{"id":11331,"date":"2009-05-30T00:00:00","date_gmt":"2009-05-30T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:44:34","modified_gmt":"2017-09-15T19:44:34","slug":"amarracao-para-o-amor-voltar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/amarracao-para-o-amor-voltar\/","title":{"rendered":"Amarra\u00e7\u00e3o para o amor voltar"},"content":{"rendered":"<p>A princ\u00edpio, fiquei surpreso. <\/p>\n<p>Depois de alguns minutos, \u00e0 medida que caminhava, me acostumei ao novo visual dos postes dos arredores da rua onde moro. Todos estavam (in)devidamente empapelados com cartazes, do tipo lambe-lambe, que alardeavam em letras garrafais:<\/p>\n<p>TAROT<\/p>\n<p>AMARRA\u00c7\u00c3O PARA O AMOR<\/p>\n<p>PAI ZUZU<\/p>\n<p>TRAGO A PESSOA AMADA<br \/>\nDE VOLTA EM TR\u00caS DIAS<\/p>\n<p>TEL. ***********<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Tranq\u00fcilizem-se am\u00e1veis cinco ou seis leitores.<\/p>\n<p>N\u00e3o conhe\u00e7o o distinto e \u2013 voc\u00eas me conhecem de outros posts \u2013, portanto jamais me atreveria  a fazer \u2018merchan\u2019 de duvidosos poderes.<\/p>\n<p>A bem da verdade, lhes digo.<\/p>\n<p>Espanta-me que, em pleno s\u00e9culo 21, de tantos progressos cient\u00edficos, medicinais, e espaciais, com as novas tecnologias \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o desbravando o cyberespa\u00e7o, algu\u00e9m ainda acredite nessas mandingas.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Quer dizer&#8230;<\/p>\n<p>Pensando bem, faz sentido a propaganda do Pai Zuzu que, como j\u00e1 disse, n\u00e3o conhe\u00e7o, n\u00e3o sei quem \u00e9, de onde veio e para onde vai, depois de atender a uma penca de gente com o cotovelo inflamado e o cora\u00e7\u00e3o \u00e0 mingua.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Explico.<\/p>\n<p>Nenhum dos avan\u00e7os acima mencionados, por mais profundos que sejam, encontraram quaisquer vest\u00edgios que sejam para curar, assim de imediato, as dores infinitas de um bem levado p\u00e9 na bunda.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Que atire a primeira pedra, Yaya, aquele que n\u00e3o sofreu por amor.<\/p>\n<p>Aquele que n\u00e3o balangou no vag\u00e3o dos tristes, e preteridos.<\/p>\n<p>Que, no auge da inexplic\u00e1vel queima\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pensou em valer-se do socorro do intang\u00edvel.<\/p>\n<p>Ou seja: n\u00e3o pensou em pedir ajuda ao primeiro Pai Zuzu que lhe aparecesse \u00e0 frente.<\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>De resto, \u00e9 at\u00e9 bom que existam mesmo tantos e tamanhos Pais Zuzus \u2013 e que eles invistam pesadamente no marketing de seus transcendentais servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Em tempo de crise, como os atuais, toda frente de trabalho \u00e9 sempre alvissareira.<\/p>\n<p>Imagino o ex\u00e9rcito de gente que varou a madrugada na cola\u00e7\u00e3o desses cartazes.<\/p>\n<p>VII.<\/p>\n<p>Depois, vai que o homem tem l\u00e1 mesmo seus poderes. <\/p>\n<p>Voc\u00eas j\u00e1 imaginaram o bem que pode causar a humanidade.<\/p>\n<p>J\u00e1 imaginaram o tanto de dupla breganejas que desapareceriam (aleluia!) se todos os amores perdidos se reencontrarem.<\/p>\n<p>VIII.<\/p>\n<p>S\u00f3 por nisso acho que vou divulgar o telefone do Pai Zuzu&#8230;<\/p>\n<p>FOTO no Blog: Caio Kenji<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A princ\u00edpio, fiquei surpreso. <\/p>\n<p>Depois de alguns minutos, \u00e0 medida que caminhava, me acostumei ao novo visual dos postes dos arredores da rua onde moro. 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