{"id":10419,"date":"2006-11-15T00:00:00","date_gmt":"2006-11-15T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T20:02:22","modified_gmt":"2017-09-15T20:02:22","slug":"o-historiador-do-cotidiano-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/o-historiador-do-cotidiano-2\/","title":{"rendered":"O historiador do cotidiano 2"},"content":{"rendered":"<p>Vamos continuar nossa conversa de ontem&#8230;<\/p>\n<p>As escolas de jornalismo, como vimos, recebem hoje um p\u00fablico que se auto-define como \u201cdas mais variadas tribos\u201d, com propostas de carreiras distintas \u2013 quando n\u00e3o, sem qualquer proposta, n\u00e3o nos iludamos, hein!<\/p>\n<p>O desafio maior \u00e9 dar ao estudante uma base de conhecimentos gerais que o permita entender mundo em que vive e suas vicissitudes. Tamb\u00e9m incentiv\u00e1-lo no sentido de que conhe\u00e7a a hist\u00f3ria da Imprensa e os processos comunicacionais. E, por fim, dot\u00e1-los de um certo dom\u00ednio das t\u00e9cnicas e da linguagem dos diversos ve\u00edculos em que v\u00e3o trabalhar no futuro. <\/p>\n<p>H\u00e1 ainda outro aspecto que precisa ser ressaltado: o do jornalista empreendedor. Cada vez mais, com o enxugamento das reda\u00e7\u00f5es por conten\u00e7\u00e3o de despesas, ganha espa\u00e7o o chamado jornalista PJ (pessoa jur\u00eddica) que gerencia a pr\u00f3pria carreira. Quer numa empresa pessoal, quer fazendo frilas, quer prestando servi\u00e7os diferenciados em \u00e1rea de seu conhecimento.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Para integr\u00e1-los nesse cipoal de interesses e conhecimentos, entendo ser important\u00edssimo adotar o crit\u00e9rio balizador das tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es essenciais ao jornalismo. Defini\u00e7\u00e3o que ouvi tantas vezes de jornalistas como Cl\u00e1udio Abramo e Mino Carta. Ou seja:<\/p>\n<p>a) o respeito \u00e0 verdade factual;<br \/>\nb) fun\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e<br \/>\nc) fun\u00e7\u00e3o fiscalizadora&#8230;<\/p>\n<p>Assim, seja onde for e qual for a especificidade como jornalista, \u00e9 importante que o profissional adote esses crit\u00e9rios. Valorize assim a postura independente, de aten\u00e7\u00e3o e respeito ao que, desde tempos idos e havidos, se denomina \u2018bem comum\u2019. <\/p>\n<p>Queiramos ou n\u00e3o. Ou melhor, queira nosso empregador ou n\u00e3o, os preceitos coletivos sempre se sobrep\u00f5em aos individuais e\/ou de grupos afins.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Durante uma das entrevistas do concurso do Estad\u00e3o, ouvi o desabafo de uma estudante: \u201cQuero ser jornalista, mas n\u00e3o quero me prostituir. N\u00e3o quero trair os meus ideais\u201d. Achei \u2018heloisahelena\u2019 demais para o meu gosto. Mas, entendi o que a mo\u00e7a quis dizer. De pronto, me pareceu que ela teria dificuldades em se adaptar ao dia-a-dia das reda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o que formamos um bando de tra\u00edras, mas ningu\u00e9m chega a um jornal para \u2018poetar\u2019 a bel prazer. As empresas de comunica\u00e7\u00e3o t\u00eam uma linha editorial claramente definida. Quem vai trabalhar l\u00e1 deve entender as regras do jogo. Ou concorda com a dita cuja ou cai fora. O que acontece mais freq\u00fcentemente: tenta-se uma linha intermedi\u00e1ria entre a nossa postura e a da empresa. Algo assim, vergar para n\u00e3o quebrar&#8230;<\/p>\n<p>Se a press\u00e3o for muito forte, n\u00e3o tem jeito: estamos fora.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>A esse prop\u00f3sito, vale citar o que ouvi do jornalista Carlos Nascimento:<\/p>\n<p>&#8212; Muitas vezes, na Globo, eu n\u00e3o disse tudo o que queria. Mas, verdadeiramente,<br \/>\neu nunca disse o que n\u00e3o queria.<\/p>\n<p>(Amanh\u00e3, a gente termina esse papo&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos continuar nossa conversa de ontem&#8230;<\/p>\n<p>As escolas de jornalismo, como vimos, recebem hoje um p\u00fablico que se auto-define como \u201cdas mais variadas tribos\u201d, com propostas de carreiras distintas \u2013 quando n\u00e3o,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-10419","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10419","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10419"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10419\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17445,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10419\/revisions\/17445"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10419"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10419"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10419"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}