šgua na regi„o.

Se chovesse forte nas cidades do ABC, o volume das Šguas fazia estrago por onde passasse, leito afora do rio, e acabava por alagar toda aquela Šrea.
Dťcadas e dťcadas depois, como repůrter, estive a Ilha do Sapo para fazer matťrias sobre enchentes que, desconfio, ainda persistem. Em meio ŗs reclamaÁűes do momento, os moradores mais antigos sempre se lembravam das primeiras cheias.

N„o se lamentavam.

N„o se queixavam das perdas.

Enalteciam a amizade e o espŪrito de coletividade a se sobrepor aos sofrimentos e aos eventuais contratempos.

Nunca lhes perguntei. Mas, imagino hoje que soubessem que este denodo e esta atitude solidŠria foram fundamentais para a construÁ„o da pujante metrůpole que hoje completa 458 anos.

Parabťns, gente paulistana!

 
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