{"id":11092,"date":"2008-09-10T00:00:00","date_gmt":"2008-09-10T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:47:25","modified_gmt":"2017-09-15T19:47:25","slug":"os-mocholos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/os-mocholos\/","title":{"rendered":"Os mochol\u00f3s&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o demais os equ\u00edvocos dessa vida&#8230;<\/p>\n<p>Pois ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Me pus a conversar ontem sobre a tristeza da tribo dos mochol\u00f3s pelo casamento da musa Juliana Paes e qual n\u00e3o foi minha surpresa ao receber cobran\u00e7as indignadas por parte dos internautas que desconhecem o que seja mochol\u00f3.<\/p>\n<p>Ora ora&#8230;<\/p>\n<p>Ou\u00e7o esse termo desde os tempos do Cambuci l\u00e1 nos idos de antigamente. Diria at\u00e9 que foi inventado pelo Valter Quizumba, autor de outras express\u00f5es definitivas. <\/p>\n<p>A mais famosa delas talvez seja a que definia sua indigna\u00e7\u00e3o diante de algum fato imprevisto:<\/p>\n<p>&#8212; Ai, minha Santa Catarina, mas \u00e9 o(a)&#8230; e l\u00e1 vinha o complemento em forma de palavr\u00e3o. Que, esclare\u00e7o, variava conforme o humor do Valtinho, grande zagueiro central do Santos do Cambuci, imbat\u00edvel campe\u00e3o varzeano, tamb\u00e9m naqueles priscos tempos.<\/p>\n<p>Bem, de qualquer forma, voltemos a defini\u00e7\u00e3o de mochol\u00f3s, que \u00e9 o que nos interessa.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, preciso dizer que os leg\u00edtimos mochol\u00f3s s\u00e3o indefin\u00edveis.<\/p>\n<p>Podemos reconhec\u00ea-los, sim, em alguns momentos que nos s\u00e3o prop\u00edcios. <\/p>\n<p>No entanto, precisamos ficar atentos.<\/p>\n<p>Exemplo:<\/p>\n<p>Quando vai a um show qualquer, o mochol\u00f3 que se preze n\u00e3o d\u00e1 a m\u00ednima para o protagonista do espet\u00e1culo. Estica o olh\u00e3o l\u00e1 no canto, onde est\u00e3o as backing vocals, e logo se apaixona por uma delas. Passa o tempo todo a imaginar coisinhas e remoer-se todo s\u00f3 de pensar que ela vai identific\u00e1-lo no meio da plat\u00e9ia.<\/p>\n<p>Se o amigo a\u00ed j\u00e1 viveu algo assim, ai, ai, ai&#8230; Pode pedir credenciamento para integrar o Clube dos Mochol\u00f3s Chinfrins, que ser\u00e1 bem aceito.<\/p>\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o do mocholonice indiscut\u00edvel? <\/p>\n<p>Assistir (ou aturar) ao programa do Faust\u00e3o s\u00f3 para ver a terceira bailarina, da esquerda para direita, que geralmente ocupa a terceira ou quarta fila. N\u00e3o preciso dizer do \u00f3dio que o mo\u00e7o nutre dos c\u00e2meras e do diretor do programa que insistem em ignor\u00e1-la e \u201cfecham\u201d nas meninas que est\u00e3o na frente. Tamb\u00e9m \u00e9 impl\u00edcito que ele morre de ci\u00fames dos cantores que ficam pra l\u00e1 e pra c\u00e1, entre as belezuras.<\/p>\n<p>&#8212; Coreografia, o escambau. O cara est\u00e1 de gra\u00e7a com elazinha.<\/p>\n<p>O caso mais esquisito que soube de mocholonismo acontece com um amigo. N\u00e3o vou citar o nome por motivos \u00f3bvios. Ele coleciona DVDs com filmes e clips da atriz e cantora Jennifer Lopez. E os assiste com freq\u00fc\u00eancia. S\u00f3 que sem som algum, como se voltasse aos tempos do cinema mudo.<\/p>\n<p>E justifica:<\/p>\n<p>&#8212; Ela \u00e9 a mulher mais linda do mundo. Mas, p\u00e9ssima atriz e cantora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o demais os equ\u00edvocos dessa vida&#8230;<\/p>\n<p>Pois ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Me pus a conversar ontem sobre a tristeza da tribo dos mochol\u00f3s pelo casamento da musa Juliana Paes e qual n\u00e3o foi minha surpresa ao receber cobran\u00e7as indignadas por parte dos internautas que desconhecem o que seja mochol\u00f3.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11092","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11092","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11092"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11092\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16843,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11092\/revisions\/16843"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11092"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11092"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11092"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}