{"id":11596,"date":"2010-04-11T00:00:00","date_gmt":"2010-04-11T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:36:30","modified_gmt":"2017-09-15T19:36:30","slug":"o-manto-sagrado-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/o-manto-sagrado-2\/","title":{"rendered":"O manto sagrado &#8211; 2"},"content":{"rendered":"<p>Deixei para falar hoje das lembran\u00e7as que me s\u00e3o mais caras. Pois v\u00eam dos tempos de garoto quando maravilhado assistia \u00e0s partidas dos clubes varzeanos que jogavam nos finais de semana no campo do Jardim da Aclima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Santos do Cambuci imitava o uniforme do Santos original. Jogava todo de branco. Havia uma sutil diferen\u00e7a no distintivo que era mais bojudo.<\/p>\n<p>O Rep\u00fablica tamb\u00e9m jogava de branco. Mas, havia detalhes em vermelho na gola e nas mangas.<\/p>\n<p>Os dois possu\u00edam verdadeiros esquadr\u00f5es de bola. Quando se enfrentavam, o couro comia solto. Nessas ocasi\u00f5es, o Santos jogava com o uniforme 2, camisas de listas em preto e branco.<\/p>\n<p>Havia ainda o S\u00e3o Lu\u00eds e o Lago que mandavam seus jogos aos s\u00e1bados. O S\u00e3o Lu\u00eds usava um fardamento igual a da sele\u00e7\u00e3o paulista, tamb\u00e9m com listas em preto e branco; s\u00f3 que mais finas e com a gola vermelha. O Lago, para fazer jus ao nome, vinha de azul, tipo Cruzeiro de Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Aos domingos \u00e0 tarde, o campo era do Aclima\u00e7\u00e3o, camisa azul com uma faixa transversal em amarelo. Uma Ponte Preta em cores, digamos assim.<\/p>\n<p>Dos times que joguei \u2013 e n\u00e3o foram poucos \u2013, ressalto:<\/p>\n<p>\u2022 a do supracitado Santos do Cambuci, onde me iniciei no futebol varzeano aos onze anos, defendendo o time infantil;<br \/>\n\u2022 as duas da sele\u00e7\u00e3o do Col\u00e9gio Nossa Senhora da Gl\u00f3ria. A oficial era azul e branca com listas verticais e o segundo uniforme vinha no embalo do Boca Juniors;<br \/>\n\u2022 a da equipe do Casa de Gal\u00edcia que era vermelha e, pasmem, de abotoar. Desconfio que veio da Espanha, pois o time era da comunidade espanhola;<br \/>\n\u2022 a do Huracan, da v\u00e1rzea do Glic\u00e9rio, toda gren\u00e1; lind\u00edssima;<br \/>\n\u2022 a do Alegria, comandado pelo amigo S\u00e9rgio Salvador. Era branca com estampas daquela bolinha sorridente em cinza claro;<br \/>\n\u2022 e a do Clube Atl\u00e9tico Ypiranga, onde encerrei, digamos, oficialmente minha deliciosa trajet\u00f3ria de boleiro, jogando pelo inef\u00e1vel Sucat\u00e3o.<\/p>\n<p>De todas esses mantos sagrados, o mais bonito e o que mais me emociona \u00e9 exatamente o que ilustra o post de hoje. \u00c8 a camisa azul de goleiro, com o n\u00famero 19, que meu filho usou em sua primeira partida oficial como atleta. Foi no ano santo de 1985 \u2013 e o Ypiranga venceu o Nacional da Capital por 2 a 0.<\/p>\n<p>Voc\u00eas podem n\u00e3o acreditar. Mas, o garoto a\u00ed fez defesas \u2018milagrosas\u2019 nesse dia.<\/p>\n<p>Sei que meus cinco ou seis fi\u00e9is leitores me entendem.<\/p>\n<p>Escrevi esses dois posts com as cores da saudades&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deixei para falar hoje das lembran\u00e7as que me s\u00e3o mais caras. 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