{"id":10541,"date":"2007-03-12T00:00:00","date_gmt":"2007-03-12T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:58:27","modified_gmt":"2017-09-15T19:58:27","slug":"isa-de-isabella","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/isa-de-isabella\/","title":{"rendered":"Isa, de Isabella&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Ela volta hoje a este espa\u00e7o<br \/>\nporque ontem sequer lhe apresentei<br \/>\ncomo determinam as regras da boa educa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSequer lhes disse o nome<br \/>\nda Garota de Cabelos Vermelhos.<br \/>\n\u00c9 Isa. Isa, de Isabella&#8230;<\/p>\n<p>De l\u00e1 pra c\u00e1, Isa me mandou dois emails.<br \/>\nUm alegre porque gostou de ler aqui<br \/>\nsua hist\u00f3ria. Outro tristinho pelo motivo<br \/>\nmais trivial &#8211; e dilacerante &#8211; do mundo.<br \/>\nOu seja, seu romance n\u00e3o anda<br \/>\nl\u00e1 essas coisas &#8211; o namorado parece<br \/>\ndistante; ela, sem nada entender&#8230;<\/p>\n<p>E quando ela est\u00e1 assim assim &#8211;<br \/>\nlembram o que eu disse? &#8211; o tom do cabelo<br \/>\nvai ficando clarinho, clarinho. Al\u00e9m<br \/>\ndo que, come\u00e7a a desbotar a colcha<br \/>\nde retalhos que a menina<br \/>\nchama de FELICIDADE&#8230;<\/p>\n<p>Ontem mesmo eu quis lhe responder.<br \/>\nMas, estava muito cansado.<br \/>\nMuito cansado mesmo. <\/p>\n<p>Mas, queria lhe responder&#8230; <\/p>\n<p>A\u00ed achei que estava exagerando<br \/>\nna import\u00e2ncia que eu mesmo me dei<br \/>\npor imaginar que era o autor absoluto<br \/>\nda hist\u00f3ria. E o meu enfileirar<br \/>\nde letrinhas fosse capaz de dar<br \/>\njeito em tudo e em todos&#8230; <\/p>\n<p>\u00c9 bem verdade que jornalista<br \/>\nacha que isso \u00e9 poss\u00edvel. Mas, aqui,<br \/>\nn\u00e3o sou exatamente um jornalista.<br \/>\nMe considero um cronista que escreve<br \/>\num blog, um modest\u00edssimo blog<br \/>\nque sequer tem assunto e p\u00fablico certos.<br \/>\nN\u00e3o esque\u00e7o, \u00f3bvio, dos meus cinco leitores&#8230;<\/p>\n<p>Pensei:<\/p>\n<p>&quot;\u00d4 meu, vai dormir, vai.<br \/>\nQue a mais bonita das garotas<br \/>\nde cabelos vermelhos deve estar<br \/>\ncuidando da vida. Quem sabe<br \/>\no namorado n\u00e3o ligou &#8211; e j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1<br \/>\nqualquer problema.&quot;<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, me ouvi. Coisa que n\u00e3o fa\u00e7o<br \/>\ncostumeiramente. E l\u00e1 fui eu&#8230; <\/p>\n<p>Provavelmente j\u00e1 estava dormindo<br \/>\nde olhos abertos porque segunda \u00e9<br \/>\nsempre um dia daqueles. <\/p>\n<p>Ah, que dia que \u00e9 segunda! <\/p>\n<p>Mas, vejam, l\u00e1 no meio da noite,<br \/>\nmadrugad\u00e3o mesmo, acordei com<br \/>\nvontade de escrever. Assim,<br \/>\ncom a primeira frase pronta&#8230; <\/p>\n<p>&quot;Isa, sabe o que significa a palavra<br \/>\nNAMORAR? Quer dizer, NO AMOR MORAR&#8230;<br \/>\nOlha que simplezinho que \u00e9.&quot; <\/p>\n<p>Seria o caso de sair pela rua &#8211; voc\u00ea pode<br \/>\nque \u00e9 jovem, bonita e de cabelo<br \/>\nvermelho; pois ent\u00e3o seria<br \/>\no caso de sair pela rua a gritar&#8230; <\/p>\n<p>&#8212; Quem quer no amor comigo morar,<br \/>\nquem quer? Quem quer? <\/p>\n<p>N\u00e3o faltariam candidatos.<br \/>\nMas, voc\u00ea veria que as pessoas<br \/>\nnada entenderiam. Achariam milh\u00f5es<br \/>\nde outras coisas. Equivocadamente&#8230; <\/p>\n<p>&#8212; Enlouqueceu&#8230; <\/p>\n<p>&#8212; Vig\u00ea, t\u00e1 no desespero&#8230; <\/p>\n<p>&#8212; Cabelo vermelho? Maluquinha de tudo&#8230; <\/p>\n<p>Enfim&#8230; <\/p>\n<p>Sabe, Isa, as pessoas perderam o sentido<br \/>\ndas coisas. O namorar \u00e9 encantar-se mutuamente.<br \/>\nMas, \u00e0s vezes, a gente mesmo n\u00e3o<br \/>\nse d\u00e1 conta disso. Quer aprisionar<br \/>\ne\/ou ser aprisionado. Quer escravizar<br \/>\ne\/ou simplesmente servir a algu\u00e9m.<br \/>\nQuer o status que aquela pessoa<br \/>\npode nos oferecer ou pertencer a um mundo<br \/>\nque n\u00e3o \u00e9 o nosso. Quer ganhar sempre<br \/>\ne nunca perder. <\/p>\n<p>Mas, no perigoso jogo do amor,<br \/>\n\u00e9 da regra ganhar e perder.<br \/>\nE, n\u00e3o raras vezes, perder e perder&#8230; <\/p>\n<p>Isto acontece quando deixamos de ser<br \/>\nn\u00f3s mesmos para ser o que a pessoa quer.<br \/>\nEm outras palavras, transformamos<br \/>\nquem nos encantou em uma pessoa que<br \/>\nhoje nos chateia, desilude, oprime&#8230; <\/p>\n<p>Vale o vice-versa&#8230; <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma eq\u00fca\u00e7\u00e3o simples, Isa.<br \/>\nMas, a gente complica muito&#8230; <\/p>\n<p>Acho que n\u00e3o lhe ajudei nada, n\u00e3o \u00e9?<br \/>\nMas, era mesmo para ressaltar<br \/>\nque o mundo anda confuso e triste<br \/>\ne a maior parte das pessoas reclama<br \/>\ndo amor que tem e\/ou do amor<br \/>\nque perdeu e\/ou n\u00e3o encontrou&#8230;<\/p>\n<p>A parte que sobra mente<br \/>\nou finge &#8216;estar&#8217; bem&#8230;<\/p>\n<p>Olhe, este inofensivo escriba, um dia,<br \/>\nimaginou ter vivido todas as situa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nPor\u00e9m h\u00e1 manh\u00e3s em que acordo<br \/>\ndo avesso e nada entendo<br \/>\ndo nada que sou e serei&#8230;<\/p>\n<p>Aprendi, por\u00e9m, que o importante \u00e9<br \/>\nn\u00e3o nos deixar abater porque n\u00e3o h\u00e1 nada<br \/>\nmais bonito que um promissor sonho de amor. <\/p>\n<p>E essa busca precisa se renovar sempre.<br \/>\nMesmo na manh\u00e3 de uma segunda-feira.<\/p>\n<p>Ah! que dia que \u00e9 segunda&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ela volta hoje a este espa\u00e7o<br \/>\nporque ontem sequer lhe apresentei<br \/>\ncomo determinam as regras da boa educa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSequer lhes disse o nome<br \/>\nda Garota de Cabelos Vermelhos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-10541","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10541","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10541"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10541\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17348,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10541\/revisions\/17348"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10541"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10541"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10541"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}