{"id":10829,"date":"2007-12-03T00:00:00","date_gmt":"2007-12-03T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:55:44","modified_gmt":"2017-09-15T19:55:44","slug":"jornalismo-e-marketing","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/jornalismo-e-marketing\/","title":{"rendered":"Jornalismo e marketing"},"content":{"rendered":"<p>* Parte II &#8211; Palestra do jornalista Laurentino Gomes aos estudantes de jornalismo, rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e publicidade da Universidade Metodista sobre Os Desafios do Comunicador para o Terceiro Mil\u00eanio.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>&#8212; E por que jornalista tem de se preocupar com marketing? Porque o mundo mudou e est\u00e1 mudando numa velocidade estonteante. Jornalista que n\u00e3o entender e acompanhar essas mudan\u00e7as n\u00e3o ser\u00e1 um bom jornalista. Ao assumir novas fun\u00e7\u00f5es na Editora Abril, mais ligadas \u00e0 \u00e1rea de gest\u00e3o, depois de exercer a profiss\u00e3o de rep\u00f3rter e editor por mais de vinte anos, percebi que havia um grande mal-entendido entre marketing e jornalismo. Jornalistas se consideravam mission\u00e1rios, donos de uma miss\u00e3o quase divina de entender e atender os leitores de forma \u00e9tica, independente. Marqueteiros eram vistos como profissionais com segundas inten\u00e7\u00f5es, dispostos a usar qualquer truque baixo de comunica\u00e7\u00e3o para vender seus produtos aos pobres leitores, enganados na sua boa f\u00e9. N\u00f3s, jornalistas, n\u00e3o t\u00ednhamos nada a ver com essa coisa feita e suja de vender e muito menos fazer produto. Produto aqui n\u00e3o existia. Faz\u00edamos revista e \u00e9ramos mission\u00e1rios. E pronto.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>&#8212; Hoje, tenho certeza que o jornalismo, aquilo que eu vinha fazendo havia tanto tempo e com tanta paix\u00e3o, tem tudo a ver com o marketing. Aparentemente, jornalistas e marqueteiros est\u00e1vamos buscando a mesma coisa, s\u00f3 que com nomes e caminhos diferentes. Ambos est\u00e1vamos querendo conquistar a confian\u00e7a e a fidelidade dos nossos leitores. Ambos quer\u00edamos vender cada vez mais revistas e nos assegurarmos de que seriam devoradas, do come\u00e7o ao fim, por leitores \u00e1vidos e deslumbrados com o que faz\u00edamos aqui. Resultado: decidi me aprofundar no assunto e acabei fazendo um curso de marketing e, por fim, um MBA na USP.<\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>&#8212; O que \u00e9 o marketing? Phillip Kotler, o autor da b\u00edblia dos marqueteiros, tem v\u00e1rias defini\u00e7\u00f5es, mas  uma delas \u00e9 a minha preferida: &quot;O mkt lida com a identifica\u00e7\u00e3o e o atendimento das necessidades humanas e sociais&quot;. Ou seja, o marketing \u00e9 quase tudo. Todas as atividades sociais envolvem alguma atitude de marketing. Fazer um novo amigo, conquistar a namorada, relacionar-se com os colegas de trabalho, conhecer pessoas diferentes administrar a carreira profissional &#8211; tudo que envolve posicionamento, envolvimento, sedu\u00e7\u00e3o, conquista ou negocia\u00e7\u00e3o (uma atitude de venda, em \u00faltima an\u00e1lise) tem um conceito de marketing por tr\u00e1s. <\/p>\n<p>VII.<\/p>\n<p>&#8212; Uma das principais mudan\u00e7a e tamb\u00e9m das mais afetam a nossa profiss\u00e3o chama-se segmenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 isso tem tudo a ver com marketing. Estamos assistindo ao fim da sociedade de consumo de massa. O s\u00e9culo XX se caracterizou pela produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de bens de consumo de massa, ou seja um mesmo produto, com a mesma especifica\u00e7\u00e3o vendido para massas enormes de consumidores, sem nenhuma diferencia\u00e7\u00e3o. A sociedade de consumo de massa come\u00e7ou com o Ford T e se materializou nos grandes meios de radiodifus\u00e3o que dominaram a comunica\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo passado. Tudo isso est\u00e1 mudando. Basta ver o aumento do uso da internet (o paradigma final da segmenta\u00e7\u00e3o), o crescimento da audi\u00eancia da TV por assinatura e na queda de audi\u00eancia das redes abertas, na crise dos jornais e no aumento do n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es segmentadas. <\/p>\n<p>VIII.<\/p>\n<p>Se estamos falando de segmenta\u00e7\u00e3o, estamos tamb\u00e9m no templo sagrado do marketing. Segmenta\u00e7\u00e3o \u00e9 o Santo Graal do marketing. Existe um livrinho cl\u00e1ssico dos marqueteiros chamado &quot;A estrat\u00e9gia focada no lucro&quot; ou, em ingl\u00eas, &quot;The Prof\u00edt Zone&quot;. Foi escrito por dois gurus americanos chamados Adrian Slywotzky e David Morrison. Diz que uma empresa bem sucedida tem que focar suas atividades no que eles chamam de segmento de valor. \u00c9 onde est\u00e1 aquela fatia de clientes dispostas a comprar e a pagar bem por produtos e servi\u00e7os que essa empresa vier a desenvolver. Devido \u00e0 concorr\u00eancia e ao processo de inova\u00e7\u00e3o, esses segmentos mudam o tempo todo, como se fossem um alvo m\u00f3vel. Voc\u00ea mira nele, acerta uma primeira vez e, quando mira de novo,  j\u00e1 mudou de lugar. Empresa bem sucedida \u00e9 aquela que consegue acompanhar e, melhor ainda, se antecipar a essas mudan\u00e7as. O problema \u00e9 que essas mudan\u00e7as est\u00e3o ocorrendo numa velocidade cada vez maior.Isso, \u00e9 claro, tem tudo a ver com jornalismo.<\/p>\n<p>Amanh\u00e3 continua&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>* Parte II &#8211; Palestra do jornalista Laurentino Gomes aos estudantes de jornalismo, rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e publicidade da Universidade Metodista sobre Os Desafios do Comunicador para o Terceiro Mil\u00eanio.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-10829","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10829","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10829"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10829\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17084,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10829\/revisions\/17084"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10829"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10829"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10829"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}