{"id":10267,"date":"1999-05-14T00:00:00","date_gmt":"1999-05-14T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T03:03:27","modified_gmt":"2017-09-15T03:03:27","slug":"um-projeto-de-vida-felicidade-urgente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/um-projeto-de-vida-felicidade-urgente\/","title":{"rendered":"Um projeto de vida. Felicidade urgente!"},"content":{"rendered":"<p>&quot;Voc\u00ea \u00e9 tudo o que sempre quis para sempre&quot;<\/p>\n<p>01. N\u00e3o, n\u00e3o estranhe, caro leitor. A frase em ep\u00edgrafe, eu sei, bem poderia fazer parte de uma das belas obras do nosso cancioneiro rom\u00e2ntico. Na verdade, nem sei se n\u00e3o a ouvi no r\u00e1dio ou li numas das cr\u00f4nicas do eterno Rubem Braga. N\u00e3o quero me arvorar uma autoria que, talvez, n\u00e3o me perten\u00e7a. No entanto, sempre quis registr\u00e1-la neste espa\u00e7o. E hoje me pareceu o momento mais oportuno &#8212; exatamente quando apresentamos a edi\u00e7\u00e3o especial de 41\u00ba anivers\u00e1rio de Gazeta do Ipiranga.<\/p>\n<p>02. Explico melhor. Ao longo desse per\u00edodo, revelou-se t\u00e3o forte a integra\u00e7\u00e3o do nosso jornal com a comunidade que n\u00e3o fica a menor d\u00favida sobre nossas propostas e afinidades. \u00c9 verdadeiramente uma grande hist\u00f3ria de amor dessas que se perpetuam (e encantam) vida afora. O jornal e a comunidade que lhe d\u00e1 nome caminham juntos desde sempre. GI come\u00e7ou (26 de abril 1958) quando o bairro ainda engatinhava enquanto comunidade e representativo n\u00facleo urbano. As lutas passaram a ser comum. As vilas e jardins da periferia ganhavam contornos cosmopolitas &#8212; e todos crescemos batalhando ideais comuns em prol de uma melhor qualidade de vida. Jornal e comunidade sempre souberam que melhorando o Ipiranga estariam semeando um Pa\u00eds melhor.<\/p>\n<p>03. Foi, desde o in\u00edcio, este o prop\u00f3sito que nos uniu. Sempre soubemos onde e como lutar por cal\u00e7amento, ilumina\u00e7\u00e3o, rede de \u00e1gua e esgoto, escolas, entre outros melhoramentos p\u00fablicos que desembocaram no Ipiranga de hoje, uma imensa metr\u00f3pole dentro da supermetr\u00f3pole que \u00e9 S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>04. N\u00e3o foi um trajeto f\u00e1cil, \u00e9 sempre bom lembrar. Os efervecentes anos 60 trouxeram os tempos obscuros da ditadura. Todos os canais de informa\u00e7\u00e3o estavam na mira dos censores, tolhidos no direito natural de bem informar. Tamb\u00e9m o acesso aos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos era inimagin\u00e1vel ao homem comum &#8212; aquele que, por exemplo, morava numa rua sem pavimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha a quem recorrer. Ficava \u00e0 merc\u00ea da vontade dos soberanos que, invariavelmente, malsabiam existia o z\u00e9-povinho&#8230;<\/p>\n<p>05. Gazeta do Ipiranga fez a ponte entre o p\u00fablico e as autoridades. Constatou, documentou, denunciou, reivindicou uma, duas, tr\u00eas, quantas vezes foram necess\u00e1rios. Sempre ao lado da comunidade e de suas leg\u00edtimas aspira\u00e7\u00f5es. GI tamb\u00e9m incentivou movimentos populares que geraram associa\u00e7\u00f5es, clubes de servi\u00e7o, sociedade amigos de bairro, entidades representativas como Clube dos Lojistas, entre outras. Ajudou a forjar uma organiza\u00e7\u00e3o social que, era not\u00f3rio, n\u00e3o interessava aos senhores do Poder. E que, registre-se, foram historicamente vitais para a explos\u00e3o do movimento das Diretas-J\u00e1 e, conseq\u00fcentemente, para a redemocratiza\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>06. Estivemos lado a lado nessas batalhas. Estamos unidos, a Gazetinha e o Ipiranga, apesar das adversidades. E continuaremos juntos tocando em frente, fazendo da felicidade nosso projeto de vida. Sempre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&quot;Voc\u00ea \u00e9 tudo o que sempre quis para sempre&quot;<\/p>\n<p>01. N\u00e3o, n\u00e3o estranhe, caro leitor. 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