{"id":11054,"date":"2008-08-11T00:00:00","date_gmt":"2008-08-11T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:48:32","modified_gmt":"2017-09-15T19:48:32","slug":"esquivel","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/esquivel\/","title":{"rendered":"Esquivel"},"content":{"rendered":"<p>Assisti hoje \u00e0 palestra do professor Adolfo P\u00e9rez Esquivel, Pr\u00eamio Nobel da Paz em 1980, na Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo. Ele abriu a 6a. Confer\u00eancia M\u00eddia, Religi\u00e3o e Cultura e falou sobre os caminhos que necessariamente precisamos percorrer para o desenvolvimento da paz. Tais caminhos passam necessariamente pela toler\u00e2ncia e pelo di\u00e1logo entre os povos. Para o escritor argentino, mais do que desenvolvimento, o mundo moderno precisa de equil\u00edbrio \u2013 \u201cequil\u00edbrio entre os homens, entre as na\u00e7\u00f5es; equil\u00edbrio pessoal, equil\u00edbrio com Deus\u201d.<\/p>\n<p>E acrescentou:<\/p>\n<p>&#8212; Pesquisas comprovam que hoje, no mundo, existem 35 mil focos de fome. N\u00e3o podemos dizer que vivemos em um mundo equilibrado diante de tamanha discrep\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Pelo que entendi em minha rasa compreens\u00e3o de &#8216;portunhol&#8217;, essa discrep\u00e2ncia se d\u00e1, principalmente, pela concentra\u00e7\u00e3o de renda que se espalha pelos quatro cantos do Planeta. E que, de uma forma ou de outra, a\u00e7odam conflitos militares na \u00c1frica, na \u00c1sia e, mais recentemente, na Europa Oriental, entre R\u00fassia e Ge\u00f3rgia. <\/p>\n<p>A busca da paz \u00e9 um projeto que deve come\u00e7ar em cada um de n\u00f3s, lembrou poeticamente Esquivel. Mas, fez uma ressalva para a atua\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria das multinacionais e tamb\u00e9m para a &#8216;mecaniza\u00e7\u00e3o&#8217; do homem.<\/p>\n<p>&#8212; Somos hoje ref\u00e9ns das m\u00e1quinas e precisamos voltar a se assenhorear do nosso tempo. Imaginou-se, um dia, que os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos viriam para libertar o homem. Dar a ele mais tempo para viver, refletir. Mas, aconteceu justamente o contr\u00e1rio. N\u00e3o h\u00e1 nada mais &#8216;incomunic\u00e1vel&#8217; do que um celular. Muitas vezes, somos escravizados pelo computador &#8212; n\u00e3o se consegue viver longe de um deles.  Por outra, queremos que o nosso carro corra, corra, corra cada vez mais. H\u00e1 ocasi\u00f5es que, de tanta pressa, corremos mais do que o tempo. N\u00e3o percebemos que corremos para o nada.<\/p>\n<p>Ao encerrar a sua fala, o pr\u00eamio Nobel da Paz disse que os povos n\u00e3o se submetem \u00e0 soberania desta ou daquela pot\u00eancia unicamente por fatores econ\u00f4micos. Um pa\u00eds deixa de existir, enquanto Na\u00e7\u00e3o, quando perde sua identidade cultural. A\u00ed, sim, vem a submiss\u00e3o. Quando este n\u00e3o enxerga mais seus usos e costumes, seu idioma.<\/p>\n<p>&#8212; Por isso, \u00e9 fundamental que haja liberdade. Pois sem liberdade n\u00e3o existe amor e sem amor n\u00e3o se vive&#8230;<\/p>\n<p>Falou e disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assisti hoje \u00e0 palestra do professor Adolfo P\u00e9rez Esquivel, Pr\u00eamio Nobel da Paz em 1980, na Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo. Ele abriu a 6a. 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