{"id":10891,"date":"2008-02-29T00:00:00","date_gmt":"2008-02-29T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:53:31","modified_gmt":"2017-09-15T19:53:31","slug":"bloco-de-anotacoes-a-tal-historia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/bloco-de-anotacoes-a-tal-historia\/","title":{"rendered":"Bloco de anota\u00e7\u00f5es &#8211; A tal hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>Desde a mais tenra idade, ou\u00e7o dizer que existem.<\/p>\n<p>Acho que foram meus pr\u00f3prios pais quem delas me falaram pela primeira vez. Ou ter\u00e1 sido minhas irm\u00e3s, \u00e1vidas por encher de fantasia a cabe\u00e7a do irm\u00e3o ca\u00e7ula?<\/p>\n<p>Enfim&#8230;<\/p>\n<p>Eram tantas e tamanhas as tais proezas que, posso lhes dizer agora, houve um tempo que preferia nem ouvir falar das mesmas.<\/p>\n<p>Verdade.<\/p>\n<p>Suas representa\u00e7\u00f5es em livros e enciclop\u00e9dias ilustradas lan\u00e7avam mais temores do que, a mim, esclareciam.<\/p>\n<p>Cresci \u2013 e acabei me esquecendo do mito e dos medos.<\/p>\n<p>N\u00e3o me recordo se cheguei a v\u00ea-las, ao vivo e em cores, em algum zool\u00f3gico da vida.<\/p>\n<p>Certamente, se as vi, n\u00e3o me causaram tanto impacto como agora aconteceu.<\/p>\n<p>Fiquei assim estarrecido. E disse para mim mesmo:<\/p>\n<p>&#8212; Ah! \u00c9 da\u00ed que vem a tal hist\u00f3ria, ent\u00e3o. Faz sentido. Faz sentido&#8230;<\/p>\n<p>Me desculpem o del\u00edrio. <\/p>\n<p>Estou aqui a tergiversar com o teclado e a tela \u2013 e mal lhes informei de quem estou falando. Devem mesmo me achar um tant\u00e3.  N\u00e3o lhes tiro a raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Falo das cegonhas. Pois \u00e9, delas mesmo.<\/p>\n<p>Em penas, bicos, carnes, ossos, pernas longas \u2013 e ninhos que, ali\u00e1s, s\u00e3o enormes e est\u00e3o l\u00e1 nos pontos mais altos, junto \u00e0s c\u00fapulas e as torres das catedrais e castelos da Espanha.<\/p>\n<p>A cena era comum em pelo menos quatro cidades que visitei: Seg\u00f3via, \u00c1vila, Salamanca e Valladolid.<\/p>\n<p>Ao que pude observar, as cegonhas t\u00eam uma predile\u00e7\u00e3o especial por igrejas.  <\/p>\n<p>O fato talvez reforce a lenda de que s\u00e3o as respons\u00e1veis pela chegada das crian\u00e7as ao mundo. Na verdade, nem sei se os pais ainda usam esse folclore para explicar o inexplic\u00e1vel. No entanto, ao v\u00ea-las, em pares, a supervisionar o ninho que parece um cesto de palha, com bojo arredondado &#8211;, refor\u00e7a-se o conceito de fam\u00edlia e d\u00e1 mesmo para acreditar que s\u00e3o as mensageiras do futuro.<\/p>\n<p>Os turistas se encantam com a cena. D\u00e1-lhe flashs e fotos. A f\u00eamea mais pr\u00f3xima ao ninho e o macho, em alerta, n\u00e3o distante dali. L\u00e1 no alto. \u00c0s vezes, se p\u00f5e a desafiar o vento e os rigores do inverno e equilibra-se em uma s\u00f3 perna na ponta mais fina &quot;agulha&quot; da torre que se projeta para o c\u00e9u. Vigia, intr\u00e9pido que \u00e9, a tranq\u00fcilidade do lar doce lar.<\/p>\n<p>Repito. D\u00e1 at\u00e9 para acreditar: s\u00e3o os primeiro seres terrestres a nos levar no bico.<\/p>\n<p>Depois, vale reconhecer, crian\u00e7as ou n\u00e3o, vida afora nos acostumaremos com a sina&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a mais tenra idade, ou\u00e7o dizer que existem.<\/p>\n<p>Acho que foram meus pr\u00f3prios pais quem delas me falaram pela primeira vez. Ou ter\u00e1 sido minhas irm\u00e3s, \u00e1vidas por encher de fantasia a cabe\u00e7a do irm\u00e3o ca\u00e7ula?<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-10891","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10891","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10891"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10891\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17026,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10891\/revisions\/17026"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10891"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10891"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10891"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}