{"id":10728,"date":"2007-08-28T00:00:00","date_gmt":"2007-08-28T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:56:35","modified_gmt":"2017-09-15T19:56:35","slug":"recordacoes-de-um-reporter-4-final","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/recordacoes-de-um-reporter-4-final\/","title":{"rendered":"Recorda\u00e7\u00f5es de um rep\u00f3rter 4 (final)"},"content":{"rendered":"<p>&quot;Fui chamado pelos donos da casa para demitir Pl\u00ednio Marcos, e acabei saindo com ele, evidentemente. \u00c9 claro que a empresa para qual eu tinha trabalhado antes \u2013 na \u201c4 Rodas\u201d por quatro anos e depois na \u201cVeja\u201d por oito anos \u2013 sabia perfeitamente qual seria minha rea\u00e7\u00e3o. Conhecia-me suficientemente para saber qual seria minha rea\u00e7\u00e3o. Na verdade, se tratou de uma manobra que a empresa urdiu para me for\u00e7ar a sair, acreditando com isso salvar as apar\u00eancias. Quer dizer, eu sa\u00eda porque queria sair. Na verdade, estavam cedendo \u00e0s press\u00f5es que vinham de cima, porque a revista estava censurada e a minha presen\u00e7a l\u00e1 era digamos assim, uma garantia de que a censura continuaria. Quando sa\u00ed, a censura saiu. Ent\u00e3o, eles prefiriram a revista sem censura. A reda\u00e7\u00e3o portou-se mal, evidentemente.&quot;<\/p>\n<p>\u00c9ramos mesmo carudos, eu e o amigo Naconecy. L\u00e1 est\u00e1vamos a questionar a sa\u00edda do jornalista Mino Carta da dire\u00e7\u00e3o da revista Veja e do grupo Abril, no limiar do ano santo de 1978. <\/p>\n<p>Com a descri\u00e7\u00e3o dessa corajosa atitude come\u00e7a a segunda parte da entrevista, postada hoje no \u00edcone REPORTAGENS, sob o t\u00edtulo &quot;Voc\u00ea j\u00e1 leu este homem&quot; (Parte 2)<\/p>\n<p>Acho importante &#8216;recuperar&#8217; a entrevista de Mino. <\/p>\n<p>Traz um teor hist\u00f3rico que, ali\u00e1s, gosto de salientar aos estudantes na aula de Hist\u00f3ria do Jornalismo. Diria sem medo de exagerar que a trajet\u00f3ria do jornalismo brasileiro, nos \u00faltimos 60 anos, tem as digitais da fam\u00edlia Carta.  <\/p>\n<p>Outro ponto importante: a solidariedade e a firmeza de prop\u00f3sito do jornalista mesmo em tempos obscuros. Pl\u00ednio Marcos era um cronista contundente, que n\u00e3o tinha mais espa\u00e7o nos jornal\u00f5es. Suas pe\u00e7as eram censuradas justamente em fun\u00e7\u00e3o do tom \u00e1cido de suas cr\u00edticas \u00e0 realidade brasileira que os militares preferiam esconder em nome do tal &#8216;milagre econ\u00f4mico&#8217;. <\/p>\n<p>Mino o acolheu na revista Veja &#8212; da\u00ed que demit\u00ed-lo era provocar a rea\u00e7\u00e3o inevit\u00e1vel do &quot;italiano&quot;, como os Civitas, chamavam Mino nas conversas com o ent\u00e3o ministro da Justi\u00e7a, Armando Falc\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi mesmo um momento relevante. Mais sobre este epis\u00f3dio ainda hoje pol\u00eamico, voc\u00ea pode ler no blog do jornalista (indicado entre os meus preferidos no \u00edcone Uns e Outros) e no livro Castelo de \u00c2mbar, lan\u00e7ado em 2002, de autoria do pr\u00f3prio Mino.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&quot;Fui chamado pelos donos da casa para demitir Pl\u00ednio Marcos, e acabei saindo com ele, evidentemente. \u00c9 claro que a empresa para qual eu tinha trabalhado antes \u2013 na \u201c4 Rodas\u201d por quatro anos e depois na \u201cVeja\u201d por oito anos \u2013 sabia perfeitamente qual seria minha rea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-10728","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10728"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10728\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17176,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10728\/revisions\/17176"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}