{"id":10520,"date":"2007-02-13T00:00:00","date_gmt":"2007-02-13T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-14T04:09:37","modified_gmt":"2017-09-14T04:09:37","slug":"eufrazio-partes-i-ii-e-iii","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/eufrazio-partes-i-ii-e-iii\/","title":{"rendered":"Eufr\u00e1zio ( Partes I, II e III)"},"content":{"rendered":"<p>Eufr\u00e1zio n\u00e3o nasceu aqui.<br \/>\nVeio menino de tudo para c\u00e1.<br \/>\nTinha l\u00e1 seus dez, doze anos.<br \/>\nChegou mais pai, m\u00e3e e<br \/>\numa penca de irm\u00e3os. <\/p>\n<p>N\u00e3o sabiam o que iriam enfrentar.<br \/>\nMas, vieram com a cara, a coragem,<br \/>\nuns trapinhos e uma baita fome<br \/>\nde muitos dias. <\/p>\n<p>Na bol\u00e9ia do pau-de-arara<br \/>\nque os trouxe, comiam era p\u00f3<br \/>\ne um naco de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo j\u00e1 \u00e0quela \u00e9poca dava a pala<br \/>\nda cidade louca e envolvente que ainda<br \/>\nhoje \u00e9. Estudantes nas ruas.<br \/>\nO Santos de Pel\u00e9. Os festivais da Record&#8230; <\/p>\n<p>(\u00c0 primeira impress\u00e3o que teve<br \/>\nao ouvir &quot;Domingo no Parque&quot;<br \/>\nnum radinho Speaker foi de imensa tristeza,<br \/>\ncomo se conhecesse Jo\u00e3o e Jos\u00e9.<br \/>\n&quot;Eles eram t\u00e3o amigos&quot;, lamentou). <\/p>\n<p>&#8230; Os autom\u00f3veis, \u00f4nibus, o Viaduto do Ch\u00e1<br \/>\n&#8212; enfim, os atribulados anos 60 a mudar<br \/>\nas fei\u00e7\u00f5es da cidade\/locomotiva que<br \/>\nlevaria &quot;o Brasil rumo ao seu grande destino&quot;.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Tinha consci\u00eancia de que n\u00e3o era<br \/>\num pioneiro. Desde meados da d\u00e9cada anterior,<br \/>\ntocadas pela seca e pela mis\u00e9ria,<br \/>\nlevas e levas de nordestinos migraram<br \/>\npara o que imaginavam ser o sulmaravilha. <\/p>\n<p>Vinham como podiam. <\/p>\n<p>Traziam um balaio de tralhas,<br \/>\num aboio de saudade no peito e<br \/>\no \u00e1spero sonho de uma vida melhor. <\/p>\n<p>\u00c1spero porque n\u00e3o enternecia,<br \/>\nn\u00e3o encantava&#8230; <\/p>\n<p>Debandavam porque a terra estorricada<br \/>\nn\u00e3o lhes dava outra alternativa. <\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Eufr\u00e1zio e os seus foram dar<br \/>\ncom os costados (ou o que restou deles)<br \/>\nnum corti\u00e7o, l\u00e1 no Cambuci. <\/p>\n<p>O galp\u00e3o de uma f\u00e1brica abandonada<br \/>\ntransformara-se no abrigo de uma dezena<br \/>\nde fam\u00edlias aparentadas ou simplesmente<br \/>\nvindas das mesmas paragens. <\/p>\n<p>Velhos len\u00e7\u00f3is e grandes peda\u00e7os<br \/>\nde lona usada tomavam forma de paredes<br \/>\ne delimitavam os c\u00f4modos<br \/>\nque cada grupo ocupava. <\/p>\n<p>Notou os vincos de arrependimento<br \/>\nno rosto do pai. Os irm\u00e3os reclamavam<br \/>\nentre si. Falavam em fugir, falavam em voltar,<br \/>\nfalavam da besteira que fizeram em vir,<br \/>\ndo cinza do c\u00e9u, da pressa e amargor do<br \/>\npovo nas ruas, indo e vindo,<br \/>\nindo e vindo, sem rumo, sem prumo,<br \/>\nindo e vindo, indo e vindo,<br \/>\nsem nada entender, sem nada conquistar.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Amea\u00e7aram ir ao pai.<br \/>\nLogo entenderam que seria em v\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o era coisa de cabra-macho dar para tr\u00e1s.<br \/>\nDecis\u00e3o tomada era decis\u00e3o cumprida. <\/p>\n<p>Vieram para S\u00e3o Paulo e<br \/>\nn\u00e3o tinham sequer como voltar.<br \/>\nTeriam de se aguentar. <\/p>\n<p>Aquela espelunca era um bafo quente s\u00f3.<br \/>\nFedia a urina e a suor.<br \/>\nAs crian\u00e7as menores choravam&#8230;<\/p>\n<p>Em compensa\u00e7\u00e3o, o cimento<br \/>\ndo ch\u00e3o \u00e0 noite era gelado, duro&#8230;<br \/>\nN\u00e3o havia como dormir.<br \/>\nN\u00e3o havia como n\u00e3o sonhar.<br \/>\nN\u00e3o haveria volta&#8230;<\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>&#8212; Um dia, a gente pega o caminho<br \/>\nde volta &#8212; era o irm\u00e3o mais velho,<br \/>\no Belgrado (que mais tarde ficou conhecido<br \/>\nno peda\u00e7o como Becec\u00ea, nome<br \/>\nde um ponta-esquerda baiano,<br \/>\nde chute forte, que o Palmeiras<br \/>\nacabara de trazer da Bahia). <\/p>\n<p>Era o \u00fanico que se preocupava<br \/>\nem lhe consolar sempre que,<br \/>\ndesolado num canto, enfiava<br \/>\na cabe\u00e7a entre os joelhos, procurava<br \/>\nesconder o choro e a humilha\u00e7\u00e3o<br \/>\nde estar ali, naquele momento,<br \/>\nnum lugar que n\u00e3o era o seu,<br \/>\nnum tempo que teimava em n\u00e3o passar. <\/p>\n<p>VII.<\/p>\n<p>De nada valeu o desespero.<br \/>\nDe nada valeu a amea\u00e7a de rebeli\u00e3o.<br \/>\nO sil\u00eancio do pai anunciava a decis\u00e3o. <\/p>\n<p>Aos poucos, o cimento se<br \/>\nentranhou no corpo e na alma.<br \/>\nEra o jeito de amoldarem \u00e0 nova vida. <\/p>\n<p>Foram se deixando ficar. <\/p>\n<p>O pai arranjou um emprego numa constru\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs irm\u00e3os cresciam, davam rumo<br \/>\n\u00e0s suas vidas. Nada era maravilhoso.<br \/>\n\u00d3bvio que n\u00e3o. Nada era f\u00e1cil. <\/p>\n<p>Mas, tem uma coisa,<br \/>\ncomida j\u00e1 n\u00e3o faltava&#8230;<\/p>\n<p>Parte 2<\/p>\n<p>VIII.<\/p>\n<p>O menino entendeu logo do que<br \/>\na cidade \u00e9 feita. Pelo menos, ouviu dizer.<br \/>\nE se apoderou do recado.<br \/>\nDe f\u00e9, trabalho e perseveran\u00e7a. <\/p>\n<p>Sempre foi de fazer suas ora\u00e7\u00f5es,<br \/>\nmesmo sem freq\u00fcentar a igreja.<br \/>\nAcreditava em Deus e se considerava<br \/>\num homem (um menino!) de f\u00e9. <\/p>\n<p>Quanto a tal perseveran\u00e7a,<br \/>\nn\u00e3o sabia exatamente o que significava,<br \/>\nmas com o tempo aprenderia.<br \/>\nN\u00e3o devia ser bicho de sete cabe\u00e7as, n\u00e3o.<\/p>\n<p>Restou-lhe, de imediato, o trabalho. <\/p>\n<p>IX.<\/p>\n<p>Pois, foi a luta&#8230; <\/p>\n<p>Come\u00e7ou por carregar as sacolas e<br \/>\nos carrinhos das madames que voltavam<br \/>\nda feira-livre. Lavou vidros na farm\u00e1cia<br \/>\ndo seo Nestor &#8212; o que lhe garantia at\u00e9<br \/>\nuns trocados para a matin\u00e9 do cine Riviera<br \/>\nnas tardes de domingo.<\/p>\n<p>Mais crescidinho foi parar<br \/>\nna cozinha de um restaurante l\u00e1<br \/>\nno centro da cidade. <\/p>\n<p>Ajudava no que podia.<br \/>\nCobria as folgas de quem lhe desse uns tost\u00f5es.<br \/>\nEra prestativo e atencioso com todos. <\/p>\n<p>X.<\/p>\n<p>Caiu nas gra\u00e7as do patr\u00e3o que<br \/>\nlogo o promoveu a assistente de cozinha.<br \/>\nUma quest\u00e3o de tempo e virou cozinheiro,<br \/>\ndepois gar\u00e7om (com direito a gorjeta) e maitre. <\/p>\n<p>Por essa \u00e9poca achou conveniente<br \/>\nfazer um curso madureza. O novo cargo<br \/>\nexigia uma certa cultura. <\/p>\n<p>Ademais, a essa altura da sua vida,<br \/>\nestava casado e, como convinha \u00e0s regras<br \/>\nda cidade, tinha um casal de filhos,<br \/>\num Fusca e um viol\u00e3o, em que por vezes<br \/>\nmatava a saudade da terrinha,<br \/>\nentoando um forr\u00f3zinho lascado.<\/p>\n<p>Mas, o tempo era pouco.<br \/>\nO trabalho, muito. Sete dias por semana,<br \/>\nsem folga. De domingo a domingo.<\/p>\n<p>Ele agradecia por isso.<\/p>\n<p>&#8212; Gra\u00e7as a Deus, \u00e0 Virgem Imaculada,<br \/>\naos anjos e a todos os santos. Am\u00e9m!<\/p>\n<p>XI.<\/p>\n<p>Quando o patr\u00e3o se cansou da lida,<br \/>\nprop\u00f4s um trato. Coisa de pai pra filho.<\/p>\n<p>&#8212; O &quot;Da Bahia&quot; (apelido com que um dos<br \/>\nfregueses lhe presenteou junto a gra\u00fadas<br \/>\ngorjetas) quer \u2018tocar\u2019 a Casa? <\/p>\n<p>Em troca, queria uma pens\u00e3o<br \/>\nmensal &#8212; e vital\u00edcia. Nenhum absurdo. <\/p>\n<p>Ele (o patr\u00e3o) n\u00e3o tinha filhos,<br \/>\nnem mulher (s\u00f3 uma velha conhecida<br \/>\nque visitava de vez em quando,<br \/>\nmais para conversar do que<br \/>\npropriamente para outras finalidades).<\/p>\n<p>&#8212; \u00c9 pegar ou largar?<br \/>\nMas fa\u00e7o gosto que aceite&#8230;<\/p>\n<p>XII.<\/p>\n<p>Pegou. Aceitou. Agradeceu.<br \/>\nA Deus, \u00e0 Virgem Imaculada, aos anjos<br \/>\ne a todos os santos. E ao patr\u00e3o,<br \/>\nagora s\u00f3cio, claro&#8230;<\/p>\n<p>Era mais do que justo.<br \/>\nO velho sempre gostou do empenho<br \/>\ncom que o &quot;Da Bahia&quot; demonstrou<br \/>\npara tocar o restaurante, como<br \/>\nse ele pr\u00f3prio fosse o dono&#8230; <\/p>\n<p>De resto, sabiamente, o velho<br \/>\nnunca confiou em parentes. <\/p>\n<p>&#8212; Parente \u00e9 serpente \u2013 dizia com<br \/>\nsorriso de quem j\u00e1 viveu o suficiente<br \/>\npara saber o que est\u00e1 dizendo&#8230;<\/p>\n<p>Parte 3 &#8211; Final<\/p>\n<p>XIII.<\/p>\n<p>Eu que tamb\u00e9m sou do Cambuci<br \/>\nreencontrei Eufr\u00e1zio h\u00e1 alguns anos. <\/p>\n<p>Andava pelos Jardins \u00e0 procura<br \/>\nde empres\u00e1rios que falassem de S\u00e3o Paulo<br \/>\ne do Carnaval paulistano &#8211; sempre t\u00e3o questionado.<br \/>\nQual era a de quem ficava<br \/>\npor aqui nesses dias? Shopping,<br \/>\ncinema, restaurante ou samb\u00f3dromo? <\/p>\n<p>XIV.<\/p>\n<p>Muito por acaso, e com alguma fome,<br \/>\nentrei numa dessas cantinas genuinamente<br \/>\nitalianas e bato de frente com<br \/>\naquele respeit\u00e1vel senhor. <\/p>\n<p>A fisionomia e o avantajado porte f\u00edsico<br \/>\ninsinuavam algo pr\u00f3ximo entre o Faust\u00e3o<br \/>\ne o Ad\u00edlson Maguila. Mas, o jaquet\u00e3o era<br \/>\nde fazer inveja ao Jos\u00e9 Sarney. <\/p>\n<p>Depois de alguns segundos de hesita\u00e7\u00e3o,<br \/>\nlogo nos reconhecemos. <\/p>\n<p>N\u00e3o fui propriamente um amigo<br \/>\nde Eufr\u00e1zio. \u00c9ramos moleques da mesma<br \/>\nturma. Mor\u00e1vamos na mesma rua,<br \/>\na Muniz de Souza. Chut\u00e1vamos a mesma bola<br \/>\ne pratic\u00e1vamos as mesmas traquinagens<br \/>\npelos quarteir\u00f5es compreendidos entre a<br \/>\nrua Mazzini e a Pia\u00ed (hoje respeit\u00e1vel<br \/>\nMiguel Telles J\u00fanior), a Lavap\u00e9s e<br \/>\na Almeida Torres e cercanias. <\/p>\n<p>XV.<\/p>\n<p>Fiz quest\u00e3o de ouvir Eufr\u00e1zio,<br \/>\nagora, &quot;Eufr\u00e1zio, da Trattoria&quot;&#8230;<\/p>\n<p>Trinta e tantos anos depois, esse<br \/>\ncircunspecto senhor se diz feliz.<br \/>\nRealizado n\u00e3o, pois no seu entender<br \/>\na gente sempre quer um bocadinho mais.<br \/>\n\u00c9 assim que os sonhos se tornam realidade. <\/p>\n<p>Os meninos est\u00e3o encaminhados na vida.<br \/>\nEstudam e v\u00e3o ser doutor. <\/p>\n<p>&#8212; Isso \u00e9 uma outra felicidade &#8211;<br \/>\ncompleta, sem esconder a corujisse<br \/>\nde pai quase av\u00f4. <\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nada na vida que se compare<br \/>\na sensa\u00e7\u00e3o de se plantar e colher.<br \/>\nO velho, um dia, lhe dissera isso.<br \/>\nO pai estava desconsolado.<br \/>\nA seca acabou com tudo fora plantado. <\/p>\n<p>XVI.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo n\u00e3o era assim.<br \/>\nMesmo com seu jeito \u00e1spero, a cidade<br \/>\nn\u00e3o fazia dessas ingratid\u00f5es. <\/p>\n<p>&#8212; Quem planta, h\u00e1 de colher. Tem uma<br \/>\nci\u00eancia a\u00ed, claro. Todo jogo tem l\u00e1 suas regras.<br \/>\nMas, f\u00e9 e determina\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais. <\/p>\n<p>Por isso, Eufr\u00e1zio nunca mais<br \/>\nvoltou a sua Brodoc\u00f3 e se diz<br \/>\num paulistano convicto. <\/p>\n<p>Paulistano como seus filhos.<br \/>\nPaulistano como o destino quis que fosse&#8230; <\/p>\n<p>XVII.<\/p>\n<p>Abri m\u00e3o de outros entrevistados. <\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Eufr\u00e1zio (que poderia ser Jo\u00e3o,<br \/>\nJos\u00e9, Pedro, Paulo, An\u00edsio, Whashington&#8230;)<br \/>\n\u00e9 um pouco da cr\u00f4nica di\u00e1ria de cada um de n\u00f3s,<br \/>\nnascidos ou n\u00e3o na Terra de Piratininga. <\/p>\n<p>Um pouco de Nova York. Outro muito de Biafra.<br \/>\nS\u00e3o Paulo \u00e9 o que \u00e9 &#8211; e ponto. <\/p>\n<p>Rima com o que se quer: sonho, poesia,<br \/>\namor e esperan\u00e7a. Mas, se faz de<br \/>\noportunidades, f\u00e9, determina\u00e7\u00e3o e&#8230;<br \/>\n\u00f3bvio, uma dose monumental de trabalho. <\/p>\n<p>Despe\u00e7o-me de Eufr\u00e1zio e entendo<br \/>\nque viver em S\u00e3o Paulo \u00e9 por si<br \/>\ns\u00f3 o ato de escrever uma cr\u00f4nica. <\/p>\n<p>E o Carnaval, Eufr\u00e1zio, como vai ser?<\/p>\n<p>&#8212; Trabalhando, oras, poderia ser diferente?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eufr\u00e1zio n\u00e3o nasceu aqui.<br \/>\nVeio menino de tudo para c\u00e1.<br \/>\nTinha l\u00e1 seus dez, doze anos.<br \/>\nChegou mais pai, m\u00e3e e<br \/>\numa penca de irm\u00e3os. <\/p>\n<p>N\u00e3o sabiam o que iriam enfrentar.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10520","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-parangoles"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10520","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10520"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10520\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13979,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10520\/revisions\/13979"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10520"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10520"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10520"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}