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O pť de jambo
01/08/2012
 

Vou brincar de pega-pega.

N„o, n„o...

Vou brincar de polŪcia e ladr„o.

A arma da Danda ť melhor do que a minha.

N„o soube fazer. E ela quebrou.

Agora, vou refazÍ-la.

Preciso de um pedaÁo de pau, uma tampinha de tubo do creme dental, pregador e elŠstico.

Se n„o der certo, faÁo um bodoque.

(Desisto.)

Vou brincar de carrinho.

Que azar!

Amassei a lata de sardinha Ė e agora?

JŠ sei!

Vou brincar de bola lŠ na rua do tio Manť.

Por aqui, nas redondezas, a vizinha ť capaz de furar a bola se ela cair em seu quintal.

Verdade, juro!

(...)

Era t„o legal brincar de taco, de queima.

Tantas cabaninhas a chuva destruiu.

Mas, eu e minha turma logo fazŪamos outra, e depois outra.

Tambťm sabŪamos construir armadilhas para caÁar gatos nos quintais da vizinhanÁa.

Gato mesmo, nunca pegamos nenhum.

No fundo, querŪamos mesmo fazer as engenhocas.

(...)

Certa vez, montamos um grupo de destemidos caÁadores de passarinhos.

Ficamos horas e horas pelos pastos de tocaia, em cima dos pťs de caju, de manga e de jambo.

Bodoque em punho, mirŠvamos aqui, ali e acolŠ e atirŠvamos a esmo.

Atť que, um tanto ao acaso, acabei por acertar um pequeno pŠssaro.

Era menor que minha m„o.

Sua asa estava esmigalhada como o meu coraÁ„o ficou naquele preciso instante.

(...)

O Giracabra, o mais velho da turma, teve a ideia de socorrer o pobre passarinho na casa da minha m„e. Eu estava em prantos, desesperada. Rezei para todos os santos e deuses que sequer conhecia. Nunca senti tanto aperto no coraÁ„o. Tudo o que queria era vÍ-lo voar novamente entre os galhos do pť de jambo.

Minha m„e nada pode fazer pelo pobrzinho.

Tentei ent„o protegÍ-lo com minhas m„os de garota sapeca. O amigo Sucupira tentava fazÍ-lo comer sementinhas de girassol na v„ esperanÁa de fortalecÍ-lo.

Nossos esforÁos deram em nada.

Ele respirou por alguns segundos mais. Pude sentir seu coraÁ„o palpitar em minhas m„os. Da mesma forma, senti quando ele parou de bater.

Era t„o pequeno aquele coraÁ„o!

(...)

No dia seguinte, houve uma reuni„o da turma entre os galhos do pť de jambo.

Decidimos por unanimidade caÁar passarinhos ou coisa qualquer.

A vida daquele bichinho nos ensinou o valor da vida, da liberdade.

Ao tentar descer da Šrvore, o galho em que me apoiei cedeu. Tentei apoiar o corpo em outro galho que tambťm n„o resistiu.

Um tombo, e tanto.

Tive escoriaÁűes generalizadas, e quebrei o braÁo.

Nunca havia reparado o quanto eram fracos os galhos do pť de jambo.

(...)

Hoje, dentro do apartamento onde moro, olho pela janela gradeada e sinto o sol que se espalha pelas calÁadas, pelos jardins.

Pergunto:

Onde est„o todos?

LŠ fora n„o hŠ pŠssaros, e as Šrvores n„o d„o fruto.

HŠ atť um campinho de grama sintťtica pronto para o jogo.

Mas, n„o tem ninguťm interessado em correr, saltar, brincar...

Onde est„o as crianÁas, meu Deus, o ķnico e bom Deus que hoje conheÁo?



*Oi, professor!

Essa ť minha autobiografia. No final do texto, fiz uma breve reflex„o sobre a automaÁ„o dos dias atuais.
Obrigado, e boa aula.

LŪvia.

 
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