{"id":11107,"date":"2008-09-25T00:00:00","date_gmt":"2008-09-25T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:47:23","modified_gmt":"2017-09-15T19:47:23","slug":"deixa-a-vida-me-pautar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/deixa-a-vida-me-pautar\/","title":{"rendered":"Deixa a vida me pautar"},"content":{"rendered":"<p>Acreditem ou n\u00e3o, este blog, que hoje completa dois anos de exist\u00eancia, caiu do c\u00e9u. [explico.<\/p>\n<p>Foi concebido a bordo de um avi\u00e3o a 9 ou 10 mil metros de altura. [n\u00e3o desci para conferir, \u00f3bvio.<\/p>\n<p>Voltava de Bras\u00edlia, logo ap\u00f3s a Semana da P\u00e1tria, onde \u2018queimei\u2019 os feriados em um Congresso de Comunica\u00e7\u00e3o. [preciso lhes dizer que n\u00e3o andava l\u00e1 muito feliz da vida, n\u00e3o; nem o f\u00f3rum foi l\u00e1 muito proveitoso.<\/p>\n<p>Numa pequena agenda de telefone, comecei a rascunhar as mudan\u00e7as que faria no site [que existia h\u00e1 dois anos, sem espa\u00e7o para atualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Alguns alunos me cobravam um maior dinamismo do meu portal. Muitas vezes, procuravam por hist\u00f3rias e fatos que lhes contava em sala de aula \u2013 e nada. [tamb\u00e9m enfrentava a zueira dos amigos que clicavam ali e n\u00e3o encontravam nada de novo e, ainda por cima, me viam  na foto a lhes sorrir jovem, e de cabelos escuros.<\/p>\n<p>&#8212; Ningu\u00e9m merece, diziam.<\/p>\n<p>Tomei coragem e pedi uma reformata\u00e7\u00e3o para o Thiago Stipp, dileto sobrinho que projetou e criou minha p\u00e1gina na internet em 2004. [quando completei 30 anos de jornalismo.<\/p>\n<p>A id\u00e9ia do blog nasceu naturalmente a partir da necessidade de ter algo novo todos os dias. A princ\u00edpio me pareceu distante. [nunca fui al\u00e9m de um rep\u00f3rter vira-lata que come\u00e7ou a carreira ainda no tempo do chumb\u00e3o e das laudas.<\/p>\n<p>No entanto, por mais que alterasse a nomenclatura das se\u00e7\u00f5es ou imaginasse novos \u00edcones, n\u00e3o conseguia vislumbrar o caminho da tal atualiza\u00e7\u00e3o. [vital na internet, segundo coment\u00e1rios que ouvia.<\/p>\n<p>A comiss\u00e1ria me ofereceu um caf\u00e9 \u2013 e decidi fechar o caderninho e dormir o que restava do v\u00f4o. Foi quando me lembrei que estava afastado das reda\u00e7\u00f5es h\u00e1 tr\u00eas anos. [colaborava aqui e ali, com algum texto, mas n\u00e3o era a mesma coisa de escrever diariamente, como fazia at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de distante, o blogar me pareceu, ent\u00e3o, trabalhoso e desafiador. [n\u00e3o sei explicar, mas me bateu a zonzeira gostosa ao me sentir um Rubem Braga da modernidade.<\/p>\n<p>Lembrei que, de alguma forma, j\u00e1 fazia isso. Possu\u00eda uma cole\u00e7\u00e3o de umas 30 cr\u00f4nicas que escrevia por escrever e enviava, via email, para os amigos. [uma delas, de nome Brev\u00edssimas, juntava o internet\u00eas com o sentimento das cr\u00f4nicas que \u00e9 um genro jornal\u00edstico tipicamente brasileiro.<\/p>\n<p>Estava aceito o desafio. [viraria blogueiro depois dos 50 e tantos.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que naquela manh\u00e3 de 25 de setembro postei meu primeiro texto. Desde ent\u00e3o dei de parafrasear o mais famoso samba do Zeca Pagodinho e deixo a vida me pautar. [vida pauta eu&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acreditem ou n\u00e3o, este blog, que hoje completa dois anos de exist\u00eancia, caiu do c\u00e9u. 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