{"id":11152,"date":"2008-11-05T00:00:00","date_gmt":"2008-11-05T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:47:17","modified_gmt":"2017-09-15T19:47:17","slug":"maradona-e-marceleza-que-dupla","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/maradona-e-marceleza-que-dupla\/","title":{"rendered":"Maradona e Marceleza. Que dupla!"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 um exagero dizer que Maradona no comando t\u00e9cnico da sele\u00e7\u00e3o da Argentina \u00e9 o mesmo que colocar a raposa para tomar conta do galinheiro. <\/p>\n<p>Quem fez a compara\u00e7\u00e3o foi o amigo Marceleza que ontem me visitou, aqui em s\u00e3o Bernardo, depois de uma longa aus\u00eancia. O homem mora em Taubat\u00e9 e \u00e9 o manda-chuva da Comunica\u00e7\u00e3o da Unitau, al\u00e9m de mandar prender e mandar soltar em outros segmentos da nobre sociedade valeparaibana. <\/p>\n<p>Rever o amigo \u00e9 sempre muito bom. Demos muitas risadas lembrando os tempos em que d\u00e1vamos aulas juntos aqui na Metodista e, por algum tempo, nos cursos do Sindicato dos Jornalistas, em S\u00e3o Paulo <\/p>\n<p>O Marceleza \u00e9 Fluminense, mas n\u00e3o dei a ele sequer tempo de me zuar pela recente derrota do meu Palmeiras frente ao Flu, por escrachantes 3 a 0.<\/p>\n<p>Fui logo justificando:<\/p>\n<p>&#8212; Que que h\u00e1, Marceleza, somos clubes co-irm\u00e3os. Corremos o risco de perder o t\u00edtulo, mas nunca deixar\u00edamos o Flu na zona do rebaixamento.<\/p>\n<p>\u00d3bvio que o futebol monopolizou o papo. <\/p>\n<p>O amigo ainda n\u00e3o se conforma da trag\u00e9dia que se abateu sobre o Maracan\u00e3 quando o Flu foi derrotado pela LDU na final da Libertadores.<\/p>\n<p>&#8212; Meu querido, que dor nos c\u00f3rneos. Foi o dia mais triste da minha vida.<\/p>\n<p>Apenas, sorri solid\u00e1rio, pois j\u00e1 vive esse tipo de drama com o meu Palmeiras, duas vezes.<\/p>\n<p>A saber: em 2000, quando o Boca nos derrotou em pleno Parque Ant\u00e1rtica, e em 1961, quando perdemos a Libertadores no Pacaembu para o Pe\u00f1arol do Uruguai. O grande Djalma Santos, lateral direito bicampe\u00e3o mundial, primeiro jogador brasileiro a jogar na Sele\u00e7\u00e3o da FIFA, foi fazer uma embaixada, perdeu a bola e gol dos gringos. Foi um arraso total. Chorei feito crian\u00e7a [que, ali\u00e1s, eu era; tinha nove pra dez anos].<\/p>\n<p>Nem vou dizer que passamos batido pela Sele\u00e7\u00e3o de Dunga e seus pseudos craques at\u00e9 chegarmos \u00e0 indica\u00e7\u00e3o de Maradona. Nem eu, nem ele e provavelmente at\u00e9 quem nomeou acredita que v\u00e1 d\u00e1 certo. Mas, achamos v\u00e1lida a tentativa. Ou seria divertida?<\/p>\n<p>Imaginem a cena e o espet\u00e1culo midi\u00e1tico interplanet\u00e1rio que ser\u00e1 o Craque dos Craques \u00e0 beira do gramado? Dif\u00edcil vai ser se livrar do cara, se n\u00e3o der certo&#8230;<\/p>\n<p>Me veio \u00e0 mente uma hist\u00f3ria que dizem aconteceu em S\u00e3o Paulo, em 1982. Franco Montoro se elegera governador do Estado e nomeou o pr\u00f3prio filho para um cargo de import\u00e2ncia no Pal\u00e1cio do Governo. Assim que o ent\u00e3o governador encontrou o deputado Ulysses Guimar\u00e3es, presidente do PMDB e pol\u00edtico de maior proje\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9poca, foi logo lhe avisando da nomea\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Ulysses foi logo lhe alertando:<\/p>\n<p>&#8212; Nomear \u00e9 f\u00e1cil. Exonerar \u00e9 o drama. Voc\u00ea ter\u00e1 dois problemas. No Governo e em casa.<\/p>\n<p>Toda vez que a sele\u00e7\u00e3o argentina se der mal, haver\u00e1 um culpado \u2013 e este nunca ser\u00e1 Maradona. Que, para os argentinos, est\u00e1 acima do bem e do mal.<\/p>\n<p>Enfim&#8230; <\/p>\n<p>Eles que gostam de tango que se enrosquem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 um exagero dizer que Maradona no comando t\u00e9cnico da sele\u00e7\u00e3o da Argentina \u00e9 o mesmo que colocar a raposa para tomar conta do galinheiro. <\/p>\n<p>Quem fez a compara\u00e7\u00e3o foi o amigo Marceleza que ontem me visitou,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11152","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11152","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11152"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11152\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16788,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11152\/revisions\/16788"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11152"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11152"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}