{"id":11682,"date":"2010-07-26T00:00:00","date_gmt":"2010-07-26T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2018-07-25T00:49:01","modified_gmt":"2018-07-25T00:49:01","slug":"santiago-de-compostela","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/santiago-de-compostela\/","title":{"rendered":"Santiago de Compostela"},"content":{"rendered":"<p>Reza a tradi\u00e7\u00e3o que, assim que chegar \u00e0 frente da Catedral de Santiago de Compostela, o peregrino deve procurar a concha incrustada no ch\u00e3o de cimento a uma dezena de metros da escadaria, deitar-se de barriga para cima, deixando o portal da igreja atr\u00e1s de si e, assim nessa posi\u00e7\u00e3o, m\u00e1quina em punho, fazer a foto do famoso templo.<\/p>\n<p>Sai algo como voc\u00eas veem acima \u2013 ou algo pr\u00f3ximo a essa imagem, dependendo se o fiel leva jeito para fotografia ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um dos tantos rituais que acontecem ali \u2013 uma das rotas de peregrina\u00e7\u00e3o mais antigas que se tem not\u00edcia.<\/p>\n<p>Conta-se que no ano de 815, sob o reinado de Afonso II, o Casto, os campesinos admiraram-se ante ao feixe de luz que cortava os c\u00e9us um pouco aqu\u00e9m da linha do horizonte, n\u00e3o muito longe dali.<\/p>\n<p>Era tarde\/noite de um domingo.<\/p>\n<p>Pelayo, o eremita, espalhou ao gentio que, bem pr\u00f3ximo dali, havia \u2018um campo de estrelas\u2019 e que a informa\u00e7\u00e3o chegasse ao conhecimento do bispo Teodomiro, respons\u00e1vel por aquela regi\u00e3o da Espanha, ent\u00e3o chamada de Iria.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio bispo comandou um grupo de religiosos em excurs\u00e3o ao local.<\/p>\n<p>Em l\u00e1 chegando, constataram que as luzes emolduravam um sepulcro coberto por pedras de m\u00e1rmore. Um sepulcro que se perdeu no tempo e onde descobriram os restos mortais desaparecidos de S\u00e3o Tiago, o Maior, ap\u00f3stolo de Cristo.<\/p>\n<p><strong>(&#8230;)<\/strong><\/p>\n<p>Anos depois, Afonso II, o Casto, mandou levantar uma pequena igreja naquelas paragens. Tamb\u00e9m fez construir o Mosteiro de Antealtares para abrigar os monges beneditinos encarregados de conservar o t\u00famulo e assegurar o culto que se perpetua s\u00e9culos afora at\u00e9 os nossos dias \u2013 e que ganhou notoriedade nunca antes vista ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do livro O Di\u00e1rio de Um Mago, em que o escritor Paulo Coelho narra sua viv\u00eancia ao longo da jornada.<\/p>\n<p>Antes da obra liter\u00e1ria, n\u00e3o chegava a 200 o n\u00famero de peregrinos que faziam o Caminho anualmente. Hoje milhares e milhares percorrem a rota a cada ano.<\/p>\n<p><strong>(&#8230;)<\/strong><\/p>\n<p>A cada dia 25 de julho (data guardada em louvor ao santo ap\u00f3stolo) significativa parcela desses fi\u00e9is invade piedosamente as ruas estreitas de Santiago.<\/p>\n<p>Ontem o pr\u00f3prio papa Bento XVI fez pronunciamento em que anunciou sua visita ao Santu\u00e1rio em 6 de novembro pr\u00f3ximo. Ele deseja se juntar aos peregrinos de todo mundo para as comemora\u00e7\u00f5es do Ano Santo Compostelano.<\/p>\n<p>O Ano Santo acontece sempre que o dia 25 de julho cai em um domingo. Trata-se de uma celebra\u00e7\u00e3o em que os visitantes da Catedral de Santiago recebem a gra\u00e7a do perd\u00e3o de todos os pecados desde que rezem uma ora\u00e7\u00e3o e recebam os sacramentos da confiss\u00e3o e comunh\u00e3o durante qualquer per\u00edodo do ano.<\/p>\n<p><strong>(&#8230;)<\/strong><\/p>\n<p>Visitei Santiago anos atr\u00e1s. N\u00e3o como peregrino, mas como pacato turista, \u00e1vido por conhecer lugares e pessoas.<\/p>\n<p>Claro que fiz minhas ora\u00e7\u00f5es, e agradeci a b\u00ean\u00e7\u00e3o de estar ali.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tirei a tal foto que, modestamente, ficou bem legal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reza a tradi\u00e7\u00e3o que, assim que chegar \u00e0 frente da Catedral de Santiago de Compostela, o peregrino deve procurar a concha incrustada no ch\u00e3o de cimento a uma dezena de metros da escadaria,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19120,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11682","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11682","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11682"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11682\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19122,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11682\/revisions\/19122"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19120"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}