{"id":11238,"date":"2009-03-02T00:00:00","date_gmt":"2009-03-02T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:45:43","modified_gmt":"2017-09-15T19:45:43","slug":"la-vie-en-rose-meus-caros","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/la-vie-en-rose-meus-caros\/","title":{"rendered":"La vie en rose, meus caros"},"content":{"rendered":"<p>Sei que o dia abrasador n\u00e3o \u00e9 adequado para falar de Paris e suas noites charmosas.<\/p>\n<p>Gostaram da minha erudi\u00e7\u00e3o para dizer que est\u00e1 quente demais em Sampa? <\/p>\n<p>35 graus&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o se espantem, pois n\u00e3o vou falar da Cidade Luz.<\/p>\n<p>Vou, sim, lhes trazer not\u00edcias de um amigo rec\u00e9m-chegado de Paris.<\/p>\n<p>Bem&#8230;<\/p>\n<p>Na verdade, ele n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o meu amigo. \u00c9, sim, um colaborador bissexto deste blog. E tamb\u00e9m n\u00e3o vai falar da metr\u00f3pole cortada pelo Rio Senna. Deixou aqui para que eu postasse um recado para uma amiga que ele, Nicola, deixou l\u00e1 em Paris.<\/p>\n<p>La vie en rose, meus caros.<\/p>\n<p>O Nicola, creio eu, voc\u00eas conhecem.<\/p>\n<p>\u00c9 aquele motorista de t\u00e1xi (chauffeur, como s\u00f3 admite ser chamado agora) e psic\u00f3logo especializado no atendimento \u00e0s Mulheres Que Amam Demais que, de resto, diga-se, s\u00e3o as tais mo\u00e7oilas objeto de estudo de sua tese de doutorado.<\/p>\n<p>Ele j\u00e1 apareceu por aqui em diversas ocasi\u00f5es. Os marmanjos veem o cara com ressalvas. As mulheres, n\u00e3o preciso dizer, mas digo: amam de paix\u00e3o.<\/p>\n<p>Da minha parte, s\u00f3 transcrevo a seguir o texto que o chegado me enviou e volto correndinho para a piscina do condom\u00ednio pra salvar o que resta da tarde.<\/p>\n<p>Se quiser ler, fiquem \u00e0 vontade:<\/p>\n<p>Cherry,<\/p>\n<p>(Ops, esqueci de apertar a tecla SAP&#8230; Agora, sim)<\/p>\n<p>Chaplin disse certa vez sobre o tempo:<\/p>\n<p>ENTRE OS ROTEIRISTAS, ELE \u00c9 O MELHOR.<br \/>\nSEMPRE NOS D\u00c1 UM GRANDE FINAL.<\/p>\n<p>Um poeta que n\u00e3o lembro o nome, mas cujo verso n\u00e3o esqueci, escreveu sobre o mesmo tema:<\/p>\n<p>O TEMPO N\u00c3O P\u00c1RA NO PORTO<br \/>\nN\u00c3O APITA NA CURVA<br \/>\nN\u00c3O ESPERA NINGU\u00c9M.<\/p>\n<p>Gil, que foi ministro, mas \u00e9 m\u00fasica e poeta, quase em tom de ora\u00e7\u00e3o clamou:<\/p>\n<p>TEMPO REI&#8230;<br \/>\nTRANSFORMAI<br \/>\nAS VELHAS FORMAS DE VIVER.<\/p>\n<p>Vivemos hoje, car\u00edssima, um desses momentos limites em que o tempo se faz presente, embora brinque de ser passado, e nos acene com um futuro diferente daquele que constru\u00edmos nesses dias, ao lado de car\u00edssimos amigos.<\/p>\n<p>Esse futuro pode parecer uma das tais armadilhas do tempo \u2013 e que, de algum modo, ele n\u00e3o nos quer t\u00e3o felizes&#8230;<\/p>\n<p>Bobagem&#8230;<\/p>\n<p>\u00c9 s\u00f3 transforma\u00e7\u00e3o das velhas formas de viver, inevit\u00e1vel a cada manh\u00e3 desde que o mundo \u00e9 mundo.<\/p>\n<p>Saberemos transpor esse momento?<\/p>\n<p>Claro que sim. <\/p>\n<p>O sentimento que cultivamos nesse tempo de conviv\u00eancia \u00e9 como as \u00e1guas do pacato ribeir\u00e3o que desce a cordilheira. J\u00e1 reparou como driblam as rochas, resistem \u00e0s quedas e declives e transp\u00f5em quaisquer outros obst\u00e1culos que se interponham e ameacem cortar o caminho. Seguem adiante, coesas e mansas como se nada houvesse&#8230;<\/p>\n<p>\u00c9 mais ou menos isso que vai acontecer com a gente. <\/p>\n<p>Por isso, acredite, vamos continuar juntos mesmo que haja um oceano entre n\u00f3s. <\/p>\n<p>Me aguarde.<\/p>\n<p>Com amor, Nicola<\/p>\n<p>* N\u00e3o entendi bem a pegada do mestre. J\u00e1 sei, j\u00e1 sei&#8230; Ele \u00e9 o psic\u00f3logo. Cada um, cada um, entendo. Mas eu arriscaria um palpite: se n\u00e3o foi, ou \u00e9 ou ser\u00e1&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sei que o dia abrasador n\u00e3o \u00e9 adequado para falar de Paris e suas noites charmosas.<\/p>\n<p>Gostaram da minha erudi\u00e7\u00e3o para dizer que est\u00e1 quente demais em Sampa? <\/p>\n<p>35 graus&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11238","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11238","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11238"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11238\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16705,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11238\/revisions\/16705"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}