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O Cubano
04/08/2012
 

Tinha um bonť de Cuba.

N„o me perguntem como conseguiu a preciosidade. Se foi no camelŰ da esquina ou alguťm lhe trouxe como presente de viagem.

Sei que Sime„o adorava o adereÁo.

Fosse onde fosse, lŠ ia ele com o indefectŪvel bonť.

Era preto, de aba vermelha, com uma bandeira do PaŪs bordada na parte da frente e escrito Cuba em um dos lados.

Sime„o o adorava.

Tanto que, a partir dele, tomou gosto pelas coisas da Ilha. Leu o livro de Fernando Moraes e as obras de Hemingway, cortou sua assinatura de O Estado de S. Paulo, passou a ouvir rumba e ďGuatanameraĒ, tornou-se um exŪmio bailarino de salsa e, acreditem, um fanŠtico defensor do regime socialista.

Como resultado de todas essas mudanÁas: ganhou o apelido de Cubano e algumas dores de cabeÁa.

H„o de convir com este modesto escriba que n„o ť fŠcil para ďum cubano da gemaĒ, como Sime„o, viver em um paŪs capitalista como o nosso em plena euforia da emergente classe C. Valha-nos Deus!

Ops...

Para ele, religi„o tambťm estava fora de cogitaÁ„o.

ď… instrumento de controle e manipulaÁ„o das massasĒ, dizia em seus arroubos castritas.

Sime„o tambťm n„o tinha com quem discutir beisebol e boxe. Todos ao redor sů falavam de futebol. E todos se incomodavam quando ele se punha a fumar charutos...

Enfim, restava-lhe o Google e os mojitos (que ele průprio preparava) para abrandar a saudade da terra que sequer conhecia, mas amava despudoradamente.

Comovidos com tamanho sentimento, os amigos resolveram cotizar-se para propiciar uma viagem ďde uma semana que fosseĒ para que Sime„o finalmente conhecesse o lugar de seus sonhos.

A princŪpio, ele relutou em aceitar o presente.

Alguťm insistiu, com ironia:

-- Deixe de bobagem, queremos nos livrar de vocÍ.

Outro preferiu ser mais realista:

-- VŠ ver, de perto, como ť o tal paraŪso socialista, vŠ...

Um terceiro contemporizou:

-- Um amigo ť para o outro. VocÍ ama tanto essa ilha que ť um dever da nossa amizade lhe ajudar na realizaÁ„o deste sonho.

Sime„o resolveu aceitar. Tirou fťrias do emprego humilde de escriturŠrio da repartiÁ„o pķblica Ė e partiu.

Nunca mais, naquele boteco chinfrim em que nos reunŪamos, na esquina da rua Bom Pastor com a rua Grenfeeld, onde o Sacom„ torce o rabo e o Űnibus FŠbrica-Pinheiros bufafa e rangia ao fazer a curva tivemos notŪcia de Sime„o, o Cubano de araque.

Tempos depois, alguťm chegou com o cart„o postal e a notŪcia.

(N„o havia facebook ŗ ťpoca.)

No ala de embarque do aeroporto de Guarulhos, o Cubano conhecera Nancy, um pitťu de americanazinha; cabelos loiros, olhos claros e uma deliciosa comiss„o de frente. De imediato, virou a chavinha dos sonhos possŪveis e realizŠveis.

N„o me perguntem em que idioma conversaram e se entenderam. Hoje, ele mora em Miami, atende pelo nome de Silva, e ť guia de compras para brasileiros desesperados que v„o gastar os tubos na cidade.

EstŠ feliz pra caramba, cada vez mais apaixonado por Nancy.

Alťm do que, trocou o bonť por um vistoso chapťu panamŠ.

 
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