{"id":10717,"date":"2007-08-21T00:00:00","date_gmt":"2007-08-21T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:56:36","modified_gmt":"2017-09-15T19:56:36","slug":"300","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/300\/","title":{"rendered":"300"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o esperem a presen\u00e7a do ator Rodrigo Santoro. <\/p>\n<p>Eu imagino que um desavisado leitor \u2013 ou mais apropriadamente uma entusiasmada leitora \u2013 poderia imaginar que o t\u00edtulo acima tem a ver com o filme hom\u00f4nimo que n\u00e3o assisti e fez um baita sucesso nas telonas no in\u00edcio deste ano. <\/p>\n<p>Ah! Por conseq\u00fc\u00eancia, que fique claro, tamb\u00e9m n\u00e3o haver\u00e1 qualquer efeito especial. Tentarei evitar o tom \u00e9pico (embora v\u00e1 falar de uma conquista) e tamb\u00e9m as implica\u00e7\u00f5es fant\u00e1sticas do filme supra citado em que o ator brasileiro fez uma destacada participa\u00e7\u00e3o, foi o que me disseram.<\/p>\n<p>A bem da verdade, achei o t\u00edtulo sugestivo \u2013 e ponto.<\/p>\n<p>II. <\/p>\n<p>Trago agora \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o de voc\u00eas se o que tenho a dizer \u00e9 t\u00e3o extraordin\u00e1rio assim.<\/p>\n<p>O que tenho a lhes dizer? <\/p>\n<p>Ora \u00e9 exatamente o que diz o t\u00edtulo. <\/p>\n<p>Simples e direto.<\/p>\n<p>Este emaranhado de letrinhas \u00e9 o 300\u00ba post que escrevo neste quase ano de blog.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se, para voc\u00eas, \u00e9 motivo de comemora\u00e7\u00e3o ou desalento, tipo:<\/p>\n<p>&#8212; Esse cara n\u00e3o desiste mesmo&#8230;<\/p>\n<p>Para mim, \u00e9 festa.<\/p>\n<p>\u00c9, compadre, vai ser dif\u00edcil mesmo desistir.<\/p>\n<p>Peguei gosto pela coisa de batucar o teclado diariamente e ficar assim, como o n\u00e1ufrago que sempre fui, a lan\u00e7ar, nesta estranha webgarrafa, minhas mensagens mar afora. \u00c9 como se estivesse em uma ilha deserta de amores, mas n\u00e3o de cores e de sonhos.<\/p>\n<p>Navegar \u00e9 preciso, viver&#8230; <\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Abro m\u00e3o de fazer um balan\u00e7o ou mesmo de repassar alguns momentos da jornada.<\/p>\n<p>Talvez at\u00e9 coubesse \u2013 ou pegasse bem.<\/p>\n<p>Sinceramente, meu tempo \u00e9 hoje e gosto da id\u00e9ia prover o amanh\u00e3 a partir deste espa\u00e7o, onde fiz tantos e t\u00e3o bons amigos.<\/p>\n<p>Nada, nada recebemos mais de 20 mil visitas at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>J\u00e1 sei. <\/p>\n<p>Algu\u00e9m h\u00e1 de lembrar que, para grandes provedores, essa audi\u00eancia \u00e9 caf\u00e9 pequeno. <\/p>\n<p>Mas, convenhamos, caro leitor.<\/p>\n<p>Aqui em nosso modesto cantinho: temos um saldo positivo.<\/p>\n<p>No m\u00ednimo, ficamos mais pr\u00f3ximos ou dividimos a solid\u00e3o a dois, a tr\u00eas&#8230; <\/p>\n<p>A todos que aqui se achegaram.<\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>&quot;T\u00e1 zoando, Rodolf\u00e3o?&quot;, como diz meu sobrinho Renatinho, de 7 anos<\/p>\n<p>N\u00e3o estou. Tamb\u00e9m n\u00e3o quero ser injusto. <\/p>\n<p>Por isso, agrade\u00e7o aos personagens com os quais aprendi a conviver &#8211; eu diria &#8211; deliciosamente: o Nasci e a turma do boteco onde o Sacoman torce o rabo, o Homem de Lata, a Menina de Cabelos Vermelhos, o fantasma das 3h10 que toda madrugada me acorda, o Agep\u00ea, a Barbarella, o Highllander e o famoso casal Dagmar e Dinoel, que num dado momento se apoderou do blog, lembram? <\/p>\n<p>Foram tantos e t\u00e3o divertidos.<\/p>\n<p>VII.<\/p>\n<p>Houve momentos de grande identifica\u00e7\u00e3o entre personagens, autor e leitores. <\/p>\n<p>\u201cEssa hist\u00f3ria \u00e9 minha\u201d \u2013 postou a internauta e eu n\u00e3o discuti.<\/p>\n<p>Devia ser mesmo. <\/p>\n<p>Ali\u00e1s, \u00e9 o maior reconhecimento para um autor quando os personagens eclodem dentro de cada um dos leitores \u2013 para o bem ou para o mal.<\/p>\n<p>&#8212; Esse Dinoel \u00e9 um boboca &#8211; me disse uma vez certa mo\u00e7a, cansada de ler as lam\u00farias do banc\u00e1rio que virou cantor por amor a Dagmar, que caiu no mundo.<\/p>\n<p>&#8212; Essa Dagmar \u00e9 despirocada mesmo &#8211; me esmeiou outra mo\u00e7a.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, a gente n\u00e3o busca isso. Mas, quando encontra, \u00e9 legal pra caramba.<\/p>\n<p>VIII.<\/p>\n<p>Lembro de uma cena que vi em Brugges, na B\u00e9lgica. Entrei em uma taverna e vi a &#8216;caixa&#8217; lendo um livro do Paulo Coelho, entretid\u00edssima. &#8216;Onze Minutos&#8217;, se n\u00e3o me engano. Quase n\u00e3o nos atendeu de t\u00e3o interessada na hist\u00f3ria do autor brasileiro.<br \/>\nFicou feliz quando soube da minha nacionalidade. Queria detalhes da hist\u00f3ria e do autor. Fiquei a observ\u00e1-la e a refletir sobre o poder m\u00e1gico do texto e de algu\u00e9m t\u00e3o distante escrever e envolver outro algu\u00e9m, do outro lado do mundo, a dividir sentimentos e emo\u00e7\u00f5es. S\u00f3 com o enfileirar de letrinhas&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. <\/p>\n<p>Olha que o blog tamb\u00e9m fez sua cota internacional de leitores. De oito a dez por cento, todo m\u00eas. Vez ou outra, como s\u00e1bado agora, recebemos retornos pra al\u00e9m mar<\/p>\n<p>A amiga Leila mandou um post da Fran\u00e7a&#8230;<\/p>\n<p>Quem diria&#8230;<\/p>\n<p>IX.<\/p>\n<p>Enfim&#8230;<\/p>\n<p>De alguma forma revivo em meus cinco ou seis leitores e a voc\u00eas sou e serei eternamente grato. Quem postou, quem n\u00e3o postou, quem mandou recado por email, quem telefonou, quem s\u00f3 bisbilhotou, quem veio e ficou, quem nunca voltou&#8230;<\/p>\n<p>A todos, um grande abra\u00e7o.<\/p>\n<p>X. <\/p>\n<p>Voc\u00eas deram vida e alma a cada uma das hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Hoje, o blog \u00e9 a hist\u00f3ria de todos n\u00f3s. <\/p>\n<p>Uma vez aqui escritas \u00e9 em voc\u00eas que sobrevivem e se renovam&#8230;<\/p>\n<p>Sa\u00fade e paz. <\/p>\n<p>O resto a gente corre atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Mas, por favor, n\u00e3o saiam daqui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o esperem a presen\u00e7a do ator Rodrigo Santoro. <\/p>\n<p>Eu imagino que um desavisado leitor \u2013 ou mais apropriadamente uma entusiasmada leitora \u2013 poderia imaginar que o t\u00edtulo acima tem a ver com o filme hom\u00f4nimo que n\u00e3o assisti e fez um baita sucesso nas telonas no in\u00edcio deste ano.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-10717","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10717","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10717"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10717\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17183,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10717\/revisions\/17183"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10717"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10717"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10717"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}