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E tragam uma estrela pra mim

Ontem escrevi sobre amigos distantes e que me são caros. Não quis alongar o texto que já beirava os 3 mil caracteres – algo não recomendável para um blog que se preze. Então, deixei para hoje o recado que me chegou de Vanessa, de malas prontas para dar alguns volteios pelo Brasil, após longa ausência.

Vanessa tem um texto impecável. Leiam!

“É segunda de manhã em Edimburgo. Acabo de chegar de Newcastle, onde visitei Emma, nova amiga de coração maravilhoso. Do trem, vi o sol vagarosamente se levantar do mar. Ha tempos não o via, tão bonito. No vagão, as revistas anunciam o que fazer no inverno. Pois é, o frio aqui já chegou e novamente visto minhas roupas de inverno! Mas não por muito tempo. Esta é a razão deste email, afinal, para aqueles que não sabem e sempre perdoam minhas longas ausências, sejam virtuais ou reais: passagem comprada para o Brasil e malas quase prontas! Vejo-os logo, logo. Muito amor, Vanessa.”

Tenho amigos belos e sensíveis, espalhados mundo afora. Mesmo os que estão por aqui, por vezes, custo a vê-los. A tal roda-viva que a todos atormenta. Mesmo assim, não é raro me surpreender a falar dessas figuras que têm poderes magníficos, lúdicos e transformadores. Que me fazem acreditar que nem tudo está perdido e que, onde quer que estejam, cuidam de deixar bem melhor esse mundão ‘trapaiado’ que só.

Por isso, hoje eu gostaria de reverenciá-los com os versos de uma canção do alquimista Benjor – que também pertence à essa tribo do bem . Narram a história de um garoto que dizia para todo mundo que tinha um amigo anjo, chamado Jorge, “que falava, brincava e até voava”. Óbvio que ninguém acreditava na lorota do menino. Até que uma bela noite de lua redonda, quando todos os de pouca fé estavam reunidos, Jorge apareceu – e voou. Voou bem alto no céu. Era possível a qualquer mortal ver suas piruetas e malabarismos entre estrelas, nuvens azuladas e a luz do luar.

E o menino que não voava ficou feliz que só. Improvisou uma saltitante dança e se pôs a comemorar:

Voa, Jorge!
Voa, Jorge!
Voa, Jorge, voa
Voa, Jorge, Jorge voa
Voa bem alto, Jorge
E traz uma estrela pra mim
Jorge amigo meu
Meu amigo Jorge
Jorge amigo anjo
Anjo amigo Jorge
Voa bem alto, Jorge
E traz uma estrela pra mim
Jorge amigo anjo
Voa, Jorge, Jorge voa

Exatamente assim que me sinto quando os ‘xarás’ aparecem por aqui e pelas vielas, becos e quebradas da vida. Eu os saúdo com o olhar encantado de menino-crescido que não sabe voar. Que sonha e sonha e grita para todo mundo ouvir e escreve para quem quiser ler:

Voem bem alto, amigos
E tragam uma estrela pra mim.

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