{"id":11511,"date":"2009-12-17T00:00:00","date_gmt":"2009-12-17T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:38:00","modified_gmt":"2017-09-15T19:38:00","slug":"maes-da-febem","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/maes-da-febem\/","title":{"rendered":"M\u00e3es da Febem"},"content":{"rendered":"<p>Quando o pai abandona o lar, a m\u00e3e se sente na obriga\u00e7\u00e3o de suprir a necessidade financeira e afetiva. \u201cCom o ac\u00famulo da fun\u00e7\u00e3o familiar, ela n\u00e3o tem como dedicar 100 por cento do seu tempo aos filhos\u201d.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o psic\u00f3logo, Reinaldo da Cruz, caso o jovem n\u00e3o sinta que h\u00e1 uma estrutura familiar dentro de casa, ele vai procurar na rua algu\u00e9m que o acolha, que lhe proporcione prazer e reconhecimento. \u00c9 a\u00ed que entra o tr\u00e1fico. Ele d\u00e1 a ilus\u00e3o de ajudar as fam\u00edlias que precisam, de proteger os adolescentes e dar emprego para sustentar os lares. \u201c\u00c9 no narcotr\u00e1fico que ele conseguir\u00e1 dinheiro e status, o que seria uma forma de mostrar para a fam\u00edlia e amigos que \u00e9 capaz de algo e tem quem o aceite\u201d.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s de um adolescentes que vai para a Funda\u00e7\u00e3o CASA, existe uma fam\u00edlia em situa\u00e7\u00e3o de risco, que impulsiona o jovem a cometer um ato infracional. Essa \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o de Ariel de Castro Alves, advogado e presidente da Funda\u00e7\u00e3o Crian\u00e7a de S\u00e3o Bernardo do Campo (SP). \u201cAl\u00e9m de ter influ\u00eancia na forma\u00e7\u00e3o dos adolescentes, existe tamb\u00e9m o outro lado. Se a fam\u00edlia \u00e9 do crime, a situa\u00e7\u00e3o vira um ciclo vicioso. Aquilo que ele presencia em casa, at\u00e9 mesmo quando ainda \u00e9 crian\u00e7a, faz com que assimile certas atitudes como normais.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>O apoio familiar na sa\u00edda do adolescente \u00e9 fundamental para a volta do jovem ao conv\u00edvio social. \u201cO ideal para uma recupera\u00e7\u00e3o sadia seria o acolhimento, por\u00e9m, alguns cuidados devem ser tomados. Reprimir demais \u00e9 ruim, pois impede a autonomia do adolescente, que acaba ficando mais vulner\u00e1vel ao que o mundo tem a oferecer\u201d, completa a psic\u00f3loga Jeannie Cheisty Illison.<\/p>\n<p>Para Maria F\u00e1tima Geiardo, educadora social do N\u00facleo Psicosocial e de Prote\u00e7\u00e3o Especial ao Padre Paschoal Bianco, para que haja recupera\u00e7\u00e3o por parte do jovem deve existir equil\u00edbrio entre ambos. A falta de confian\u00e7a e o medo de errar novamente \u00e9 um sentimento quase un\u00e2nime entre as m\u00e3es que s\u00e3o presentes. \u201cTrata-se de uma via de m\u00e3o dupla. A m\u00e3e precisa confiar e o filho precisa passar confian\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>A m\u00e3e precisa acreditar no menino. Consequentemente, o adolescente tem de perceber que a m\u00e3e, na maioria dos casos, sempre lhe dar\u00e1 uma segunda chance.<\/p>\n<p>* Trecho do livro-reportagem \u201cM\u00e3es da FEBEM\u201d, apresentado e aprovado como trabalho de conclus\u00e3o do curso de jornalismo da Universidade Metodistas de S\u00e3o Paulo. Autores: Fabiana Garbelotto, Paula Meirelles e Renata Nogueira. Orienta\u00e7\u00e3o: Profa. Dra. Margarete Pedro. <\/p>\n<p>* Foto: J\u00f4 Rabelo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o pai abandona o lar, a m\u00e3e se sente na obriga\u00e7\u00e3o de suprir a necessidade financeira e afetiva. \u201cCom o ac\u00famulo da fun\u00e7\u00e3o familiar, ela n\u00e3o tem como dedicar 100 por cento do seu tempo aos filhos\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11511","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11511","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11511"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11511\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16456,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11511\/revisions\/16456"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11511"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11511"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11511"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}