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A maloca saudosa

“Foi aqui seu moço
Que eu, Mato Grosso e o Joca.
Construímos nossa maloca”

“Saudosa Maloca” não é somente obra da criatividade sensível daquele que é considerado o poeta da cidade. Adoniran, no LP Saudades de Adoniran, conta de onde surgiu a inspiração, necessária para compor o samba imortalizado pelos Demônios da Garoa e considerado a cada de São Paulo.

“Eu conhecia todos eles – o Mato Grosso, o Joca, o Corintiano. Eu visitava eles, junto com o Peteleco (cachorro de Adoniran), naquela moradia. A gente batia papo, se entendia, se queria muito bem. No dia que começou a demolição do casarão, cheguei lá e não vi mais nenhum dos meus amigos. Sumiram, fiquei triste e tive a ideia de fazer um samba pra eles.” (BARBOSA, PEREIRA, DUARTE)

O casarão, citado por Adoniran, era o antigo Hotel Albion, que ficava na rua Aurora, na região central da capital paulista, onde hoje está o Cine Áurea. O prédio onde estava o hotel havia sido abandonado e ocupado por engraxates, flanelinhas e outras pessoas que faziam pequenos biscates na região. O crescimento da cidade, e suas necessidades culturais e a ótima localização deram ao edifício abandonado um novo destino. Ele foi negociado, comprado e demolido por empresários que o transformaram no Cine Áurea, ainda em funcionamento veiculando filmes pornôs.

Adoniran, Mato Grosso e o Joca não foram os únicos a assitiredm a transformação desta que, já naquela época, pretendia ser uma das maiores cidades do mundo.

“São Paulo, menino grande. Cresceu, não pode mais parar. E o pátio do Colégio que lhe viu nascer. Um velho ipê parece chorar. Não tem a sua mãe preta. Na rua, com seu pregão. Cafezinho quentinho, sinhô. Pipoca, pamonha e quentão.”

•Trecho do memorial do documentário radiofônico “Cantando História Demônios da Garoa: 70 Anos Cantando São Paulo” apresentado (aprovado) como trabalho de conclusão do curso de jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo, pelas alunas Priscila Cardoso, Olívia Moreira e Thaís Cerpa.

•Parabéns às novas jornalistas.

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