{"id":10726,"date":"2007-08-27T00:00:00","date_gmt":"2007-08-27T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:56:35","modified_gmt":"2017-09-15T19:56:35","slug":"recordacoes-de-um-reporter-4","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/recordacoes-de-um-reporter-4\/","title":{"rendered":"Recorda\u00e7\u00f5es de um rep\u00f3rter 4"},"content":{"rendered":"<p>&quot;Meu pai era jornalista, e eu comecei logo a ouvir a conversa em torno de jornalismo. Naturalmente porque os jornalistas costumam muito conversar sobre a atividade, talvez mais do que outros profissionais. Eu comecei desde menino a ouvir falar de jornalismo, fato este ali\u00e1s que me levou inicialmente a pensar que eu jamais seria jornalista, eu n\u00e3o queria ser jornalista. De mais a mais, impressionado pelas brigas que caracterizavam a vida familiar, nas quais a minha m\u00e3e recriminava o meu pai pelos hor\u00e1rios malucos que tinha, voltas para casa de madrugada, etc, etc, etc. E eu no fundo no fundo teria desejado uma vida mais mansa do que meu pai, de tal sorte que o meu come\u00e7o \u00e9 realmente de pensamentos voltados para outra atividade que n\u00e3o o jornalismo. Depois, por volta de 1950, quando eu tinha 15 anos, aconteceu no Brasil o campeonato mundial de futebol, e eu tive a chance de entrar numa equipe que ia cobrir este campeonato. Entrei nela fascinado pela perspectiva de ganhar algum dinheiro. Ai, logo surgiram possibilidades de colabora\u00e7\u00e3o em alguns jornais e revistas, sempre em fun\u00e7\u00e3o da perspectiva de ganhar algum dinheiro, sendo que eu, afoito e infeliz, evidentemente pretendia casar-me cedo (id\u00e9ias malucas t\u00edpicas da juventude de vinte ou trinta anos atr\u00e1s) a\u00ed eu comecei a topar essas colabora\u00e7\u00f5es e coisa e tal. Aos poucos, eu fui deslizando para a profiss\u00e3o. L\u00e1 pelos 18, 19 anos j\u00e1 estava trabalhando com jornalismo.&quot;<\/p>\n<p>Iniciamos hoje &#8212; e conclu\u00edmos amanh\u00e3 &#8212; a publica\u00e7\u00e3o de longa entrevista com o jornalista Mino Carta, feita nos anos de chumbo da ditadura militar  no Brasil, precisamente em janeiro 1978, o ano em que tudo come\u00e7ou a virar. <\/p>\n<p>O encontro aconteceu na ent\u00e3o Reda\u00e7\u00e3o da Revista Isto \u00c9, na avenida Paulista. Dele participaram o amigo e jornalista Cl\u00f3vis Naconecy de Souza e o rep\u00f3rter-fotogr\u00e1fico Cl\u00e1udio Michelli. <\/p>\n<p>Foi uma li\u00e7\u00e3o de jornalismo que repasso a voc\u00eas. <\/p>\n<p>Rec\u00e9m-sa\u00eddos do curso de jornalismo da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o e Artes da Universidade de S\u00e3o Paulo, toc\u00e1vamos \u00e0 \u00e9poca nosso pr\u00f3prio jornal: o glorioso Jornal da Mooca, um combativo tabl\u00f3ide quinzenal, com 10 mil exemplares. Que, se n\u00e3o nos deu um trocado sequer, ao menos embalou nossos anseios profissionais e sonhos, digamos, juvenis por dois anos.<\/p>\n<p>Valeu a experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Valeu o encontro que voc\u00ea l\u00ea no \u00edcone REPORTAGENS, com o t\u00edtulo original:<\/p>\n<p>&quot;Voc\u00ea j\u00e1 leu este homem&quot;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&quot;Meu pai era jornalista, e eu comecei logo a ouvir a conversa em torno de jornalismo. 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