{"id":11703,"date":"2010-08-15T00:00:00","date_gmt":"2010-08-15T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:35:35","modified_gmt":"2017-09-15T19:35:35","slug":"napoli","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/napoli\/","title":{"rendered":"Napoli"},"content":{"rendered":"<p>Uma amiga, marrenta que s\u00f3, tenta convencer a um grupo de professores \u2013 entre os quais, este humilde escriba \u2013 que Napoli \u00e9 a pior cidade do mundo. <\/p>\n<p>\u201cSuja, feia, um horror.\u201d<\/p>\n<p>Est\u00e1vamos almo\u00e7ando na pra\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o da Universidade onde trabalhamos\u2013 e ela contava de seu giro recente pela Velha Bota sem desconfiar (ou deconfiando?) de minha ascend\u00eancia e de meu amor pela It\u00e1lia; naquele momento representados pelo grand\u00edssimo prato de capelleti que eu enfrentava, com f\u00faria e paix\u00e3o.<\/p>\n<p>Sem perder o ritmo das garfadas, entre um e outra, tentei algumas pondera\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas sobre os lugares em, que havia caminhado.<\/p>\n<p>Se passeou o pelo cal\u00e7ad\u00e3o \u00e0 beira-mar&#8230;<br \/>\nSe esteve no porto de onde partiu o contingente de imigrantes que construiu boa parte do Brasil \u2013 e da S\u00e3o Paulo \u2013 que hoje somos&#8230;<br \/>\nSe visitou as igrejas seculares onde a f\u00e9 se renova&#8230;<br \/>\nSe ando pelo bairro bo\u00eamio de Santa Lucia e ouviu algu\u00e9m cantar, em versos largos, as dores de um amor imposs\u00edvel&#8230;.<br \/>\nSe fez uma parada para um simples \u2018expresso\u2019 na Piazza It\u00e1lia&#8230;<\/p>\n<p>Por fim, se visitou o Castelo de San Martino (que a plebe ignara perdoe-me a nobreza do sobrenome, n\u00e3o quero menosprezar ningu\u00e9m, mas&#8230;), de onde ali\u00e1s pode se ter a inesquec\u00edvel vis\u00e3o da Ba\u00eda de Napoli&#8230; <\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, a cidade pode parecer um labirinto de ruas estreitas e tortuosas, vielas, escadarias, cantos &#8211; tudo devidamente ornamentado pelas roupas estendidas nos varais e expostas aos olhares de quem passar.<\/p>\n<p>H\u00e1 que se estar apaixonado para entender a poesia do lugar.<\/p>\n<p>Napoli n\u00e3o \u00e9 uma cidade qualquer&#8230;<\/p>\n<p>Como me disse, certa vez, outra amiga, a Priscila, que l\u00e1 viveu por uns tempos:<\/p>\n<p>&#8212; Essa cidade \u00e9 meu ber\u00e7o, \u00e9 o que faz meu cora\u00e7\u00e3o vibrar, sem parar, sempre mais&#8230; As ruelas, a confus\u00e3o, os castelos&#8230;<\/p>\n<p>Embalados pelo vinho e pela cerveja, o pai e os amigos \u2013 quase todos oriundos \u2013 terminavam a algazarra das noites de domingo no Bar Ast\u00f3ria cantarolando m\u00fasicas napolitanas. Era comum que um deles formalizasse um brinde para por fim a alegre noitada. Quase sempre, copos em riste, bradavam, todos, a mesma frase:<\/p>\n<p>&#8212; Rever Napoli&#8230; e depois morrer!<\/p>\n<p>** FOTO NO BLOG: Napoli\/arquivo pessoal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma amiga, marrenta que s\u00f3, tenta convencer a um grupo de professores \u2013 entre os quais, este humilde escriba \u2013 que Napoli \u00e9 a pior cidade do mundo. <\/p>\n<p>\u201cSuja,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11703","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11703","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11703"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11703\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16273,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11703\/revisions\/16273"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11703"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11703"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11703"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}