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Sobre sacolinhas, chinelos e lembranÁas...
28/01/2012
 

JŠ lhes disse aqui da minha estranheza com a levada assťptica das redaÁűes de hoje.

Escrevi atť um livro Ė Meus Caros Amigos. CrŰnicas sobre jornalistas, boÍmios e paixűes Ė sobre o lado B dos jornalistas de antanho.

Enfim...

Ainda por esses dias lembrei-me de uma histůria daqueles idos atť por forÁa do ďdisse me disseĒ que gerou o propalado fim das bolsas de plŠsticos dos supermercados; hoje, t„o politicamente condenŠveis quanto os usos e costumes das velhas redaÁűes.

Sů para ficar em um exemplo bŠsico: todos fumavam Ė e muito.

Chegar ao recinto na hora do Ďfechamentoí era necessariamente enfrentar a densa nťvoa que se espalhava sobre mesas e mŠquinas de escrever.

Falava-se alto e discutia-se acaloradamente por qualquer motivo.

Quando baixava uma pŠgina para a oficina, um sonoro berro deixava todos
informados de a quanta andava a ediÁ„o.

- DESCE A TR S...

Ao leigo, aquilo era a sucursal do inferno.

Para quem viva disso e por isso, era o que chamŠvamos de vida.

Todo esse intrůito (gostaram do refinamento do vocabulŠrio) ť para falar de um dos nossos, o Geraldo. Jornalista de m„o cheia Ė e pť de chinelo, como costumŠvamos provocŠ-lo naqueles idos e havidos.

Explico logo que a express„o ďpť de chineloĒ n„o trazia em si qualquer intenÁ„o pejorativa. Apenas descritiva.

Sů a empregŠvamos porque o desacanhado do Geraldo tinha por hŠbito zanzar para lŠ e para cŠ na redaÁ„o, calÁando um par de chinelos desses que os vŰzinhos antigos usavam assim que saŪam da cadeira de balanÁo.

Ninguťm entendia a mania.

Um repůrter de texto elegante, de fino trato para com as pessoas, bastava chegar da rua para tirar o bruto da gaveta de baixo e, antes mesmo de nos brindar com um o bom dia, punha se ŗ vontade com os pťs.

Aos poucos, fomos nos acostumando com o andar arrastado do Gera e ŗ pertinŠcia de sua justificativa:

-- Uns afrouxam o nů da gravata, outros tiram o paletů, quase todos trabalham de mangas arregaÁadas. Ent„o, por que eu n„o posso ficar de chinelos na redaÁ„o?

Depois, era de emocionar vÍ-lo, ao fim do expediente, enrolar o par de chinelos em folhas de jornal e acondiciona-lo em uma sacola de plŠstico Ė artigo raro ŗ ťpoca Ė para cuidadosamente guardar o embrulho na ķltima gaveta.

Fechava a dita-cuja gaveta, propalando a frase que se tornou famosa:

-- Miss„o cumprida.

Pois bem, carŪssimos e fiťis cinco ou seis leitores, vejam a historia que uma ent„o inofensiva sacolinha me fez lembrar...

Miss„o cumprida.

Volto amanh„.

 
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