{"id":11698,"date":"2010-07-26T00:00:00","date_gmt":"2010-07-26T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-13T19:35:32","modified_gmt":"2017-09-13T19:35:32","slug":"o-marqueteiro-integra","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/o-marqueteiro-integra\/","title":{"rendered":"O marqueteiro (\u00edntegra)"},"content":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 do Nascimento.<\/p>\n<p>Eis o nome da fera que lhes apresento.<\/p>\n<p>Nasceu nos confins da Vila Carioca, subdistrito do Ipiranga, quando S\u00e3o Paulo era pouco mais que uma aldeia.<\/p>\n<p>Foi ator, radioator, produtor de TV nos tempos \u00e1ureos da Record, empres\u00e1rio de shows, publicit\u00e1rio, jornalista, entre outras atividades at\u00e9 que enveredou para o marketing pol\u00edtico quando, a bem da verdade, a express\u00e3o sequer frequentava o imagin\u00e1rio da rapaziada nos idos de 70.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, foi por essa \u00e9poca que eu o conheci na Reda\u00e7\u00e3o da combativa Gazeta do Ipiranga, jornal de bairro com circula\u00e7\u00e3o semanal e tiragem entre 50 e 60 mil exemplares.<\/p>\n<p>Ele assinava uma coluna com o pseud\u00f4nimo de Z\u00e9 Armando.<\/p>\n<p>Uma esp\u00e9cie de Amaury J\u00fanior daquelas quebradas tidas e havidas como hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p>Divertia-se a provocar, com notas bem-humoradas, a fina flor da sociedade local, orgulhosa por morar (quer dizer, residir) no quadrante onde Dom Pedro, aquele da Marquesa, dera o grito \u2013 e que grito!<\/p>\n<p>Por isso, n\u00f3s, jovens rep\u00f3rteres, que com ele conviviam, ach\u00e1vamos seu codinome bem sugestivo.<\/p>\n<p>Quando moleque, era chamado de Zequinha. No r\u00e1dio, na TV e na publicidade, assumiu a pompa de Jota Nascimento, com direito a echarpe e cachimbo. Para n\u00f3s, era simplesmente Nasci, o Mestre. Mas, a coluna assinava Z\u00e9 Armando porque sempre estava \u201carmando\u201d algo para algu\u00e9m.<\/p>\n<p>Ador\u00e1vamos seus truques e suas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Certa vez, o vereador Almir Guimar\u00e3es andava, digamos, ausente do seu reduto eleitoral, o bairro do Ipiranga. Ele era amigo do pessoal da Reda\u00e7\u00e3o, inclusive j\u00e1 detect\u00e1vamos o desejo do vereador ampliar sua atua\u00e7\u00e3o como pol\u00edtico para outras \u00e1reas da cidade.<\/p>\n<p>Era uma proposta que tinha.<\/p>\n<p>Ao zanzar por outras paragens, esquecia-se do Ipirang\u00e3o velho de guerra que lhe garantira a elei\u00e7\u00e3o logo na primeira vez que concorreu a um cargo p\u00fablico.<\/p>\n<p>O Nasci n\u00e3o concordava com esse \u2018esquecimento\u2019.<\/p>\n<p>Por isso, mandou ver no jornal daquela semana:<\/p>\n<p>\u201cFORA ALMIR\u201d<\/p>\n<p>O vereador nem se preocupou em ler a \u00edntegra da nota. Bastou-lhe o t\u00edtulo. Entrou na reda\u00e7\u00e3o desacor\u00e7oado. Louco para tirar satisfa\u00e7\u00e3o com o autor daquelas brev\u00edssimas linhas.<\/p>\n<p>O Nasci n\u00e3o se abalou.<\/p>\n<p>Diante da perora\u00e7\u00e3o do vereador que se dizia tra\u00eddo pelo grande amigo, o Mestre foi objetivo:<\/p>\n<p>&#8212; Leia a nota toda, por favor.<\/p>\n<p>L\u00e1 estava. Algo assim:<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o Paulo n\u00e3o vive um bom momento. Enfrenta uma fase dif\u00edcil \u2013 e, se n\u00e3o mudar radicalmente, s\u00f3 ter\u00e1 derrotas pela frente. Por isso, proponho j\u00e1 que se troque o m\u00e9dio-volante Almir por um jogador de maior t\u00e9cnica e compet\u00eancia. S\u00f3 o t\u00e9cnico Cilinho n\u00e3o v\u00ea que o Tricolor \u00e9 um dos grandes clubes paulistanos e precisa de craques \u00e0 altura de sua hist\u00f3ria e de suas gl\u00f3rias. Por isso, FORA ALMIR&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Indiferente ao sil\u00eancio de todos na Reda\u00e7\u00e3o, Nasci continuou a fumegar o cachimbo holand\u00eas que lhe demos de presente em uma das festas de Natal da empresa.<\/p>\n<p>O vereador n\u00e3o teve o que argumentar.<\/p>\n<p>Riu da piada \u2013 e, \u00f3bvio, entendeu o recado.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>A palavra de ordem no in\u00edcio dos anos 80 era redemocratiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nasci deixou o jornal e passou a ser homem de confian\u00e7a do vereador Almir Guimar\u00e3es, desde logo al\u00e7ado a condi\u00e7\u00e3o de coordenador da campanha do parlamentar do ent\u00e3o MDB na elei\u00e7\u00e3o de 1982.<\/p>\n<p>Tornaram-se amigos. Vez ou outra, os dois almo\u00e7avam num restaurante charmoso que tem ali, na rua Vergueiro- o Bacalhau do Porto. Mais do que honrar as origens dos pais (que eram de Tr\u00e1s dos Montes) ou degustar a deliciosa culin\u00e1ria portuguesa, Nasci percebeu que os muros no entorno do estabelecimento haviam todos se transformados em outdoor improvisado do restaurante.<\/p>\n<p>N\u00e3o eram picha\u00e7\u00f5es, nem grafites.<\/p>\n<p>Ostentavam um visual caprichado, de letras leg\u00edveis a consider\u00e1vel dist\u00e2ncia. \u201cTruta a dor\u00ea\u201d, \u201cBadeja na chapa\u201d, \u201cBacalhau a Gomes de S\u00e1\u201d \u2013 enfim, essas e outras atra\u00e7\u00f5es do card\u00e1pio eram oferecidas a c\u00e9u aberto aos passantes, fossem pedestres, fossem motoristas &#8211; e olhem que a Vergueiro \u00e9 uma via hiper movimentada que faz a liga\u00e7\u00e3o entre S\u00e3o Paulo e o Grande ABC.<\/p>\n<p>Acendeu uma luzinha na cabe\u00e7a do nosso Professor Pardal.<\/p>\n<p>Como quem nada quer, Nasci assuntou os gar\u00e7ons sobre o resultado daquela escandalosa e colorida parafern\u00e1lia rua afora.<\/p>\n<p>Sensacional, foi a resposta que ouviu.<\/p>\n<p>Ouviu mais. Que o Sr. Du\u00edlio, o dono do restaurante, havia contratado um tal de Humberto, pintor desempregado que l\u00e1 um belo dia lhe trouxe a ideia daquela propaganda fora de qualquer padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Por alguns trocados, o homem fez o primeiro; depois, outro e mais outro&#8230;<\/p>\n<p>Todos gostaram.<\/p>\n<p>Mais. Quando foram ver os arredores estavam tomados de an\u00fancios.<\/p>\n<p>O restaurante ficou mais conhecido. Os pratos se popularizaram.<\/p>\n<p>O movimento aumentou.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Du\u00edlio, sem saber que arranjara um concorrente, garantiu que valeu o investimento.<\/p>\n<p>&#8212; Ficou bem em conta, viu!<\/p>\n<p>N\u00e3o preciso dizer mas digo o resto da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Nasci bateu e virou os quatro cantos do Ipiranga (repito: \u00e1rea eleitoral do vereador), depois fez o mesmo em toda a cidade. Olhos atentos a paredes e muros das principais avenidas e lugares de boa visibilidade e movimento. Por conta e risco, acrescentou \u00e0 planilha fachadas de pr\u00e9dios e estabelecimentos comerciais que poderiam ser utilizadas futuramente.<\/p>\n<p>Fez mais.<\/p>\n<p>Conversou com o tal Humberto e fechou um contrato b\u00e1sico para ano e tanto de trabalho.<\/p>\n<p>(Falei que o Sr. Du\u00edlio arranjara um concorrente.)<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, conversou tamb\u00e9m com os propriet\u00e1rios dos espa\u00e7os que pretendia usar. Acertou um aluguel simb\u00f3lico para que deixassem estampar a propaganda pol\u00edtica do vereador Almir Guimar\u00e3es. Depois da elei\u00e7\u00e3o, o vereador se responsabilizaria em limpar e dar uma nova pintura ao local.<\/p>\n<p>A bem da verdade, ningu\u00e9m entendia direito o resultado final do que Nasci estava planejando. At\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o se usava tal recurso publicit\u00e1rio &#8211; pintar paredes &#8211; em campanhas eleitorais.<\/p>\n<p>Mas como contest\u00e1-lo?<\/p>\n<p>O vereador relutou, mas acabou topando \u2013 e bancando o projeto.<\/p>\n<p>Deu-se muito bem!<\/p>\n<p>A partir de mar\u00e7o daquele ano \u2013 e progressivamente nos meses seguintes at\u00e9 a elei\u00e7\u00e3o \u2013 espalhou-se pela cidade, em muros, paredes e que tais, a propaganda do vereador e o indefect\u00edvel slogan:<\/p>\n<p>\u201cVEREADOR ALMIR GUIMAR\u00c3ES.<br \/>\nSempre presente. \u201c<\/p>\n<p>Foi um dos mais votados vereadores de S\u00e3o Paulo, com 82 mil votos.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Foi mesmo uma elei\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, a de 82.<\/p>\n<p>Depois de tantos e tantos anos, o Estado de S\u00e3o Paulo voltava a escolher o governador pelo voto direto. Elegeria tamb\u00e9m senador, deputado federal, deputado estadual e vereador. Praticava-se ent\u00e3o o chamado voto vinculado \u2013 em que o eleitor deveria optar por candidatos de um s\u00f3 partido ou de uma s\u00f3 coliga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso, dentro dos partidos, valia a praxe consagrada pelo grupo Tribalista. Ou seja, \u201ceu sou de todo mundo e todo mundo \u00e9 meu tamb\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p>Explico.<\/p>\n<p>Concorrentes ao Senado, \u00e0 C\u00e2mara Federal e \u00e0 Assembl\u00e9ia Legislativa buscavam fechar alian\u00e7a com vereadores de todos os rinc\u00f5es do Estado que trabalhavam os nomes dos supracitados em suas zonas eleitorais. Eram os edis que iam para o corpo a corpo no convencimento aos eleitores.<\/p>\n<p>Claro que n\u00e3o fechavam tais parcerias pelos lindos olhos dos figur\u00f5es.<\/p>\n<p>Em troca do trabalho diuturno \u2013 que ia desde distribui\u00e7\u00e3o de \u2018santinhos\u2019 e brindes \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de encontros com entidades representativas de cada segmento social da regi\u00e3o \u2013 os candidatos a vereador recebiam o que no jarg\u00e3o do meio cham\u00e1vamos de \u201capoiamento\u201d.<\/p>\n<p>De um modo ou de outro, os car\u00f5es arcavam com as despesas \u2013 inteiras ou parte delas \u2013 para a instala\u00e7\u00e3o de um comit\u00ea eleitoral, forneciam parte do material de campanha (\u00f3bvio que com seu nome em destaque) e ajudavam no que podiam o bom desempenho de toda a chapa na urna.<\/p>\n<p>Via de regra, o candidato a deputado federal \u2018casava\u2019 com um nome que concorria a deputado estadual \u2013 e os dois amparavam-se em candidatos a vereador de diversos munic\u00edpios que, por sua vez, faziam o trabalho de \u2018formiguinha\u2019 em seu reduto eleitoral.<\/p>\n<p>N\u00e3o raras vezes os aspirantes a deputados sequer conheciam onde se situava aquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os nomes dos candidatos ao Senado e ao Governo do Estado vinham de arrasto em todo esse trabalho.<\/p>\n<p>Vou lhes contar como o Nasci tirou proveito desta situa\u00e7\u00e3o \u00fanica.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m a\u00ed se recorda daquelas enormes folhas de papel que serviam \u00e0s primeiras impressoras da era dos computadores?<\/p>\n<p>Se n\u00e3o me engano eram chamadas de impressoras matriciais.<\/p>\n<p>As folhas eram retangulares, 60 cent\u00edmetros por 40, e engatadas umas \u00e0s outras para dar sequ\u00eancia \u00e0 impress\u00e3o.<\/p>\n<p>Lembram delas?<\/p>\n<p>Pois bem&#8230;<\/p>\n<p>Era um perereco livrar-se das tais depois de usadas.<\/p>\n<p>Na Velha Reda\u00e7\u00e3o de piso assoalhado, entulhavam o por\u00e3o. At\u00e9 que \u201co homem do ferro-velho\u201d desse um fim apropriado \u00e0 papelada.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se ainda existe ferro-velho. Hoje se fala em cooperativas de recicl\u00e1veis e desconfio que as pr\u00f3prias se encarreguem de tratar mat\u00e9ria do g\u00eanero e outras mais. Mas, naquele tempo, a montanha ia, do por\u00e3o, para o que cham\u00e1vamos de \u201cferro-velho\u201d em uma carrocinha puxada por um homem de meia-idade a quem trat\u00e1vamos genericamente de \u201co homem do ferro-velho\u201d.<\/p>\n<p>Nasci visitou o jornal exatamente em um desses dias.<\/p>\n<p>A Reda\u00e7\u00e3o come\u00e7ava a se informatizar \u2013 e Nasci, que era do tempo das m\u00e1quinas de escrever, estranhou a movimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m lhe explicou o que estava acontecendo \u2013 e eis que brilhou de novo a lampadinha do Professor Pardal como era de h\u00e1bito sempre que tinha uma boa ideia.<\/p>\n<p>Dias depois come\u00e7aram a chegar \u00e0 casa do vereador Almir Guimar\u00e3es toneladas daquele tipo de papel. Na lavanderia que havia no fundo do quintal, tamb\u00e9m a pedido do inesquec\u00edvel amigo, montou-se uma improvisada oficina de silk screen.<\/p>\n<p>Viv\u00edamos um janeiro acalorado.<\/p>\n<p>Mas, o brancale\u00f4nico staff do vereador j\u00e1 estava a postos para dar in\u00edcio \u00e0 santa cruzada em prol da reelei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ali, teve in\u00edcio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de cartazes que anunciavam a candidatura de Almir. Cada duas folhas daquelas geravam um cartaz. No costado em branco do papel apareciam o enunciado e o rosto do vereador \u2013 ou o contorno de suas fei\u00e7\u00f5es \u2013 nas mais diversas cores.<\/p>\n<p>(N\u00e3o preciso dizer mas digo que Nasci arrematou todo o estoque da tinta apropriada que encontrou nas lojas, n\u00e3o importando qualidade ou tonalidade das cores.)<\/p>\n<p>As leis eleitorais n\u00e3o eram t\u00e3o eficazes.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o havia a Lei Cidade Limpa, do prefeito Kassab.<\/p>\n<p>Para tristeza do pessoal da Chic Show e de outros tantos que trabalhavam com os chamados \u201cpirulitos\u201d na divulga\u00e7\u00e3o dos espet\u00e1culos da cidade, a dupla Nasci e Almir foi implac\u00e1vel.<\/p>\n<p>Eles empapelaram toda a cidade, com os dizeres:<\/p>\n<p>VEREADOR<br \/>\nALMIR GUIMAR\u00c3ES<br \/>\nSempre presente<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Como pe\u00e7a publicit\u00e1ria, aqueles arremedos de cartazes s\u00f3 seriam premiados na categoria \u201cHediondos\u201d. Mas, deram um resultado danado, especialmente no partido.<\/p>\n<p>Pelo rebuli\u00e7o que causaram ao colorir e assustar a cidade, at\u00e9 os pr\u00f3ceres do MDB reconheciam que o mo\u00e7o da Vila das Merc\u00eas (o Almir era um dos diretores da Sociedade de Amigos local) vinha forte para a verean\u00e7a. Sua campanha \u2013 mesmo sem respeitar l\u00e1 os requintes est\u00e9ticos \u2013 tinha pegada e \u201ccausava\u201d.<\/p>\n<p>(Imaginem o que os advers\u00e1rios pegos de surpresa diziam dos tais?)<\/p>\n<p>A partir dessa contesta\u00e7\u00e3o n\u00e3o faltaram candidatos a deputados a querer \u201cbater chapa\u201d com Almir. Mesmo o pr\u00f3prio MDB come\u00e7ou a distingui-lo como um \u201cpuxador de votos\u201d que bem merecia um tratamento especial.<\/p>\n<p>Acreditem! At\u00e9 o ent\u00e3o candidato ao Governo do Estado, Franco Montoro, e um dos pleiteantes ao Senado, Almino Afonso, visitaram o bairro do Ipiranga, lado a lado, com o vereador Almir Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p>Todos sorridentes e em uma campanha que, diga-se, se tornou hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>De posse de tantos e solertes \u201capoiamentos\u201d, Nasci partiu para a segunda fase da campanha. Desativou a valorosa oficina de silk screen e projetou novos cartazes a serem rodados na melhor gr\u00e1fica da regi\u00e3o. O destaque era para a foto, o n\u00famero e o nome do vereador Almir Guimar\u00e3es, sempre presente. Mas, havia tamb\u00e9m um lugar onde se apertavam n\u00fameros e nomes dos candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador e governador.<\/p>\n<p>Eles e\/ou o partido que bancaram o novo visual da campanha.<\/p>\n<p>Todos se deram bem. Almir foi o mais votado vereador da regi\u00e3o do Grande Ipiranga, al\u00e9m de alavancar a vota\u00e7\u00e3o de todos eles. Teve 82 mil votos \u2013 um dos candidatos a vereador mais votado em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Nasci agradecia indiferente quando o cumprimentavam pelos resultados da campanha e pela ideia genial daqueles cartazes mambembes que inundaram a cidade no momento em que a campanha de todos sequer havia sa\u00eddo \u00e0s ruas.<\/p>\n<p>Modesto, ele dizia simplesmente:<\/p>\n<p>&#8212; Foi ideia do meu filho, o J\u00fanior.<\/p>\n<p>No fundo, no fundo, o Nasci, primeiro e \u00fanico marqueteiro que conheci, era genial at\u00e9 quando se fazia de um t\u00edmido que nunca foi.<\/p>\n<p>* Publicado pela Revista Brasileira de Marketing Pol\u00edtico &#8211; Ano IV &#8211; N\u00famero 5 &#8211; Janeiro \/Julho 2011 &#8211; ISSN 2177-8019<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 do Nascimento.<\/p>\n<p>Eis o nome da fera que lhes apresento.<\/p>\n<p>Nasceu nos confins da Vila Carioca, subdistrito do Ipiranga, quando S\u00e3o Paulo era pouco mais que uma aldeia.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-11698","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reportagens"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11698","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11698"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11698\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13857,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11698\/revisions\/13857"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}