{"id":10136,"date":"2002-02-08T00:00:00","date_gmt":"2002-02-08T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-14T17:41:38","modified_gmt":"2017-09-14T17:41:38","slug":"como-diria-a-moca-do-tempo-vem-chumbo-grosso-pela-frente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/como-diria-a-moca-do-tempo-vem-chumbo-grosso-pela-frente\/","title":{"rendered":"Como diria a mo\u00e7a do tempo, vem chumbo grosso pela frente&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>&quot;O pre\u00e7o da liberdade \u00e9 a eterna vigil\u00e2ncia&quot; (Wendell Phillips)<\/p>\n<p>01. J\u00e1 virou uso e costume, quase uma tradi\u00e7\u00e3o. O ano para o brasileiro come\u00e7a s\u00f3 depois do Carnaval. H\u00e1 quem goste; outros, os sensatos, que lamentam &#8212; afinal, n\u00e3o vivemos propriamente tempos generosos, de alentadas vacas gordas.<\/p>\n<p>02. No entanto, parece que vivemos neste 2002 um ano at\u00edpico. N\u00e3o que o Pa\u00eds j\u00e1 esteja a pleno movimento. Mas, a sucess\u00e3o de fatos que ocorreram nessas seis semanas deve permanecer na pauta do dia, no m\u00ednimo, at\u00e9 outubro. F\u00e1cil explicar o motivo. Vivemos um ano de elei\u00e7\u00f5es presidenciais e, no vale tudo para chegar ao Pal\u00e1cio do Planalto, nada do que vimos at\u00e9 aqui, certamente, ser\u00e1 esquecido pelos eleitores e, principalmente, pelos marqueteiros dos eventuais candidatos.<\/p>\n<p>03. Nada ser\u00e1 esquecido. Da oficializa\u00e7\u00e3o da candidatura de Jos\u00e9 Serra pelo PSDB \u00e0 epidemia de dengue que amea\u00e7a diversos estados. Da crise da Argentina \u00e0 morte do prefeito Celso Daniel. Da viagem do presidente Fernando Henrique \u00e0 R\u00fassia \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o do publicit\u00e1rio Whashington Olivetto, passando pelo fusu\u00ea inevit\u00e1vel da atua\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o na Copa. Tudo isso e outras cositas m\u00e1s v\u00e3o oferecer um consistente caldo que deve alimentar \u00e0s diversas campanhas. Entre vers\u00f5es e contradi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o restar\u00e1 pedra sobre pedra.<\/p>\n<p>04. At\u00e9 como um m\u00e9a-culpa, ressalto que ser\u00e3o dois os principais instrumentos do estouro da boiada de not\u00edcias: os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o e o hor\u00e1rio gratuito eleitoral. Os primeiros revelam-se hoje (mas podem mudar), em sua maioria, alinhados com os atuais detentores do Poder. J\u00e1 o segundo ser\u00e1 verdadeiramente um salve-se quem puder. Se fosse uma dessas simp\u00e1ticas e alinhadas mo\u00e7as do tempo, diria, sem alterar o tom de voz, que temos uma espessa camada de chumbo grosso de informa\u00e7\u00f5es pela frente.<\/p>\n<p>05. Em meio a chuvas e trovoadas, \u00e9 bom que o leitor prepare a capa, o guarda-chuva e galocha para o seu intelecto. Se bem conhe\u00e7o a situa\u00e7\u00e3o, ningu\u00e9m vai tentar clarear nada e, sim, toldar ainda mais o j\u00e1 nebuloso horizonte. Ou seja, repetir\u00e3o o refr\u00e3o do velho Chacrinha, aquele que veio para confundir e n\u00e3o explicar&#8230;<\/p>\n<p>06. Faz sentido esse despretencioso alerta \u00e0 essa altura, enquanto se espera o carnaval chegar, at\u00e9 para que o (e)leitor prepare o esp\u00edrito. Fique atento. N\u00f3s aqui, do Ipiranga, sabemos bem o quanto nos custa em transtorno o estelionato eleitoral do tal projeto Fura-Fila, que elegeu o prefeito Celso Pitta. Se pensarmos nacionalmente, desde o ca\u00e7ador dos maraj\u00e1s at\u00e9 a m\u00e3o espalmada com as prioridades que elegeram FHC (e que nunca vimos: sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, trabalho, habita\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a), entenderemos o quanto compramos, com nosso voto, gato por lebre.<\/p>\n<p>07. Fique atento, pois. Se for para errar de novo na escolha dos nossos representantes, \u00e9 bom que o brasileiro transforme em hit deste Carnaval o refr\u00e3o daquele comercial, onde aparece uma mula cantando&#8230; Me apaixoneeei&#8230;por voc\u00ea\u00ea\u00ea&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&quot;O pre\u00e7o da liberdade \u00e9 a eterna vigil\u00e2ncia&quot; (Wendell Phillips)<\/p>\n<p>01. J\u00e1 virou uso e costume, quase uma tradi\u00e7\u00e3o. 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