{"id":10853,"date":"2007-12-22T00:00:00","date_gmt":"2007-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:53:42","modified_gmt":"2017-09-15T19:53:42","slug":"bracelete-de-cristais-3","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/bracelete-de-cristais-3\/","title":{"rendered":"Bracelete de cristais 3"},"content":{"rendered":"<p>VI.<\/p>\n<p>Todas as sombras se dissiparam em outro lance de pura destreza. <\/p>\n<p>O homem transformou o bracelete em tr\u00eas finas e delicadas pulseiras com novo estalar de dedos. Tinham apenas uma volta e milhares de pontos de luz. <\/p>\n<p>Os cristais agora pareciam com outros tons, mas permanecia o brilho peculiar. Menos intenso talvez, mas igualmente belo, indiz\u00edvel.<\/p>\n<p>Um oh! de surpresa cortou a sala quando ele curvou-se elegantemente para enfeitar o pulso de cada uma das meninas com a j\u00f3ia, como se estivesse a reverenciar tr\u00eas princesas.<\/p>\n<p>S\u00f3 ent\u00e3o se p\u00f4s a falar:<\/p>\n<p>VII.<\/p>\n<p>\u201cO que voc\u00eas imaginaram, queridos? <\/p>\n<p>Que eu cometeria a extrema indelicadeza de magoar duas dessas crian\u00e7as que voc\u00eas me presentearam como sobrinhas e, em conseq\u00fc\u00eancia, a muitos de voc\u00eas? <\/p>\n<p>\u00c9 natural o zelo de voc\u00eas.<\/p>\n<p>N\u00e3o os critico, pois somos assim quando estamos diante de uma ben\u00e7\u00e3o prestes a nos agraciar. Somos assim diante dos nossos sonhos mais tenros quando amea\u00e7am se tornar realidade. Duvidamos de n\u00f3s mesmos, se somos merecedores, se somos capazes. <\/p>\n<p>Depois passamos a duvidar das pessoas ao nosso redor. <\/p>\n<p>Assim se falharmos, elas ser\u00e3o as respons\u00e1veis porque trabalharam contra o nosso projeto. <\/p>\n<p>Uma grande bobagem quando trazemos a certeza do Deus Menino em nossos cora\u00e7\u00f5es.  <\/p>\n<p>Que hoje Ele renas\u00e7a em cada um de voc\u00eas.\u201d<\/p>\n<p>VIII.<\/p>\n<p>\u201cQue voc\u00eas n\u00e3o precisem ganhar o mundo, como um tuareg solit\u00e1rio, para entender que a felicidade sempre est\u00e1 ao nosso redor. <\/p>\n<p>E se alimenta e nutre da luz que emanam de nossas boas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Somos assim, como os \u00ednfimos cristais daquele bracelete. Juntos, formamos uma pe\u00e7a s\u00f3, uma j\u00f3ia rara e \u00fanica, criada pela divina a\u00e7\u00e3o do Maior de Todos os Artistas. Individualmente, temos nosso brilhareco &#8211; flu\u00eddo, t\u00eanue, fr\u00e1gil. Mas, quando reunidos, somos capazes de iluminar os quartos do universo&#8230;<\/p>\n<p>Assim somos n\u00f3s, neste momento, ao lado de quem amamos; amigos e familiares.<\/p>\n<p>Assim forjaremos uma Humanidade mais digna e respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 lugar para injusti\u00e7a enquanto o Menino Deus estiver conosco.\u201d<\/p>\n<p>IX.<\/p>\n<p>Neste momento, o viajante se calou. <\/p>\n<p>Mesmo sorrindo, o semblante se fez triste por segundos \u2013 como a lembrar algu\u00e9m que o encantou e se perdeu nos desv\u00e3os do mundo. A feiticeira, talvez. <\/p>\n<p>Foi para ela que encomendou o bracelete ao amigo Swarovski, pensou o av\u00f4 e irm\u00e3o. S\u00f3 n\u00e3o entendeu o porqu\u00ea n\u00e3o conseguiu entregar a j\u00f3ia \u00e0 mulher amada. Mas essas coisas s\u00e3o como s\u00e3o. Foram feitas para serem vividas e n\u00e3o entendidas. \u00c9 certo que pediu ao amigo ourives que transformasse a preciosidade em tr\u00eas lindas pulseiras para as meninas e inventou toda aquela cena e o discurso para impressionar a todos.<\/p>\n<p>&#8212; Meu irm\u00e3o \u00e9 mesmo um contador de hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Os sinos da igreja ressoaram, ent\u00e3o. Era meia-noite.<\/p>\n<p>Hora de renascer&#8230;<\/p>\n<p>(Porque assim s\u00e3o as hist\u00f3rias de amor. Nunca terminam. Transformam-se.)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VI.<\/p>\n<p>Todas as sombras se dissiparam em outro lance de pura destreza. <\/p>\n<p>O homem transformou o bracelete em tr\u00eas finas e delicadas pulseiras com novo estalar de dedos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-10853","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10853","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10853"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10853\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17061,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10853\/revisions\/17061"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}