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Ilações sobre Wagner Moura, premiações, futebol. E, de quebra, um ‘Vai Corinthians’!

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Foto: Wagner Moura, indicado para o Oscar de Melhor Ator/Divulgação

Faz algum tempo já. Mas, deixem que eu lhes conte.

Matéria de memória.

Seguramente aconteceu antes da pandemia. Bem antes, creio. Pois conversávamos numa roda de amigos – talvez até o amigo Escova, ainda morasse no Brasil e participou da conversa, mesmo sem nada conjecturar.

Ou seja, faz um tempinho, mesmo.

Talvez 2017 ou início de 2018.

Do que falávamos e falávamos e falávamos?

Ora, amigos, esgrimávamos deduções, ilações e prognósticos sobre…

… futebol, pra variar. Ânimos, digamos, insuflados pela acalorada discussão das reais possibilidades de retomarmos – como campeões da Copa – a hegemonia do futebol mundial.

Houve, sim, e muitos, quem exaltasse os poderes de Tite como técnico da seleção e de Neymar, tido então como um dos melhores boleiros do mundo.

Confesso que estava um tanto distante da conversa, visto que, desde a conquista de 70, não morro de amores pelo escrete canarinho.

Só atentei mesmo para a conversa quando um dos presentes,não lembro quem – talvez fosse algum jovem repórter da área de Cultura –, saiu-se com a seguinte consideração para espanto geral dos convivas:

“Temos uma geração de atores extraordinários. Eles, sim, fazem a diferença… Os jogadores de hoje, me perdoem, se exagero (lembro bem dessa expressão), são muito ‘enfeitadinhos’, não me parecem comprometidos pra valer quando o jogo é jogado, O futebol, para esses novos-ricos, está em plano secundário. Não é prioridade.”

Uia. Pegou forte!

Lembro que o rapazote, que nem sequer dava mostra de ser um geraldino ou arquibaldo convicto, citou os casos de Ronaldinho Gaúcho, Adriano Imperador, Kaká, Robinho, Denílson (o que hoje se autodenomina Denílson Show) e… Neymar. “Todos de glórias e feitos efêmeros.”

A esses, contrapôs os nomes de Rodrigo Santoro, Selton Mello, Lázaro Ramos e… Wagner Moura, entre outros que hoje não me recordo. “Talentosos e comprometidos a valer com a causa do cinema brasileiro”.

Não preciso dizer, mas digo: o jovem foi devidamente vaiado e menosprezado em seu parecer. Consequentemente acabou defenestrado da imaginária confraria, a qual dizíamos “só os escolhidos fazem parte”: a dos Tranqueiras, Boêmios e Derrubados das Quebradas do Sacomã.

Confraria esta que, registre-se, sem causa pré-determinada, mas com livre acesso às mesas e balcão daquele mal-ajambrado botequim que existia – e fez história – na esquina da rua Bom Pastor com a rua Greenfeld, no dito subdistrito do Ipiranga, São Paulo, Brasil.

Lembranças, conversas e desvarios…

O que mais cabe como tema em nosso humilde Blog?

Sei lá…

Aqui estamos, tantos anos depois, com o sacrossanto propósito de, condignamente, saudar as conquistas brasileiras no recente anúncio dos indicados ao Oscar (Wagner Moura está entre os candidatos a Melhor Ator, o filme O Agente Secreto ainda concorre em outras três categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco; de quebra, o brasileiro Adolpho Veloso também foi contemplado com uma indicação como diretor de fotografia em Sonhos de Trem, produção americana) e, nostálgico que sou, não me controlo e saio a recordar as rodas de conversas sobre futebol num boteco e num tempo que não mais existem.

A propósito, não faço a menor ideia de onde anda essa turminha do barulho.

Quando perguntam, responda que andam pela vida e ponto e basta.

Talvez por isso tenho a ousadia de hoje lhes resenhar a rocambolesca associação entre cinema, premiações e o Planeta Bola que nos é tão natural e indelével.

Se cabe a justificativa, digo lhes apenas que não estou só.

Vejam:

O Vitória, time do coração de Wagner Moura, celebrou o feito do aguerrido torcedor, conhecido no estádios como Vaguinho:

“Toda a Nação Rubro-Negro e o Brasil estão com você, Wagner”.

Já o corintiano Adolpho mesmo em Lisboa, onde reside, não desgruda os olhos e alma das coisas do Timão:

Ao comentar a premiação nas redes sociais, não se conteve. Terminou os agradecimentos como um espontâneo e provocador: “Vai Brasil. Vai Corinthians”.

Leia também:

Wagner Moura e os anos 70

TRILHA SONORA

Viva o Recife! Viva o Nordeste! Viva o Brasil!

Nos embalos das cenas de O Agente Secreto…

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