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Janelas da alma
26/08/2017
 

DÍ-me uma janela e lhe direi se o tipo ť ou n„o um cronista.

Pode ser uma varanda ou mesmo um lugar qualquer de onde se possa vislumbrar, ŗ dist‚ncia, algum ponto de remanso; a cidade, o campo, as montanhas, o mar...

A obra de Rubem Braga, nosso cronista mais sensŪvel, que o diga!

Era mestre na aÁ„o de olhar e ver.

O grande Braga morou em uma cobertura no Leblon ( uma espťcie de Ďapart-fazendaí na Šrea mais nobre do Rio, pois mandou prover o solo do andar superior de uma grossa camada de terra e ali plantou e viu crescer inķmeras Šrvores e contemplou pŠssaros e aves os mais variados). Ali, recebia os amigos e se dizia um tanto menos saudoso da sua pequena e distante Cachoeiro de Itapemirim. Dali, deste privilegiado posto de observaÁ„o, escreveu alguns de seus memorŠveis textos.

II.

ďHomem no MarĒ talvez seja o mais emblemŠtico deles.

ďDe minha varanda vejo, entre Šrvores e telhados, o mar. N„o hŠ ninguťm na praia, que resplende ao sol. O vento ť nordeste, e vai tangendo, aqui e ali, no belo azul das Šguas, pequenas espumas que marcham alguns segundos e morrem, como bichos alegres e humildes; perto da terra a onda ť verde.

Mas percebo um movimento em um ponto do mar; ť um homem nadando. Ele nada a uma certa distancia da praia, em braÁadas pausadas e fortes; nada a favor das Šguas e do vento, e as pequenas espumas que nascem e somem parecem ir mais depressa do que ele. Justo: espumas s„o leves, n„o s„o feitas de nada, toda sua subst‚ncia ť Šgua e vento e luz, e o homem tem sua carne, seus ossos, seu coraÁ„o, todo seu corpo a transportar na Šgua.Ē

III.

E por aŪ segue o conto que ť lindŪssimo - e liÁ„o sensŪvel, de fraternidade e amor ŗ Humanidade.

Nas manh„s de sŠbado [claro que sem um milťsimo do talento de Braga] sou instado a buscar esses devaneios, como inspiraÁ„o para a crŰnica do dia. InevitŠvel nos dias em que vivemos chegar, ao fim de semana, massacrado pelas tragťdias do noticiŠrio da semana. Os homens custam a se entender e a se respeitarem como irm„os.

Deveria ser assim...

Mas, n„o ť.

E cada vez mais, lamentavelmente, deixa de ser...

IV.

Mas, nem tudo estŠ perdido, acreditem.

Ainda existem os poetas, os amigos e os cantadores.

Ousam sonhar por nůs Ė e n„o nos deixam ao relento, e sůs.

Por um caso do acaso, tomei conhecimento ontem de dois pequenos textos de uma amiga que eu sequer sabia que tambťm tem a paix„o pela escrita.

Alguns, ela divulga na Grande Rede; outros, n„o. Guarda para si.

Achei um desperdŪcio, pois me fizeram t„o bem - mas a entendo Ė ť tŪmida, reservada. E o seu meigo alinhavar de letrinhas ť como a janela que agora, nessa manh„, me revela a cidade, mesmo que a nťvoa tente escondÍ-la.

Seus textos s„o a janela de uma alma, serena e fraterna, que, desconfio, mais gente deveria conhecer.

N„o me deu permiss„o para divulgŠ-los.

V.

ņ noite, porťm, encontro na TV o filho do compositor Renato Teixeira, Chico Teixeira, a cantar com o pai a tocante ďFique Com Deus no PeitoĒ. N„o tenho qualquer hesitaÁ„o. Tenho ali, em um de seus versos, a mensagem para encerrar o post/crŰnica de hoje:

ďAh... Saudade, vou levar...
Fique com Deus no peito
A fť faz parte
… da natureza de quem procura
Ter a certeza que encontrarŠ...Ē

 
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