Foto: Arquivo Pessoal
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Meus caros, raros e preclaros,
… por um destrambelhado gesto deste inopinado cronista/blogueiro – a cada dia, e com o implacável passar dos anos, aumentam minhas existenciais dúvidas sobre o que fui e o que sou, se é que algum dia cheguei a ser…
… então, o que eu queria lhes dizer é que mexi em alguma tecla errada (ou certa?) do computador e a IA do Google me informa sem pestanejar:
“O dia 24 de abril no Brasil é marcado principalmente por efemérides culturais e setoriais, com destaque para o Dia do Boi (reconhecendo a pecuária), Dia do Churrasco e do Chimarrão (especialmente no RS), Dia do Samurai, e o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Historicamente, a data está próxima ao período de descobrimento, com o registro dos primeiros contatos na costa em 1500.”
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E agora?
Ignoro simplesmente. Ou compartilho o tema do dia que a IA me sugeriu com a turminha que desavisadamente me lê?
A propósito, é este o conselho que recebo da minha habitual ‘Preguiça das Quintas-Feiras’.
Bom nomeá-la em caixa alta para melhor lhes explicar a natural lassidão que me acomete nesses dias.
Trabalhei demais às quintas. Acordo cansado, só de lembrar a lida da longa jornada de quase 30 anos na Velha Redação..
Trabalhávamos insanamente às quintas, pois era o dia do fechamento da edição semanal. Eu era o editor-chefe – e corria, de lá pra cá, de cá pra lá, atrás dos inevitáveis perrengues da empreitada. O repórter que atrasou para entregar o texto da principal matéria. O colunista que sumiu. O fotógrafo que despeja centenas de imagens na sua mesa para que escolha duas ou três (benditas câmaras digitais). É a turma da publicidade (alô, Maucir!) que quer invadir o espaço do jornalismo… “Quem banca o salário de todo mundo aqui?”. Quem vai escrever o editorial?
À noitinha, as páginas eram encaminhadas para as rotatórias. Antes passavam pela revisão, diagramação, past-up, voltavam para o bate-final e seguiam, uma a uma, para a fotomecânica – e, se não houvesse, qualquer imprevisto transformavam-se no jornal impresso do dia seguinte, com distribuição gratuita e domiciliar.
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Sou da geração sanduíche. Entre o linotipo, o ‘chumbão’ e o internetês e suas fluídas modernidades.
Era um corre, meus caros.
Um bendito, santo, amado e bem_acompanhado corre.
Lhes direi solene: tenho saudade – mas, de boa, prefiro não enfrentá-lo de novo.
Tudo a seu tempo…
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TRILHA SONORA
“O cinema falado é o grande culpado da transformação
Dessa gente que sente que um barracão prende mais que um xadrez”
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