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Crônicas de Viagens – Segóvia

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Fotos: Arquivo Pessoal

41 – O Aqueduto e a Noite Velha

SEGÓVIA foi declarada Patrimônio Histórico da Humanidade em 1985. Por isso, merece a visita.

– Sei não? Será? Como se escolhe e referenda uma cidade para receber tal distinção?

– Ora, ora, insano cronista… É preciso que a comuna tenha um valoroso e reconhecido patrimônio histórico.

– Tipo?

– Tipo, o aqueduto romano construído no século 1 depois de Cristo para levar água da montanha até a cidade. Saiba, meu caro, que permaneceu em funcionamento até meados do século 19 e hoje é a principal atração turística da cidade de pouco mais de 50 mil habitantes. Uma das maravilhas da humanidade em pedra de granito sobre pedra de granito sem argamassa.

– Ok. Você venceu. Incluirei Segóvia na parada.

Bem cá estamos, eu e os meus, em Segóvia.

E não há motivo para arrependimento.

De tão ajeitadinha, a cidade é um brinco, como dizia meu avô Carlito.

Anda pra cá, anda pra lá – e pimba! Estamos diante do tal patrimônio histórico, o aqueduto.

Olho que olho…

Ainda estou admirado de como a coisa toda permanece firme e forte, e sem argamassa.

Bem, nada entendo de construções.

Nos meus tempos de garoto, a brincar com aqueles cubinhos e quadradinhos coloridos de madeira representando janelas, telhados, paredes, o equilíbrio das minhas criações não ia além de quatro ou cinco peças para logo desabar. Não serei eu, portanto, a desafiar os tais construtores da antiguidade.

O que posso lhes dizer – e digo – é:

Impressionante.

Vale a visita.

Estava certo o meu interlocutor – que prefere permanecer no anonimato.

Curioso é que o tal amigo nunca saiu do Brasil e diz viajar, pelo mundo, só pelos livros que lê.

Sabe bem mais do que eu.

O que posso dizer – e digo – é:

Impressionante.

Faço uma foto, posudo, tendo o Aqueduto como cenário.

Depois mostrarei a ele.

Desconfio que sou parecido em determinado ponto com este amigo.

Ele prefere ler sobre lugares e gentes. Eu adoro escrever sobre… lugares e gentes.

Aliás, quem me acompanha, neste modesto espaço, sabe bem o quanto gosto de fazer esses relatos das minhas andanças.

Vacilou e cá estou eu a “viajar” nos meus recuerdos mundo afora.

Não são tantas quantas eu gostaria. Nem que tenha vivido grandíssimas aventuras –mas, viajar é um grande prazer e, entendam caríssimos leitores, também é  muito bom reviver aqui esses momentos, transformá-los em textos e dividir com vocês todo o caminhar.

Aliás, já lhes disse, em posts anteriores, que nessas excursões o que mais se faz é caminhar. O que se anda vale por algumas maratonas.

Mas, do que falava mesmo?

Ah, sim, nossa estada em Segóvia.

Um brinco de cidade, com seu centro histórico que tem como adorno o dito e soberano Aqueduto, onde está uma bela catedral e, mais adiante, o castelo (que aqui chamam de Álcazar de Segóvia).

Gostei.

O prato característico do lugar é o tal leitão tenro temperado apenas com água e sal, mas no ponto.

Nós o degustamos como prato principal numa lauta ceia da Noite Vieja que é como aqui chamam o 31 de dezembro.

Se querem minha opinião, eu lhes direi – e digo:

Impressionante.

 

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1 Response
  • Shirlei zoboli coppini
    14, setembro, 2020

    Que lugar lindo e convidativo. Com a música de fundo ficou mais belo ainda

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