{"id":10665,"date":"2007-07-01T00:00:00","date_gmt":"2007-07-01T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:57:24","modified_gmt":"2017-09-15T19:57:24","slug":"meus-textos-preferidos-3","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/meus-textos-preferidos-3\/","title":{"rendered":"Meus textos preferidos 3"},"content":{"rendered":"<p>Valdir,<br \/>\nDjalma Santos,<br \/>\nValdemar,<br \/>\nAldemar e<br \/>\nGeraldo Scoto,<br \/>\nZequinha e<br \/>\nChinezinho,<br \/>\nJulinho,<br \/>\nAm\u00e9rico,<br \/>\nNardo e<br \/>\nRomeiro. <\/p>\n<p>Esta foi a primeira escala\u00e7\u00e3o do Palmeiras que aprendi na vida &#8211; e, de resto, nunca mais esqueci. Foi o time supercampe\u00e3o paulista em 1959, ap\u00f3s derrotar em um &quot;melhor de tr\u00eas&quot; o Santos de Pel\u00e9, Pepe, Zito, Pag\u00e3o e Cia. <\/p>\n<p>A bem da verdade, sou palestrino desde que nasci; vem de ber\u00e7o, \u00e9 de fam\u00edlia. Proced\u00eancia, origem, hist\u00f3ria; essas coisas que os italianos trouxeram para aqui chegar e dar uma cara de Na\u00e7\u00e3o a este Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para quem me quiser entender melhor, a autobiografia l\u00e1 em cima, na barra \u00e0 direita, ou a cr\u00f4nica Meu Periquitinho Verde (blog 30\/03\/07) podem explicar melhor. Em resumo, o futebol \u00e9 uma das grandes paix\u00f5es da minha vida, mesmo que, por aqui, o n\u00edvel tenha despencado consideravelmente.<\/p>\n<p>H\u00e1 tempos venho imaginando escrever algumas linhas sobre o que vejo e ou\u00e7o sobre o tal esporte bret\u00e3o. Me contive. Sei bem que se come\u00e7o n\u00e3o paro mais e os am\u00e1veis cinco ou seis leitores que me acompanham \u2013 mulheres, na maioria \u2013 v\u00e3o odiar essas cr\u00f4nicas de um assunto s\u00f3.<\/p>\n<p>No entanto, permito-me a ousadia neste domingo. \u00c9 que fiquei tocado pelo texto de Ugo Giorgetti, cineasta dos filmes \u2018Boleiros\u2019. Quero logo inclu\u00ed-lo na lista dos Meus Textos Preferidos, replic\u00e1-lo aqui e dividir com voc\u00eas a emo\u00e7\u00e3o de torcer pelo Palestra.<\/p>\n<p>Detalhe importante: ele escreveu antes da \u00e9pica vit\u00f3ria de ontem por 1 a 0 sobre aqueles da Marginal Tiet\u00ea&#8230;<\/p>\n<p>Boa leitura!  <\/p>\n<p>T\u00edtulo: Decad\u00eancia? S\u00f3 para os rivais <\/p>\n<p>Por Ugo Giorgetti<\/p>\n<p>A dificuldades pelas quais passa o Palmeiras fazem muita gente afirmar apressadamente de que se trata de um clube decadente. Se isso \u00e9 verdade, o Palmeiras \u00e9 um clube decadente h\u00e1 mais de 50 anos. O curioso \u00e9 que esse clube decadente ressurge sempre de sua pr\u00f3pria queda para atravessar o caminho dos outros e ganhar t\u00edtulos, campeonatos, torneios , o diabo. <\/p>\n<p>\u00c9 claro que a fase atual \u00e9 mais dif\u00edcil porque, na verdade, o clube \u00e9 parte de um futebol que como um todo atravessa um per\u00edodo terr\u00edvel. \u00c9 dif\u00edcil, portanto, distinguir a alegada decad\u00eancia do Palmeiras de uma decad\u00eancia mais geral que assola os clubes brasileiros e que se manifesta pela total impossibilidade de manter qualquer jogador dentro do Pa\u00eds por mais de um ano. Donde se conclui que os clubes, por sua vez, pertencem a um pa\u00eds que, apesar da ret\u00f3rica oficial, despencou tremendamente no confronto com pa\u00edses adiantados. Desse modo h\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o geral muito complicada da qual o futebol \u00e9 parte. <\/p>\n<p>Mas, deixemos isso um pouco de lado, fingindo que essas dificuldades n\u00e3o existem, e voltemos ao c\u00e3o do Palmeiras. <\/p>\n<p>Um dos motivos da alegada decad\u00eancia \u00e9 o fato de que jogadores como Carlinhos Bala, Kleber, Alex Mineiro, D\u00eanis Marques, etc prefiram outros clubes ao Palmeiras. Eu pergunto: E da\u00ed: Quem \u00e9 essa gente? Com o devido perd\u00e3o a esses boleiros,  eles n\u00e3o representam grande coisa no futebol, de outro modo n\u00e3o estariam por aqui. Receberam alguma aten\u00e7\u00e3o pela pobreza geral, pela indig\u00eancia do futebol brasileiro atual. Qual a diferen\u00e7a entre eles e Rodrig\u00e3o, que aceitou a proposta do clube? Nenhuma. Infelizmente o futebol est\u00e1 reduzido a esses nomes, a essa ninguenzada, como diria Darcy Ribeiro. Tanto faz t\u00ea-los ou n\u00e3o t\u00ea-los. Como tanto faz que um jogador como Florentin tenha ido embora, ou mesmo Paulo Baier. A \u00fanica preocupa\u00e7\u00e3o quando saem \u00e9 que n\u00e3o sejam substitu\u00eddos por algu\u00e9m pior. <\/p>\n<p>Ficam como outros \u201csintomas\u201d da decad\u00eancia a falta de t\u00edtulos nos anos recentes. Os apressados tomam por decad\u00eancia, por\u00e9m, algo que faz parte da ess\u00eancia do Palmeiras. De quando em quando na sua hist\u00f3ria h\u00e1 escassez de t\u00edtulos. De 1950 a 1959 o time amargou fila. Depois houve o per\u00edodo de 16 anos tamb\u00e9m sem t\u00edtulo. Isso, portanto, n\u00e3o \u00e9 novidade na hist\u00f3ria do clube. Regularidade e racionalidade nunca foram o forte do Palmeiras, um clube que insiste em transitar perigosamente entre a gl\u00f3ria e o abismo. Quem torce para o Palmeiras aprende desde cedo que tudo pode acontecer. Ao Parque Ant\u00e1rtica se vai preparado para o melhor e para o pior. <\/p>\n<p>Sempre foi assim e sempre ser\u00e1. N\u00e3o h\u00e1 sentimentos mornos, medianos, reservados aos torcedores desse time. Ou se comemora uma vit\u00f3ria \u00e9pica ou se lamenta uma derrota catastr\u00f3fica. \u00c9 isso. Quem n\u00e3o quiser que tor\u00e7a para outros clubes sensatos, organizados e previs\u00edveis, preocupados em n\u00e3o perder. O Palmeiras sabe que a derrota \u00e9 parte da grandeza. <\/p>\n<p>Por isso n\u00e3o vejo decad\u00eancia alguma. O Palmeiras de hoje \u00e9 igual ao que sempre foi. Atravessando mais um per\u00edodo particularmente negro, lambendo em sil\u00eancio suas feridas, mas certo de que subitamente, inesperadamente, de algum modo vai ressurgir como tantas vezes antes, para continuar a ser o espinho atravessado n garganta de todos os times do Brasil. <\/p>\n<p>O s\u00e9culo \u00e9 longo e ainda mal come\u00e7ou.<\/p>\n<p>* Transcrito de O Estado de S.Paulo, de 01\/07\/2007<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valdir,<br \/>\nDjalma Santos,<br \/>\nValdemar,<br \/>\nAldemar e<br \/>\nGeraldo Scoto,<br \/>\nZequinha e<br \/>\nChinezinho,<br \/>\nJulinho,<br \/>\nAm\u00e9rico,<br \/>\nNardo e<br \/>\nRomeiro. <\/p>\n<p>Esta foi a primeira escala\u00e7\u00e3o do Palmeiras que aprendi na vida &#8211;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-10665","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10665","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10665"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10665\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17232,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10665\/revisions\/17232"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}