{"id":10848,"date":"2007-12-18T00:00:00","date_gmt":"2007-12-18T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:53:43","modified_gmt":"2017-09-15T19:53:43","slug":"natal-o-menino-e-o-sonho-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/natal-o-menino-e-o-sonho-2\/","title":{"rendered":"Natal, o menino e o sonho*"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea pode achar este texto no \u00edcone Caro Leitor.<br \/>\nFoi publicado em 24 de dezembro de 1998.<br \/>\nVou blog\u00e1-lo hoje por dois motivos:<\/p>\n<p>01. Para confirmar o que escrevi ontem aqui.<\/p>\n<p>02. Porque gosto especialmente deste texto.<\/p>\n<p>03. No fundo, no fundo, nada mudou.<\/p>\n<p>Perdoem a imod\u00e9stia, mas a cr\u00f4nica me \u00e9 atual\u00edssima.<br \/>\nTomara que gostem<\/p>\n<p>* NATAL, O MENINO E O SONHO<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se com voc\u00ea ocorre o mesmo. A cada ano que se encerra, tenho a desconfort\u00e1vel sensa\u00e7\u00e3o de que mais depressa o tempo passou. Voou e voa num bater de asas impercept\u00edvel rumo a sabe-se l\u00e1 o qu\u00ea, a sabe-se l\u00e1 onde. Pois, c\u00e1 estou eu, surpreso, a escrever mais um Caro Leitor da Edi\u00e7\u00e3o de Natal de nossa Gazeta do Ipiranga. N\u00e3o reparei nas luzes made in China que enfeitam as ruas da cidade. Nem me liguei nas tais compras natalinas, festinhas de confraterniza\u00e7\u00e3o, cart\u00f5es, mensagens, panetones e outras coisinhas que caracterizam o limiar de mais um fim-de-ano.<\/p>\n<p>Creio andar mesmo absurdamente desligado. Esqueci at\u00e9 da brincadeira de amigo secreto (Em tempo, uma boa garrafa de vinho salvou-me de um embara\u00e7o maior). Parece que, assim como o Tempo e o Ano, tamb\u00e9m chega mais r\u00e1pido o Natal nesses dias bicudos de globaliza\u00e7\u00e3o, crises, bolsas e viol\u00eancia. Ali\u00e1s, at\u00e9 as guerras hoje padecem da mesma frugabilidade. \u00c0 tarde, tudo pode estar bem. Mas, ao cair da noite, sem que o mundo saiba exatamente o porqu\u00ea, ca\u00e7as bombardeiros cobrem o c\u00e9u de um distante pa\u00eds e surgem tr\u00e1gicas luzinhas verdes desta feita, Made in USA, a reverberar que os poderosos de plant\u00e3o chutam para o espa\u00e7o os ditames da paz.<\/p>\n<p>Houve \u00e9poca que n\u00e3o era assim&#8230; <\/p>\n<p>Na primeira inf\u00e2ncia, o Natal era a festa mais esperada por todos. Demorava imagin\u00e1rios s\u00e9culos para chegar. Mas, quando vinha, trazia av\u00f3s, tios, primos e alguns diletos amigos. Ao lado dos pais e irm\u00e3os, divagavam esperan\u00e7as e encantos ao redor da mesa farta, do pres\u00e9pio circunspeto onde pastores e magos fingiam caminhar entre serragens e pedras feitas de papel para encontrar a choupana encimada por uma estrela-guia. Ali, \u00e0 meia-noite em ponto, nasceria o Salvador. Todos comiam, bebiam e cantavam alegres modinhas napolitanas.<\/p>\n<p>&#8212; Ano que vem, n\u00e3o quero bagun\u00e7a. <\/p>\n<p>Havia sempre uma tia a se exasperar por conta do pileque do marido ou da travessura dos filhos. Mas, era desculpa de ocasi\u00e3o. Natal seguinte, estavam todos reunidos. E comiam, bebiam e cantavam. Repetiam o fasc\u00ednio da hora dos presentes e dos abra\u00e7os efusivos, emocionados, alguns at\u00e9 alegremente chorosos. O dia seguinte era a ressaca para os adultos e o exibir dos novos brinquedos para a gurizada incontrol\u00e1vel em tempo de festa. Entrava o novo ano e recome\u00e7ava o ciclo da vida. O garoto fixava os olhos no calend\u00e1rio comportado do Emp\u00f3rio Santo Ant\u00f4nio. Calculava, talvez em conta-gotas, quanto tempo faltava at\u00e9 o pr\u00f3ximo Natal, a festa do Menino Deus. E da esperan\u00e7a de felicidade para o menino que ainda acreditava no sonho, nas pessoas e na magnitude do 25 de dezembro. <\/p>\n<p>Caro leitor, vale resgatar o menino, o sonho e a f\u00e9 em um futuro promissor. <\/p>\n<p>Vale resgatar o Natal. <\/p>\n<p>Seja feliz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea pode achar este texto no \u00edcone Caro Leitor.<br \/>\nFoi publicado em 24 de dezembro de 1998.<br \/>\nVou blog\u00e1-lo hoje por dois motivos:<\/p>\n<p>01. 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