{"id":10811,"date":"2007-11-19T00:00:00","date_gmt":"2007-11-19T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:55:46","modified_gmt":"2017-09-15T19:55:46","slug":"saudades-de-mim","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/saudades-de-mim\/","title":{"rendered":"Saudades de mim"},"content":{"rendered":"<p>Tem dia que a gente se sente&#8230;<\/p>\n<p>Este \u00e9 um deles.<br \/>\nN\u00e3o me perguntem o porqu\u00ea.<br \/>\nN\u00e3o sei sequer como descrev\u00ea-lo.<br \/>\nCreio que voc\u00eas me entendem. <\/p>\n<p>Todos n\u00f3s \u2013 com maior ou menor<br \/>\nfreq\u00fc\u00eancia \u2013 j\u00e1 nos sentimos assim<br \/>\nalgumas ou muitas vezes na vida.<br \/>\nA gosto do fregu\u00eas.<\/p>\n<p>\u00c9 um certo desconforto.<br \/>\nUm ausentar-se de tudo e de todos.<br \/>\nUm esconder-se.<\/p>\n<p>Poderia alegar que \u00e9 segunda e chuvosa<br \/>\ne na seq\u00fc\u00eancia de um fim de semana<br \/>\nprolongado com feriado na ter\u00e7a.<\/p>\n<p>Poderia alegar a saudades<br \/>\nde algu\u00e9m sei-l\u00e1-quem. <\/p>\n<p>Ou a falta de planos para a viagem<br \/>\ndas f\u00e9rias \u2013 doces f\u00e9rias \u2013<br \/>\nque se aproximam.<\/p>\n<p>Poderia alegar tanta coisa<br \/>\ne nenhuma. Mas fico mesmo<br \/>\nem coisa nenhuma que<br \/>\njustifique esse desassossego.<\/p>\n<p>Sei l\u00e1&#8230;<\/p>\n<p>Imagino que, se fosse uma<br \/>\nquarta ou quinta de sol,<br \/>\ntamb\u00e9m estaria assim.<\/p>\n<p>Triste, triste. <\/p>\n<p>Talvez n\u00e3o seja esta a defini\u00e7\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 motivos relevantes para tal. <\/p>\n<p>Que a grana anda curta,<br \/>\ntodos sabemos e assim \u00e9<br \/>\ne sempre foi e ponto.<\/p>\n<p>Que ainda h\u00e1 uma p\u00e1 de coisa<br \/>\npra fazer at\u00e9 ouvirmos \u201chohoho\u201d<br \/>\ndo papai-noel, nenhuma novidade. <\/p>\n<p>Que 2008 est\u00e1 nas bocas e<br \/>\npromete ser um ano daqueles<br \/>\nbrabos, ningu\u00e9m duvida.<\/p>\n<p>Mas, convenhamos queridos leitores.<\/p>\n<p>O 13\u00ba promete dar uma aliviada \u2013<br \/>\nmesmo que em janeiro<br \/>\na corda aperte nosso pesco\u00e7o. <\/p>\n<p>J\u00e1 embicamos para chegar em<br \/>\ndezembro, reclamar agora do qu\u00ea? <\/p>\n<p>Andamos boa parte do caminho.<br \/>\nAgora \u00e9 dar o sprint final.<\/p>\n<p>Sobre o ano que se aproxima,<br \/>\ndeixemos nas m\u00e3os do Bom Deus. <\/p>\n<p>Afinal, dizem pela a\u00ed,<br \/>\no futuro a Ele pertence&#8230;<\/p>\n<p>Hoje \u00e9 o que vale. E hoje<br \/>\nestamos s\u00e3o e salvos e fortes&#8230;<\/p>\n<p>Mas, caramba, que enfado<br \/>\n\u00e9 este, ent\u00e3o?<\/p>\n<p>A can\u00e7\u00e3o no r\u00e1dio tenta explicar:<\/p>\n<p>\u201cTem dias que a gente se sente<br \/>\nComo quem partiu ou morreu<br \/>\nA gente estancou de repente<br \/>\nOu foi o mundo ent\u00e3o que cresceu\u201d<\/p>\n<p>Velho e bom Chico.<br \/>\nDeveria ter pouco mais de 20 anos<br \/>\nquando fez a letra de Roda Viva,<br \/>\nentre 66 e 67. Irretoc\u00e1vel,<br \/>\nprecisa, de uma crueza absoluta<br \/>\na partir do primeiro verso.<\/p>\n<p>E eu aqui pra l\u00e1 dos 50, nada<br \/>\na dizer, nada a explicar <\/p>\n<p>Por isso, busco as palavras que<br \/>\nalinhei em outubro de 1999, mas<br \/>\nbem poderia t\u00ea-las escrito hoje:<\/p>\n<p>&quot;Ando saudoso do tempo em que<br \/>\na esperan\u00e7a era um dom natural,<br \/>\no futuro era ali adiante e todos,<br \/>\nao menos me parecia,<br \/>\nacreditavam que, claro,<br \/>\nera poss\u00edvel mudar. <\/p>\n<p>Ando saudoso de n\u00f3s,<br \/>\n\u00e9 verdade. Ando saudoso<br \/>\ndos tempos em que era poss\u00edvel<br \/>\nacreditava que o sonho era<br \/>\npra hoje. E, olha, mesmo lutando<br \/>\npara n\u00e3o perder a esperan\u00e7a,<br \/>\nando mesmo \u00e9 saudoso de mim\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tem dia que a gente se sente&#8230;<\/p>\n<p>Este \u00e9 um deles.<br \/>\nN\u00e3o me perguntem o porqu\u00ea.<br \/>\nN\u00e3o sei sequer como descrev\u00ea-lo.<br \/>\nCreio que voc\u00eas me entendem.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-10811","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10811","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10811"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10811\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17099,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10811\/revisions\/17099"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10811"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10811"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10811"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}