{"id":11415,"date":"2009-09-03T00:00:00","date_gmt":"2009-09-03T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:40:48","modified_gmt":"2017-09-15T19:40:48","slug":"jn-40-anos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/jn-40-anos\/","title":{"rendered":"JN &#8211; 40 anos"},"content":{"rendered":"<p>Vou logo dizendo.<\/p>\n<p>N\u00e3o assisti \u00e0 primeira edi\u00e7\u00e3o do Jornal Nacional que foi ao ar, em setembro de 1969.<\/p>\n<p>Era jovem e inconseq\u00fcente \u2013 e sequer imaginava ser jornalista.<\/p>\n<p>Tinha eu 18 anos.<\/p>\n<p>Aviso porque \u00e9 comum nessas efem\u00e9rides \u2013 os 40 anos do JN \u2013 o escrevinhador se postar no front e, a partir da\u00ed, dar seu testemunho.<\/p>\n<p>Num document\u00e1rio sobre a Globo, vi o pr\u00f3prio Willian Bonner (bem mais novo do que eu; portanto, uma crian\u00e7a \u00e0 \u00e9poca) lembrar-se do qu\u00e3o marcante foi esse jornal que assistiu ao lado dos seus familiares.<\/p>\n<p>Mar\u00edlia Gabriela tamb\u00e9m deu seu depoimento no mesmo v\u00eddeo. Prometo n\u00e3o revelar sua idade, mas a mo\u00e7oila disse que, naquela hora, durante a exibi\u00e7\u00e3o, decidiu o que queria para sua vida.<\/p>\n<p>Por isso fiz a observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fa\u00e7o outra.<\/p>\n<p>Por motivos profissionais, n\u00e3o tenho assistido ao telejornal nesta semana de comemora\u00e7\u00e3o. Sei que Bonner est\u00e1 lan\u00e7ando um livro \u2013 \u201cComo fazer o Jornal Nacional\u201d e que rep\u00f3rteres de todas as \u00e9pocas est\u00e3o sendo convidados para lembrar a trajet\u00f3ria do primeiro telejornal de veicula\u00e7\u00e3o nacional da hist\u00f3ria nativa.<\/p>\n<p>S\u00f3 por isso a atual celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 mais do que merit\u00f3ria.<\/p>\n<p>N\u00e3o morro de amores pelo JN \u2013 e at\u00e9 tenho l\u00e1 minhas broncas por algumas posturas comprometedoras que entendo o telejornal tomou ao longo deste per\u00edodo. A pol\u00eamica edi\u00e7\u00e3o do debate Collor e Lula, em 89, francamente favor\u00e1vel ao primeiro, \u00e9 uma delas. E h\u00e1 outras e outras h\u00e1&#8230;<\/p>\n<p>No entanto, e para terminar que o espa\u00e7o do post \u00e9 curto, resumo dizendo que o noticioso \u00e9 um marco do jornalismo brasileiro. Talvez seja exagerado cravar que seja um divisor de eras. Mas, \u00e9 certo que influenciou o h\u00e1bito de leitura do brasileiro. Que, a partir dele, deixou de fazer fila em frente \u00e0s bancas de jornal para se informar das manchetes do dia.<\/p>\n<p>Fen\u00f4meno muito muito parecido com o que hoje acontece com o avan\u00e7o desmedido da internet entre os diversos segmentos sociais. S\u00f3 que, al\u00e9m dos jornal\u00f5es impressos, o pr\u00f3prio JN, de formato xerocado por quase todos os telejornais, se ressente desta mudan\u00e7a de h\u00e1bito. \u00c9 cada vez mais comum o espectador sentar-se diante da TV para ver o jornal e a novela (ou vice-versa) j\u00e1 devidamente informado das not\u00edcias do dia que os portais manchetaram sob diversos prismas.<\/p>\n<p>Valem a comemora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>* FOTO no Blog: Camila Bevilacqua<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vou logo dizendo.<\/p>\n<p>N\u00e3o assisti \u00e0 primeira edi\u00e7\u00e3o do Jornal Nacional que foi ao ar, em setembro de 1969.<\/p>\n<p>Era jovem e inconseq\u00fcente \u2013 e sequer imaginava ser jornalista.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11415","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11415","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11415"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11415\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16545,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11415\/revisions\/16545"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11415"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11415"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11415"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}