{"id":11027,"date":"2008-07-02T00:00:00","date_gmt":"2008-07-02T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:48:43","modified_gmt":"2017-09-15T19:48:43","slug":"do-bornal-do-blogueiro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/do-bornal-do-blogueiro\/","title":{"rendered":"Do bornal do blogueiro&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Queiram ou n\u00e3o os reticentes, blogar \u00e9 uma arte.<\/p>\n<p>Diria que \u00e9 um tanto de arte, outro tanto de compromisso&#8230;<\/p>\n<p>Pois, todo dia \u00e9 dia de&#8230;<\/p>\n<p>Mas, h\u00e1 que se dizer, \u00e9 muito divertido.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se para quem l\u00ea&#8230;<\/p>\n<p>Mas, para quem escreve \u2013 ou posta, como manda o internet\u00eas \u2013 \u00e9 bem legal.<\/p>\n<p>Cabe um pouco de tudo no bornal do blogueiro.<\/p>\n<p>Ontem, na cara dura, tasquei uma foto antiga de quando eu tinha sete anos \u2013 n\u00e3o sei se viram? \u2013 e o Brasil se tornou campe\u00e3o mundial de futebol pela primeira vez. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m comemorei os 600 posts \u2013 o que achei um acontecimento.<\/p>\n<p>Hoje, descubro no S\u00e3o Google um texto brilhante do amigo Waldemar Luiz Kunsh sobre os motivos que o levaram a cancelar sua assinatura da revista Veja. Ele cita falas de not\u00e1veis jornalistas \u2013 e entre eles, este mero rep\u00f3rter vira-lata. Quanta honra&#8230;<\/p>\n<p>\u00d3bvio que n\u00e3o resisto e transcrevo abaixo trechos do texto que Waldemar escreveu em mar\u00e7o de 2006. Mas, que me parece bem atual.<\/p>\n<p>Confiram!<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>O texto:<\/p>\n<p>Vale acrescentar aqui considera\u00e7\u00f5es anotadas a partir de relatos de not\u00e1veis jornalistas na IV Semana de Jornalismo, realizada na Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo de 20 a 22.09.2005, em comemora\u00e7\u00e3o ao 30\u00ba. anivers\u00e1rio do assassinato de Wladimir Herzog &#8211; por sinal, diretor da TV Cultura \u00e0 \u00e9poca. Disse, no evento, Marcelo Beraba, ombudsman da Folha de S. Paulo: <\/p>\n<p>&#8212; Se formos discutir os v\u00e1rios problemas que assolam a imprensa e contribuem para um questionamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua credibilidade, veremos que o ponto fundamental \u00e9 a quest\u00e3o da apura\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o. Apuramos muito mal. <\/p>\n<p>Para Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro, \u00e9 necess\u00e1rio ter voca\u00e7\u00e3o para fazer um verdadeiro jornalismo investigativo. \u201c<\/p>\n<p>&#8212; A pessoa que tem voca\u00e7\u00e3o para ser jornalista vai ser jornalista &#8211; e dos bons. \u00c9 uma profiss\u00e3o de competi\u00e7\u00e3o, de muita cobran\u00e7a. O erro do jornalista \u00e9 mais vis\u00edvel, fica escancarado. Mas, havendo voca\u00e7\u00e3o, o resto \u00e9 f\u00e1cil. <\/p>\n<p>Comentando os resultados da IV Semana de Jornalismo, Rodolfo Martino, coordenador do Curso de Jornalismo da Metodista, pondera: <\/p>\n<p>&#8212; A lembran\u00e7a e discuss\u00e3o do caso Herzog trazem \u00e0 tona uma realidade distante das novas gera\u00e7\u00f5es &#8211; sejam estudantes de jornalismo, sejam profissionais rec\u00e9m-formados. Esta t\u00f4nica trata das implica\u00e7\u00f5es sociais e transformadoras que acarreta o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o. <\/p>\n<p>Para Martino, \u201choje o glamour de ser jornalista est\u00e1 em alta &#8211; muito provavelmente, a partir da notoriedade que a televis\u00e3o consagra a quem apare\u00e7a na telinha, seja apresentando um noticioso, seja como participante de um abomin\u00e1vel reality show\u201d. <\/p>\n<p>E acrescenta: <\/p>\n<p>\u201cTalvez por isso os profissionais de imprensa est\u00e3o mais preocupados com a ascens\u00e3o social e financeira ( nenhum dem\u00e9rito nisso, ali\u00e1s ) do que propriamente com as fun\u00e7\u00f5es cr\u00edtica e fiscalizadora que todo e qualquer jornalista deve exercer\u201d. <\/p>\n<p>Ainda segundo Martino, \u201cas interven\u00e7\u00f5es dos jornalistas convidados para o evento puderam, de certa forma, assinalar o peso da individualidade na tarefa de alargar os limites que o mercado muitas vezes nos imp\u00f5e. Ficou claro para os estudantes: essa marca s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel mediante compet\u00eancia t\u00e9cnica e uma s\u00f3lida forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 e contempor\u00e2nea\u201d. <\/p>\n<p>Concluo este e-mail com as revela\u00e7\u00f5es feitas, no evento da Metodista, por Mino Carta, hoje diretor de Reda\u00e7\u00e3o da excelente revista Carta Capital e que, no passado, foi respons\u00e1vel pela renova\u00e7\u00e3o editorial e visual da revista Veja. Diz ele, relembrando o caso Herzog.<\/p>\n<p>&#8212; Tive um grande envolvimento com este epis\u00f3dio. Entendi ali que o pa\u00eds precisava de um jornalista e n\u00e3o apenas de um profissional de imprensa. <\/p>\n<p>Rodolfo Martino lembra, a prop\u00f3sito, o que o not\u00e1vel jornalista registrou em seu livro Castelo de \u00c2mbar, na pele de Merc\u00facio Parla: <\/p>\n<p>&#8212; A morte de Wladimir Herzog \u00e9 o ponto de ruptura. Mino sabe que a sua concep\u00e7\u00e3o de jornalismo j\u00e1 n\u00e3o se justifica \u00e0 sombra da arvorezinha, s\u00edmbolo da Abril, e o impele na dire\u00e7\u00e3o de outras experi\u00eancias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Queiram ou n\u00e3o os reticentes, blogar \u00e9 uma arte.<\/p>\n<p>Diria que \u00e9 um tanto de arte, outro tanto de compromisso&#8230;<\/p>\n<p>Pois, todo dia \u00e9 dia de&#8230;<\/p>\n<p>Mas,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11027","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11027","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11027"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11027\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16901,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11027\/revisions\/16901"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11027"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11027"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11027"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}