{"id":11262,"date":"2009-03-19T00:00:00","date_gmt":"2009-03-19T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:44:44","modified_gmt":"2017-09-15T19:44:44","slug":"paraiso","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/paraiso\/","title":{"rendered":"Paraiso"},"content":{"rendered":"<p>Permitam-me um instante de saudade&#8230;<\/p>\n<p>Sempre que estr\u00e9ia uma novela, fico a imaginar o que diria meu querid\u00edssimo amigo Ismael Fernandes sobre a tal. N\u00e3o sou um noveleiro mor, mas dou minhas espiadinhas e, confesso, sinto falta das nossas conversas (quase discuss\u00e3o) do dia seguinte naquela velha reda\u00e7\u00e3o de piso assoalhado, onde trabalh\u00e1vamos.<\/p>\n<p>Ismael era apaixonado por novela. Foi um grande estudioso e pesquisador do assunto \u2013 o maior deles, talvez; o pioneiro, certamente. Chegou mesmo a escrever duas ou tr\u00eas tramas para o SBT, bem na linha do folhetim derramado. Lembro-me de duas delas: Meus Filhos, Minha Vida (este t\u00edtulo \u00e9 a cara do Isma) e Uma Esperan\u00e7a no Ar. Fez tamb\u00e9m uma pe\u00e7a de teatro, com foco no subtexto do g\u00eanero. O t\u00edtulo? Novela das Oito. Bem interessante, ficou dois ou tr\u00eas meses em cartaz \u2013 e, creio, merecia uma remontagem.<\/p>\n<p>Por que estou lhes falando sobre o Ismael e a minha saudade do amigo que se foi \u2013 e l\u00e1 se v\u00e3o 10 anos?<\/p>\n<p>Ontem, no post, falei sobre ele e o Nasci, outro que insuflava as discuss\u00f5es.  <\/p>\n<p>Outra coisa.<\/p>\n<p>A partir das chamadas da novela Para\u00edso, que entrou em cartaz na segunda, \u00e0s 18 horas, n\u00e3o contive o impulso de folhear um dos livros que Ismael escreveu sobre o tema \u2013 Mem\u00f3ria da Telenovela Brasileira. Queria reler o que escreveu sobre a novela de Benedito Ruy Barbosa, atual atra\u00e7\u00e3o da Globo.<\/p>\n<p>L\u00e1 est\u00e1:<\/p>\n<p>A trama foi ao ar, tamb\u00e9m no hor\u00e1rio vespertino, de 23 de agosto de 1982 a 25 de mar\u00e7o de 1983. <\/p>\n<p>Para Ismael, foi outro grande acerto do autor, especialista em hist\u00f3rias regionais. Mesmo sem grandes abordagens pol\u00edticas, como o autor fizera em Cabocla, o amigo escreveu: \u201cO mote central (o amor entre Santinha e o Filho do Diabo) \u00e9 de uma felicidade \u00edmpar\u201d.<\/p>\n<p>E acrescentou no corpo do verbete:<\/p>\n<p>\u201cO incr\u00edvel caso de amor entre Jos\u00e9 Eleut\u00e9rio (Kadu Moliterno) e Maria Rita (Cristina Mulins). Ele conhecido como o Filho do Diabo e ela como Santinha. Amor que se torna mais acirrado quando Santinha, rezando, reclusa em seu quarto, consegue o \u201cmilagre\u201d de salvar Jos\u00e9 Eleut\u00e9rio, ferido ap\u00f3s sofrer uma queda em um torneio de pe\u00f5es boiadeiros. Ela, em pagamento pela gra\u00e7a recebida, vai para o convento \u2013 realizando o grande sonho de sua m\u00e3e, a beata Dona Mariana (Elo\u00edsa Mafalda). Ele, apaixonado e grato, rapta a futura freirinha. Mas, a novela tem outros entrechos de interesse. As novidades trazidas \u00e0 pacata cidade por Ot\u00e1vio (M\u00e1rio Cardoso) e Ricardo (Ca\u00edque Ferreira). A ascens\u00e3o da ing\u00eanua caipirinha Ana C\u00e9lia (Simone Carvalho). Os dramas de Edite (Bia Seid), entre outros.\u201d<\/p>\n<p>Grande Ismael, saudoso amigo.<\/p>\n<p>EM TEMPO \u2013 O papel do cantor sertanejo Daniel, na vers\u00e3o anterior, comentada por Ismael, foi interpretado por S\u00e9rgio Reis. FOTO no blog: J\u00f4 Rabelo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Permitam-me um instante de saudade&#8230;<\/p>\n<p>Sempre que estr\u00e9ia uma novela, fico a imaginar o que diria meu querid\u00edssimo amigo Ismael Fernandes sobre a tal. 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